17/10/2018 - GARY PEACOCK - Guamba 1987 & Oracle 1994 - ECM Records (2).

Gary Peacock - é um contrabaixista americano de jazz. Após o serviço militar na Alemanha, no começo da Década de 1960 ele trabalhou na costa oeste com Barney Kessell, Bud Shank, Paul Bley e Art Pepper quando se mudou para Nova Iorque e hoje na Discoteca temos dois registros como titular e ambos para a ECM Records. Um de 1987 Guamba com Jan Garbarek (ss) Palle Mikenborg (tp) e Peter Erskine (dr) e outro de 1994 Oracle com o guitarrista Ralph Towner. Só quilidade, vão enriquecer sua discoteca.

17/10/2018

GARY PEACOCK (bs) no Europa Jazz 2016 com Marc Copland (pi) e Joey Baron (dr).

PRÓLOGO

SONNY ROLLINS nossa próxima atação

Prezados amigos,

Eu poderia dizer um monte de coisas sobre o site mas vou resumir. Aqui é lugar de música boa, não importa se é esse ou aquele ritmo, melodia, harmonia o que vale é a presença do amor e qualidade. A música, independente da motivação, origem, etnia ou vertente sempre é fator multiplicador de emoçôes, de comunhão e de fraternidade. Nesse contexto criei o Sidão na Parada. Sidão na Parada é onde a gente se encontra, onde posso, considerados os meus parcos conhecimentos do ambiente, considerada a qualidade que é um componente indispensável, me relacionar com os meus amigos e com todos aqueles que apreciam e são devotos de Euterpe. Nada é melhor para representar, pasmem, a verdadeira musa da música que o jazz, o blues e o samba. As raízes africanas, o sofrimento, a mistura, o drive, o swing, o balanço são componentes imprescindíveis na atribulação que é viver hoje. Então sem mais delongas segue o show. Aproveitem e tenham a certeza que estarei sempre a disposição, com o empenho e dedicação que a MÚSICA merece para falar, comentar e viver de modo pleno e intenso esse universo. Aguardo a presença e a visita de todos, sempre. 

Com os meus respeitos, aqui é lugar de música boa !!!!

Sidão Anttogneto

ATRAÇÃO DA SEMANA: BOBO JENKINS

BOBO JENKINS, Detroit bluesman, guitarrista, cantor e compositor.

Bobo Jenkins foi um guitarrista, cantor e compositor de Detroit dos Estados Unidos. Também construiu e equipou seu próprio estúdio de gravação na cidade. Ficou muito conhecido pelas suas gravações do Democrat Blues e Tell Me Where You Stayed Last Night.

Nasceu John Pickens Jenkins  em Forkland, Alabama. Seu pai , um meeiro agrícola morreu quando John ainda não tinha um ano e o garoto cresceu com sua mãe e um tio. Ele deixou sua casa aos doze anos e foi para Memphis, Tennesse. Ele casou-se aos catorze anos, um de seus dez casamentos.  Jenkins teve algum trabalho casual no Delta do Mississippi  por vários anos até se inscrever no Exercito dos EUA. Em 1944 fois dispensado do serviço militar e se fixou Detroit e passou a trabalhar na indústria automobilística, na Packard, gerenciou uma garagem e antes de completar vinte e sete anos trabalhou na Chrysler. 

No fim dos anos 40 aprendeu a tocar guitarra e começou a escrever canções. Ele escreveu uma delas com cunho politico "Democrat Blues" sobre as eleições de 1952 expressando seu desconforto com o republicano Dwight D. Eisenhower ocupar a Casa Branca depois de vinte anos. 

Com o apoio de John Lee Hooker, Jenkins gravou a canção em Chicago no ano de 1954 que foi produzida e gravada pela Chess Records. Uma outra canção foi gravada na Boxer Records "Nine Below Zero" foi lançada pela Fortune Records e fez muito sucesso. Em 1959 Jenkins criou sua própria gravadora a Big Star Records  e sua primeira realização foi  "You'll Never Understand" e "Tell Me Where You Stayed Last Night". Ele se apresentou com Sonny Boy Williamson II, depis de construir seu estúdio de gravação. Gravou uma série de músicos locais incluindo James "Little Daddy" Walton, Little Junior Cannady, 

Jenkins esteve presente no primeiro Detroit Blues Festival em 1972. Seu primeiro álbum "The Life Of Bobo" foi lançado naquele ano e ficou conhecido como o "The Red Albun" devido à cor predominante de sua capa que também incluia uma fotografia de Bobo jovem dentro de uma estrela, na ocasião tinha 56 anos. 

Em 1974 Jenkins escreveu outra canção com fundo político "Watergate Blues" que foi incluida no seu album seguinte Here I Am A Fool In Love Again. A capa foi desenhada como "The Life Of Bobo" com a estrela e a foto só que em tons de verde e o registro ficou conhecido como The Green Album e a sessão de gravação incluiu músicos  que viviam em Ann Arbor como Sarah Brown, Franc Christina e Steve Nardella. Em 1976 Bobo teve sua performance incluida no Unidet States Bicentenial Celebrations no Instituto Smithsonian.

Seu álbum seguinte seguiu o mesmo esquema dos anteriores e ficou conhecido como The Yellow Album que foi lançado em 1977 com a companhia de músicos de Detroit incluindo Buddy Folks e Willie D. Warren.

Em 1982 Jenkins foi à Europa com o American Living Blues Festival Tour, mas devido a uma queda muito acentuada em sua saúde teve que retornar ao EUA depois de seu primeiro concerto.

Bobo Jenkings morreu em Detroit depois de uma longa enfermidade em agosto de 1984 com 68 anos.

25/09/2018

BOBO JENKINS - Nine Bellow Zero.

PRÓXIMA ATRAÇÃO: SONNY ROLLINS

SONNY ROLLINS, excepcional tenorista americano.

Theodore Walter "Sonny" Rollins (7 de Setembro de 1930Nova Iorque) é um sax-tenorista americano. Sonny Rollins tem uma longa e produtiva carreira no jazz, havendo começado a tocar com 11 anos de idade. Antes dos 20, já tocava com o legendário pianista Thelonious Monk. Rollins ainda grava e excursiona, tendo uma vida e uma carreira muito mais duradouras que muitos dos seus contemporâneos no jazz, como John ColtraneMiles Davis e Art Blakey, músicos com quem gravou.

Rollins começou como pianista, tendo migrado posteriormente para o saxofone alto, finalmente trocando para o tenor em 1946. Sua primeira gravação foi em 1949 com Babs Gonzalez. No mesmo ano gravou também com J. J. Johnson e Bud Powell. Em 1950, Rollins foi preso por roubo, tendo recebido uma sentença de três anos de prisão. Cumpriu 10 meses e foi libertado condicionalmente. Dois anos depois, foi novamente preso por uso de heroína, violando assim os termos da sua liberdade condicional. Frequentou, então, uma instituição de desintoxicação na qual recebeu altas doses de medicamentos até que se sanasse completamente seu vício. Rollins começou a construir seu próprio nome quando gravou com Miles Davis em 1951 e Thelonious Monk em 1953.

Rollins entrou para o quinteto de Clifford Brown e Max Roach em 1955, substituindo Harold Land. Com a morte de Brown no ano seguinte, passou a trabalhar mais como leader

No dia 22 de Junho de 1956, Sonny gravou seu aclamado álbum Saxophone Colossus. Nele tocavam o pianista Tommy Flanagan, o contrabaixista Doug Watkins – que atuara nos Jazz Messengers – e seu baterista favorito: Max Roach. Era apenas a terceira gravação de Rollins como leader, mas foi o dia em que ele gravou talvez o seu maior sucesso, "St. Thomas". A música é baseada numa canção em estilo caribenho (calipso que a mãe de Sonny Rollins costumava cantar quando o compositor era criança.

Nesse tempo, John Coltrane ainda não havia se tornado uma figura notória e Rollins era o principal saxofonista de jazz moderno existente.

Em 1957 ele foi pioneiro ao usar somente baixo e bateria como acompanhamento para seus solos de saxofone, textura que veio a ser conhecida como "strolling". Duas das primeiras gravações nesse formato são os discos Way Out West (Contemporary, 1957) e A Night at the Village Vanguard (Blue Note, 1957). Ao longo de sua carreira, Rollins usou essa técnica, até mesmo acompanhando solos de baixo ou bateria com efeitos no sax.

Até então, Rollins era bem conhecido por pegar material relativamente banal ou não convencional e transformá-lo em tema para improvisação (como fez, por exemplo, com "There's No Business Like Show Business", em Work Time; "I'm an Old Cowhand", em Way Out West; e posteriormente "Sweet Leilani", em This Is What I Do, disco vencedor do Grammy). Era também bastante conhecido como compositor. Vários de seus temas (incluindo "St. Thomas", "Doxy", "Oleo" e "Airegin") viraram standards jazzísticos.

Em 1958 Rollins gravou uma extensa peça para saxofone, baixo e bateria: The Freedom Suite (Suíte da Liberdade). Suas notas na capa original do disco deixavam explícita a intenção sócio-política da peça

O LP em sua forma original esteve disponível apenas por um breve período, antes que a gravadora o reembalasse como Shadow Waltz, título de outra peça do mesmo disco.

Em 1959, Rollins estava frustrado com o que ele concebia como sua limitação musical. Por isso, ele tirou a primeira e mais famosa de suas "licenças" da música. Para poupar uma vizinha grávida do som dos seus estudos rotineiros, aventurava-se até a Ponte Williamsburg, em Nova Iorque, para treinar. Ao voltar à cena musical, deu ao seu álbum re retorno o nome The Bridge (A Ponte), iniciando um contrato coma a gravadora RCA.

Por toda a década de 1960, Rollins continuou sendo um dos mais ousados músicos existentes. Cada álbum diferia-se radicalmente do anterior. Explorou ritmos latinos em What's New, dialogou com a vanguarda em Our Man in Jazz e fez releituras de standards em Now's the Time. Produziu também a trilha sonora da versão de 1966 do filme Alfie. Sua atuação como músico da casa no jazz club de Ronnie Scott em 1965 foi recentemente transformada no CD Live in London, série de lançamentos do selo Harkit que oferecem uma visão muito diferente do seu modo de tocar a comparar-se com os álbuns de estúdio do mesmo período.

Frustrado novamente, Rollins tirou nova licença para estudar yoga, meditação e filosofia oriental. Quando voltou, em 1972, estava claro que ele havia se aproximado dos estilos do R&B, do pop e do funk. Seus conjuntos ao longo das décadas de 1970 e 1980 possuíam guitarra eléctrica, baixo eléctrico e geralmente bateristas orientados ao pop ou ao funk. Durante esse período Rollins tornou-se notório por seus solos de saxofone sem acompanhamento.

Em 1985, lançou The Solo Album, embora muitos dos fãs considerem que esse álbum causou uma decepção comparado aos seus outros trabalhos solo

Embora suas gravações nas décadas de 19701980 e 1990 não fossem tão aclamadas pela crítica quanto suas primeiras gravações, Rollins continuou famoso por suas apresentações ao vivo. Críticos como Gary Giddins e Stanley Crouch notaram a disparidade entre Sonny Rollins como artista de gravações e Sonny Rollins como artista de concertos. Num perfil para o New Yorker em Maio de 2005,

No dia 11 de Setembro de 2001, Rollins, que morava a várias quadras de distância, ouviu o estrondo do desmoronamento do World Trade Center e foi obrigado a abandonar seu apartamento apenas com seu saxofone nas mãos. Embora ainda estivesse abalado, viajou para Boston cinco dias depois para tocar na Berklee College, num concerto que foi lançado em CD em 2005 com o nome de Without a Song: The 9/11 Concert. No ano seguinte, venceu o Grammy de melhor solo instrumental de jazz pelo solo na música "Why Was I Born?". Anteriormente, Sonny já havia ganhado um Grammy pelo CD "This Is What I Do".

Além desses, Rollins foi premiado em 2004 com um Grammy pelo conjunto de sua obra.

Depois de um bem-sucedido tour no Japão em 2005, Rollins voltou ao estúdio pela primeira vez em cinco anos para gravar "Sonny, Please" (Sonny, por favor). O título do CD advém de uma das frases favoritas de sua última esposa. Ao mesmo tempo, ele inaugurou seu sítio na internet e lançou seu próprio selo, Doxy Records, que editou "Sonny, Please" sob a produção do trombonista Clifton Anderson.

10/10/2018

SONNY ROLLINS (ts) Jazz à Vienne 2011 com Peter Barnstein (gt), Bob Cranshaw (bs), Kobie Watkins (dr) e Sammy Figueiroa (ps).

SEÇÕES

PHOTOGRAPHERS

ROY DeCARAVA

Roy DeCarava foi um fotógrafo afro-americano que nasceu em 1919 e recebeu muito jovem uma aclamação da crítica por suas fotografias inicialmente pelo envolvimento e o sentido imaginativo das vidas dos músicos de jazz afro americanos  nas comunidade onde viviam e trabalhavam. Sua carreira abrange aproximadamente seis décadas e DeCarava veio a ser muito conhecido pelo estilo e o aproveitamento do campo nas fotografias em branco e preto  que eram de um refinamento e qualidade incomparáveis. O destaque e o approach de seu objeto eram de tal forma criativos, sensivel e ao mesmo tempo muito diferente da documentação social de seus predecessores. 

DeCarava produziu cinco livros  incluindo The Sound I Saw e The Sweet Flypaper of Life, assim como catálogos de referencia para museus e também pesquisas retrospectivas para os Amigos da Fotografia e o Museu de Arte Moderna de New York. Foi responsável por pelo menos 15 exibições solo e foi o primeiro fotógrafo afro-americano a ganhar o Guggehheim Fellowship. DeCarava foi capaz de fotografar por uma ano sua comunidade e New York, expressando cedo suas impressões criativas em branco e preto através do processo de gelatina de prata. Em 2006 foi premiado com a National Medal Of Arts do National Endowment for the Arts, a maior premiação dada a artistas pelo governo dos Estados Unidos.

DeCarava encorajou outros fotógrafos  e acreditou na acessibilidade no meio. De 1955 a 1957 sob suas expensas estabeleceu e manteve em seu apartamento de arenito na 48 West 85th Street a Photographer's Gallery que mostrou o trabalho de grandes nomes da fotografia no período

DeCarava morreu em 27 de Outubro de 2009.

SITES

Jazz legend & 2018 Kennedy Center Honoree Wayne Shorter is set for the Aug. 24 release of Emanon, his first release since 2013’s Without A Net that marked Shorter’s return to Blue Note where he began his heralded recording career in Art Blakey’s Jazz Messengers in 1959. Emanon is an extraordinary musical & visual experience that presents a triple album of original music by Shorter performed by The Wayne Shorter Quartet—featuring Danilo Perez on piano, John Patitucci on bass, and Brian Blade on drums—with the Orpheus Chamber Orchestra. The music is accompanied by a graphic novel penned by Shorter with Monica Sly and illustrated by Randy DuBurkeEmanon is a physical-only release that will be available in a Standard Edition (graphic novel + 3 CDs) and Deluxe Edition (graphic novel + 3 180g vinyl LPs + 3 CDs enclosed in a hardcover slipcase). Watch the preview video HERE.

 

Marcus Miller evolves his trademark sound on his new album Laid Black. “Afrodeeziawas like a musical voyage through my history. I followed the journey of my ancestors by collaborating with musicians along the African Slave route – musicians from West Africa, North Africa, South America and the Caribbean. With Laid Black, I decided to bring the music right up to the present using elements from what’s happening in urban music today. So you’ll hear hip-hop, trap, soul, funk, R&B and jazz on this album. The music is calm but also powerful and funky, drawing on the black musical experience. Laid Black.

 

 BLUES LABEL

 

Specialty Records foi um selo musical americano fundado em Los Angeles no ano de 1945 por Art Rupe. Foi muito conhecido pelo blues, r&b, gospel e early rockand roll. Gravou gente como Roy Milton, Little Richard, Guitar Slim, Percy Mayfield e LLoyd Price. Rupe começou a companhia com o nome Juke Box Records mas trocou seu nome para Specialty quando a empresa foi repartida com os donos originiais.

A filha de Rupe Rupe's relançou o selo em 1980 que foi adquirido pela Fantasy Records em 1991 e é hoje parte do Concord Music Group 

ESPAÇO FESTIVAIS

De 13/10 à 24/11 acontece o já tradicional, na 21a. edição, do PADOVA Jazz Festival na belíssima cidade do Vêneto com seu rico passado histórico, cultural e artístico e que você ao chegar está arriscado à 200.000 "abracci" e que traz gente de primeira no jazz com Enrico Rava, Roberto Gatto, Francesco Cafiso, Steve Wilson, Scott Hamilton, Gerald Clayton, John Scofield, Pat Martino e Chick Corea entre outros.

Atenciosamente

Sidnei Anttogneto