OS "MAIORES" SÃO SEMPRE ATRAÇÕES: NOSSO FIM DE SEMANA SERÁ COM CHET BAKER, O POETA DO TROMPETE, DRIVE, MAGIA E LOUCURA FORAM AS CONSTANTES EM SUA VIDA.

CONFIRA Cole Porter no trompete de Chet mais Michel Graillier ao piano e JeanLouis Rassinfosse ao contrabaixo. Love for Sale como só Chet toca. Emoção pura e à flor da pele. Imperdível !!!!!

PRÓLOGO

O lugar de música boa é antes de tudo um espaço para compartilhamento. Aqui o jazz, o blues e o samba convivem harmonicamente porque têm não só a mesma raíz, a mesma origem mas porque constituem fontes de prazer, de entretenimento e conhecimento.  

Por aqui desfilarão grandes nomes com suas grandes obras para o gaúdio daqueles que se dispuserem a ter o prazer de passear pela criatividade, pelo drive e pelo swing do jazz improvisado e de arranjos e partituras rebuscadas, pela malemolência dos sambas clássicos, de bom partido e com os blues tradicional que não perde nunca sua atualidade e contamporaneidade.

Para mim, que me incumbirei de pesquisar, produzir, traduzir, editar e opinar, será uma experiência indescritível e muito prazeirosa por que me impus fazer algo que gosto realmente e todo o trabalho que isso vai gerar me permitirá aprender sempre, aumentar o meu conhecimento sobre o assunto e compartilhar com todos o mundo incomparável da música que se descortina à frente.

Não sistematizarei ou ordenarei nomes ou obras mas os apresentarei com o rigor e o apuro que o assunto me merece e sempre aberto e disposto a colaboração, sugestão e, por que não, críticas e correções. Além dos músicos compositores e suas obras mais relevantes, os eventos ligados à música, mais revistas, magazines, cronistas, fotógrafos e divulgadores de modo geral também terão seus espaços, para que os visitantes não se atenham exclusivamente à música e o músico mas também conheçam suas vidas, sua produção, seus caminhos e seus espaços e tudo aquilo que a música gera.

Espero que vocês gostem porque eu sinceramente vou ter muito prazer em fazer sabedor que sou de que todo o trabalho, o custo e tempo que terei que dispor será uma das coisas mais agradáveis que vai me acontecer.

Espero vocês, sempre !!!!

ATRAÇÃO DO MÊS: COUNT BASIE

Count Basie, pianista, compositor e band-leader americano. Fazia parte da nobreza do jazz e por isso Count (conde) e junto com Duke, (Ellington) King (Benny Goodman), The President (Lester Young e Lady Day (Billie Holiday)

William James "CountBasie foi um pianista de jazz americano, organista, bandleader e compositor. Sua mãe ensinou-lhe piano e foi na juventude que ele se lançou para a música.  Ao afastar-se da escola ele aprendeu a operar as luzes dos espetáculos de vaudeville e a improvisar no acompanhamento de filmes mudos no teatro de sua cidade Red Bank, New Jersey. Aos dezesseis anos, ele, cada vez mais, tocava piano em festas , resort e outros locais. Em 1924 ele foi para o Harlem, onde sua carreira se expandiu. No mesmo ano viajou com grupos de músicos para algumas grandes cidade do jazz, incluindo Chicago, Sant Louis e Kansas City. Em 1929 ele trabalhou com a banda de Bannie Moten e tocou com ele até 1935, o ano da morte do maestro.

William era filho de Harvey Lee e Lilian Basie e nasceu em Red Bank, New Jersey em 21 de agosto de 1904. Seu pai trabalhava como cocheiro e cuidador, quando os automóveis substituiram os cavalos seu para transformou-se em jardineiro e trabalhador manual para famílias abastadas da área. Seus pais tinham algum conhecimento musical, seu pai tocava um instrumento chamado mellophone e sua mãe era pianista com quem William teve seu primeiro aprendizado e ela era lavadeira e fazia bolos para vender e para melhorar o aprendizado do garoto. Pagava 25 cents por aula de piano para ele. 

Não gostava da escola, sonhava uma vida de viagens, inspirada nos tours de carnaval quando ia para a cidade. Terminou a primeiro ciclo  na escola e mas gastava seu tempo mais no Palace Theatre in Red Bank., onde ocasionalmente fazia tarefas que lhe permitiam admissão livre para performances. Ele rapidamente aprendeu a improvisar as músicas apropriadas para fimes mudos.

Apesar do talento natural pelo piano Basie preferia a bateria. Desencorajado pelas performances e o talento óbvio de Sonny Greer que assistiu ao vivo com a Orquestra de Duke Ellington em 1919, William passou para o piano definitivamente. Greer e Basie tocaram juntos em várias ocasiões em suas carreiras profissionais.  Nesse tempo Basie tocou com pequenos grupos de dança, em rersorts, e shows amadores e com o grupo Kings o Syncopation de Harry Richardson Quando não estava nos shows, tocava no salão da piscina do clube local com outros músicos ou tocava em festas e recepções locais em Jersey Shore, Ashbury Park ou Hong Kong Inn até conseguir e ocupar um .lugar melhor  

Basie foi membro do Omega Psi Phi Fraternity. Em 21 de julho de 1930 Basie casou-se com Vivian Lee Winn em Kansas City. Divorciou-se algum tempo antes de 1935 e voltou para New York.
Alugou uma casa em Manhattan e voltou a casar-se em 13 de julho de 1940 com Catherine Morgan. Em 1942 mudou-se para Queens.

Em 1935 formou sua própria orquestra de jazz, The Count Basie Orchestra, e, em 1936 levou-a para Chicago para um longo período de apresentações e para sua primeira gravação. Ele liderou o grupo por cinquenta anos, criando e inovando no uso de naipes de metais dando ênfase à seção ritmica, usando arranjos de  modo a aumentar seu som. Muitos músicos chegaram ao estrelato sob sua direção, incluindo saxofonistas como Lester Young e Herschel Evans, guitarrista como Freddie Greene, trompetistas como Buck Clayton e Harry "Sweets" Edison e cantores con Jimmy Rushing e Joe Williams. 

Em 21 de abril de 1983 Catherine Basie morreu de um ataque do coração em Freeport, na Ilha da Grand Bahama aos 67 anos. Basie, já doente, em 1984 se foi vítima um câncer pancreático aos 79 anos.

 

29/01/2018

The COUNT BASIE ORCHESTRA no Show da Semana em 1965 - The BBC Hour. São 3/4 de hora com o som refinadíssimo da orquestra com nomes sensacionais tais como: Freddie Green, Marshal Royal, Charles Fowkes, Wallace Davenport, Rufus Jones, Eddie "Lockjaws" Davis, Bill Hughes, Sonny Cohn, Al Aarons, Norman Keenan, Al Grey, Eric Dixon.

PRÓXIMA ATRAÇÃO: JIMMY REED

Mathis James Reed, cantos, guitarrista e gaitista nascido rm Dunleith, Mssissippi.

Jimmy Reed (6 de Setembro de 1925,[1] DunleithMississippi — 29 de Agosto de 1976OaklandCalifórnia) foi um cantorguitarrista e gaitista norte-americano de blues. Seu nome completo de batismo é Mathis James Reed. É uma grande influência para músicos de rock como Elvis Presley e Rolling Stones que chegaram a gravar versões de algumas de suas músicas.

Jimmy Reed nasceu em DunleithMississipi em 1925, aprendeu a tocar harmônica e guitarra com o amigo Eddie Taylor. Depois de passar alguns anos tocando nas ruas em troca de dinheiro, se mudou para ChicagoIllinois em 1943 antes de ser convocado para a Marinha dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 foi dispensado e retornou para o Mississipi por um breve período, se casou com Mary "Mama" Reed e se mudou para Gary (indiana)Indiana para trabalhar na fábrica de embalar carne Armour & Co.. Mama Reed aparece como cantora não creditada em muitas músicas como Baby What You Want Me to DoBig Boss Man e Bright Lights, Big City.

Na década de 50 Reed se firmou como um músico popular e entrou para a banda Gary Kings com John Brim, e também tocava nas ruas com Willie Joe Duncan. Reed assinou um contrato pela Vee-Jay Records através do baterista de John Brim, Albert King. Na Vee-Jay, Reed começou a tocar novamente com Eddie Taylor e em pouco tempo lançou You don't have to go, sua primeira gravação de sucesso.

Jimmy manteve sua reputação apesar de seu alcoolismo excessivo, ocasionalmente sua esposa precisava ajudá-lo a lembrar das letras das músicas durante as gravações. Em 1957 Reed começou a sofrer de epilepsia, o que foi diagnosticado corretamente somente muito tempo depois, os médicos que o haviam examinado assumiam que seu problema era delirium tremens.[2]

Apesar de seus vários hits, os problemas pessoais de Reed não o permitiram que ele tivesse a mesma fama de outros músicos populares de blues, mesmo que ele tivesse mais músicas famosas. Quando a Vee-Jay fechou as portas, o empresário de Reed assinou um contrato com a ABC-Paramount Records, mas Reed nunca mais gravou um hit. Em 1968 participou da turnê européia com o American Folk Blues Festival.[3]

Jimmy Reed morreu em OaklandCalifornia em 1976,[1] por insuficiência respiratória,[4] faltando oito dias para seu aniversário de 51 anos. Ele está enterrado no Lincoln Cemetery em WorthIllinois. Póstumamente em 1991 Reed foi induzido ao Rock and Roll Hall of Fame.

23/02/2018

JIMMY REED no Harvest Time Blues Festival em 2013. Em sua companhia para I'm In Love With You Baby !! Bob Hall no keyboard; Halary Blithe no baixo e Gavin Taylor na bateria.

SEÇÕES

PHOTOGRAPHERS

BOB BARRY

Nasceu Robert Barry Horowitz em Suffern, New York. Começou em Spring Valey e trabalhou como ator em NY. Como Robert Barry apareceu Off-Off Broadway  em Alligator Man, Off-Broadway em The Brass Butterfly com Sam Waterson e fez seu debut na Broadway num musical em 1976 chamado So Long, 174th Street com Robert Morse de estrela.  Durante este período Barry estabeleceu uma carreira paralela como entretainer  e em performances comerciais na televisão. Entre essas atividades fez um papel como de um promissor cantor para Post Raisin Bran

Enquano perseguia a carreira de ator em NY, Barry foi modelo para a notável fotógrafa Diane Arbus em 1968 numa campanha para a Zeiss-Ikon Camera. Em seguida mudou-se para Los Angeles onde, em 1980, desenvolveu interesse profissional pela fotografia e sua amizade com o já conhecido guitarrista de jazz John Pisano lhe permitiu fotografar artistas do segmento, entre eles George Van EpsHerb EllisAl ViolaHoward AldenJoe DiorioAnthony WilsonJimmy WybleDori Caymmi and Phil Upchurch, todos do circuito guitarra da Costa Leste

Seu mentor foi o grande Ray Avery, já reportado aqui no site, que usava a frase “performance portrait” para descrever o approach que Barry utilizava para fotografar utilizando-se tão somente da luz natural dos nos mias diversos festivais e clubes na área de Los Angeles tais como Vitello’s, Catalina’s and the Jazz Bakery, do qual foi o fotógrafo oficial em 2012. Suas fotos então começaram a aparecer nos portfolios de grandes músicos como  Kenny BurrellRosemary ClooneyDiane SchuurPat MartinoMary StallingsMary Murphy, Johnny Rivers and Danny Seraphine.

Barry trabalhou no comitê do Milt Hinton Award for Excellence in Jazz Photography. Sua fotografias foram objeto de um documentário de 2012 produzido pelo filmmaker Dailey Pike intitulado Bob Barry: Jazzography in Black and White, um filme que examinava a vida e a obra de Barry. Ele foi premiado pelo Tupelo Film Festival. Na página Photographers voce tem uma série de fotografias do mestre, é só clicar no link.

SITES

Tony Bennet Gershwin Prize Cerimony

On Friday, Jan. 12 at 9 pm ET, PBS will air the music special Tony Bennett: The Library of Congress Gershwin Prize for Popular Song. Bennett, the first “interpretive singer” to be awarded the prestigious award that has been generally awarded to noted songwriters, was presented with the Gershwin Prize back in November in a ceremony that featured performances by Chris Botti, Michael Bublé, Gloria Estefan, Savion Glover, Josh Groban, Wé McDonald, Brian Stokes Mitchell, Lukas Nelson, Vanessa Williams and 2008 Gershwin Prize honoree Stevie Wonder, plus a special presentation by Wynton Marsalis. In that event held at DAR Constitution Hall, Bennett also performed with his working band of Tom Ranier (piano), Gray Sargent (guitar), Harold Jones (drums) and Marshall Wood (bass).  The house band was led by drummer and producer Gregg Field and included Shelly Berg on piano and Reggie Hamilton on bass. The ceremony and subsequent TV special was hosted by actor and sometime musician Bruce Willis.

BLUES LABEL

Chess Records foi uma gravadora americana sediada em ChicagoIllinois. Era especializada em bluesrhythm and bluesgospel, início do rock and roll, e às vezes jazz[1].

A história da gravadora foi contada em Cadillac Records, filme biográfico musical de 2008, escrito e dirigido por Darnell Martin.

Entre seus maiores nomes podemos encontrar Willie Dixon, Muddy Waters, Little Walter, Howlin' Wolf, Memphis Slim, Jimmy Rogers, Buddy Guy e Etta James. Na página Selos - Tomo V mais informações sobre a etiqueta.

ESPAÇO FESTIVAIS

O Portland Jazz Festival na simpática e hospitaleira cidade da Northwest Coast e seus 800 mil habitantes oferece entre os dias 26 de janeiro de 18 de fevereiro de 2018 uma série muito interessante de músicos no seu PDX Jazz 2018. Entre muitos alguns nomes de destaque como a orquestra Mingus Dinasty, Dan McFarlane, Edna Vasquez, Scott Amendola, o sensacional Kurt Ealing, David Sanchez, Charnett Mofett e a ganhadora do Grammy Luciana Souza acompanhada de Chico Pinheiro na guitarra e Scoot Colley no baixo. Suas cervejarias, alambiques e cafés, verdadeira paixão dos locais tudo cercado pelos roseirais fazem de Portland, uma das cidades mais ecólogicas do mundo, um verdadeiro paraíso . É espetacular e imperdível apesar do frio !!!!

Atenciosamente

Sidnei Anttogneto