OS "MAIORES" SÃO SEMPRE ATRAÇÕES: GRANDE MESTRE JACKSON DO PANDEIRO E SE ISSO NÃO FOR JAZZ EU NÃO SEI O QUE É !!!!!!!

JACKSON DO PANDEIRO um gênio do pandeiro e com um balança sensacional. Jazz Puro !!!! CONFIRA.

PRÓLOGO

O lugar de música boa é antes de tudo um espaço para compartilhamento. Aqui o jazz, o blues e o samba convivem harmonicamente porque têm não só a mesma raíz, a mesma origem mas porque constituem fontes de prazer, de entretenimento e conhecimento.  

Por aqui desfilarão grandes nomes com suas grandes obras para o gaúdio daqueles que se dispuserem a ter o prazer de passear pela criatividade, pelo drive e pelo swing do jazz improvisado e de arranjos e partituras rebuscadas, pela malemolência dos sambas clássicos, de bom partido e com os blues tradicional que não perde nunca sua atualidade e contamporaneidade.

Para mim, que me incumbirei de pesquisar, produzir, traduzir, editar e opinar, será uma experiência indescritível e muito prazeirosa por que me impus fazer algo que gosto realmente e todo o trabalho que isso vai gerar me permitirá aprender sempre, aumentar o meu conhecimento sobre o assunto e compartilhar com todos o mundo incomparável da música que se descortina à frente.

Não sistematizarei ou ordenarei nomes ou obras mas os apresentarei com o rigor e o apuro que o assunto me merece e sempre aberto e disposto a colaboração, sugestão e, por que não, críticas e correções. Além dos músicos compositores e suas obras mais relevantes, os eventos ligados à música, mais revistas, magazines, cronistas, fotógrafos e divulgadores de modo geral também terão seus espaços, para que os visitantes não se atenham exclusivamente à música e o músico mas também conheçam suas vidas, sua produção, seus caminhos e seus espaços e tudo aquilo que a música gera.

Espero que vocês gostem porque eu sinceramente vou ter muito prazer em fazer sabedor que sou de que todo o trabalho, o custo e tempo que terei que dispor será uma das coisas mais agradáveis que vai me acontecer.

Espero vocês, sempre !!!!

ATRAÇÃO DA SEMANA: MONTY ALEXANDER - UM MESTRE CONTEMPORÂNEO DO PIANO

Montgomery Bernard Alexander, exímio pianista jamaicano radicado no EUA e intérprete jazzístico altíssima qualidade.

MONTGOMERY BERNARD ALEXANDER, MONTY "Monty Alexander" nasceu em 06 de junho de 1944 e é um pianista de jazz. Ele toca com influência caribenha e brilha com um balanço incrível apoiado em um forte vocabulário do bebop e de melodias de raiz do blues. Ele se declara influenciado por Louis Armstrong , Duke Ellington, Nat Cole, Oscar Peterson e Frank Sinatra. É conhecido por seu surpreendente balanço e seu brilhante senso ritmico e intenso e dramático climax musicais.  Sua carreira discográfica é eivada de músicas populares americanas e standards de jazz, sucessos pop e músicas de ritmos jamaicanos de sua terra natal. Monty residiu em New York por muitos anos e suas performances frequentemente passeiam pelo mundo dos festivais de jazz e clubes.

Nascido em Kingston na Jamaica ele descobriu o piano quando tinha quatro anos e parecia ter um jeito especial de apan har as melodias de ouvido. Sua mãe então o colocou para ter aulas de música clássica e aos seis anos o garoto começou a mostrar bastante interesse pelo jazz. Essa situação evoluiu e aos catorze anos já tocava em clubes e participava de sessões de gravação por Clue J & His Blues Blasters supervisionadas por Aubrey Adams a quem ele descrevia como seu heroi, quando ainda não tocava. Dois anos depois era líder de um orquestra (Monty and The Cyclones) e tocava rock e pop dance em clubes de Kingston no princípio dos anos 60. Performances no Carib Theater na Jamaica de Louis Armstrong e Nat Cole deixaram uma forte impressõa no jovem pianista.

Em 1961 Alexander e sua família se mudaram para Miami na Florida  e Monty passou a tocar em vários night clubs. Uma dessas noites Monty chamou atenção de nada menos que Frank Sinatra e de seu amigo Jilly Rizzo, que estavam lá para ver o ato de um imitador de Frank e sugeriram a eles que enquanto esperavam ouvissem o garoto que tocava no ambiente do bar. "Ele balança a sala lindamente" disseram eles então Frank convidou Monty para ir a New York em 1962 para tornar-se o pianista fixo do Jilly's Night Club e restaurante de Rizzo. Além de estar com Frank Sinatra em performances Monty conheceu e tornou-se amigo de Ray Brown e Milt Jackson e nessa linha passou a ter amizade com Miles Davis também com quem compartilhava o amor pelo boxe e pelas lutas.

Gravou seu primeiro álbum em Los Angeles em 1964, Alexander, The Great para a Pacific Jazz, tinha então 20 anos. Um álbum energético e upbeat com o climax no Blues fo Jilly.

Gravou também, agora em 1969 com Milt Jackson, em 1974 com Ernest Ranglin e com Ed Thigpen na Europa. Excursionou rgularmente para a Europa e gravou lá, especialmente com seu trio para a etiqueta MPS. Viajou também em1976 pela Europa toda sempre em boas companhias com Othello Molineux e suas panelas, Ernestine Anderson , Mary Stillings e outros importantes líderes de orquestra como Dizzy Gillespie, Benny Golson, Johnny Griffin e Frank Morgan. Em seus sucessivos trios tocou frequentemente com músicos como Herbie Ellis, Ray Brown, Mads Vinding, Ed Thigpen e NHOP

No meio dos 70s formou um grupo mais consistente com John Clayton ao baixo e Jeff Hamilton na baterias criando uma grande mexida na cena do jazz na Europa. Essa colaboração ganhou volume e fama especialmente depois da participação no Montreux Jazz Festival de julho de 1976.

Alexander formou nos 90s uma banda de raggae com a participação de vários músicos jamaicanos . Concebeu vários álbuns de raggae incluindo Yard Movement (96), Stir It Up (99) Monty meets Sly & Robbie (2000) e Goin' Yard (2001). Colaborou também em 2004 com Ranglin no álbum Rocksteady.

Alexander foi casado com a guitarrista de jazz Emily Remler entre 1981 e 1985. Atualmente está casado com a cantora italiana de jazz Caterina Zapponi.

06/04/2018

Muito interessante esse vídeo de Monty Alexander em uma apresentação ao vivo em 2016 em Basel na Suiça na já tradicional Baloise Session, com Gerald Cannon no baixo, Obed Calvaire na bateia, Wayne Scoffery no sax, Andy Bassford na guitarra e Karl Wright na percussão.

Jesse Fuller -The One-Man-Orchestra.

JESSE FULLER nasceu em Jonesboro, Georgia, perto de Atlanta. Ele foi mandado por sua mãe, doente, para viver com pais adotivos em uma propriedade rural muito jovem e foi muito mal tratado. Creescendo trabalhou em inúmeras atividades como pastor de gado por dez cents ao dia; numa fábrica de barris, numa fábrica de vassouras, numa pedreira, na compahia férrea como condutor de bondes: engraxate e esculpindo cobras em madeira. Com dez anos já tocava guitarra com duas técnicas as quais descrevia como frailling and pickng (algo como quando se planta e quando se colhe).

Nos anos 20s viveu no sudoeste da California, tinha um carrinho de cachorro-quente e ficou amigo do ator Douglas Fairbanks. Trabalhou por algum tempo como extra/figurante em alguns filmes como O Ladrão de Bagdá e À Oeste de Suez. Em 1929 ele estabeleceu-se em Oakland, na baía de San Francisco onde trabalhou para a Southern Pacific Railroad como bombeiro, condutor e mantenedor de trilhos. Casou-se e sua esposa Gertrude que tinha, diferentemente de Jesse, uma família que o acolheu. Durante a II Grande Guerra ele trabalhou como  soldador num estaleiro mas já se percebia que ele tinha problemas para permanecer nos empregos e por volta de 1950, então, começou a avaliar a possibilidade de viver de música. 

Até esse ponto Jesse nunca tinha trabalhado como profissional de música mas como se dava bem com a guitarra passou a toca-la em público em troca de dinheiro. Tinha boa memória para canções e um repertório bastante amplo que agradava o público usando os mais diversos estilos como country blues, work songs, ragtimes,  jazz standard, ballads spiritualse músicas instrumentais. Por um tempo ele agregou o sapateado ao canto para entreter os passantes. Começou a compor canções, muitas delas baseadas nas histórias da ferrovia e retrabalhou canções antigas tocando-as de modo sincopado. Quando efetivamente se estabeleceu como músico  tinha dificuldade para formar grupos, então passou a se utilizar de todo o seu arsenal musical e nasceu então a famosa "orquestra de um homem só e passou a se auto-intitular "The Lone Cat".

Como tocava tudo e cantava tudo a vida começou a ficar menos difícil porque custava menos e valia por uma orquestra e clubes e bares começaram a contrata-lo por toda a baía de Oakland e Berkeley. Fuller passou então a ganhar uma certa celebridade, que se ampliou com uma apresentação com uma performance na televisão e em 1958, aos 62 anos, gravou seu primeiro álbum pela Good Time Jazz Records. Entre os instrumentos que Fuller tocava ao mesmo tempo se incluiam uma guitarra de seis cordas, uma de doze, harmônica, címbalos, um pequeno instrumento de sopro chamado kazoo e a famosa footdela, um espécie de baixo tocado com os pés criado por ele e nominado assim, uma corruptela de foot-deller,  pela sua esposa  . Ele podia tocar quase todos ao mesmo tempo mas preferia guitarra de doze cordas, harmonica e microfone e footdela, eventualmente sapateava ou dançava só com a guitarra de doze cordas.Seu estilo era aberto e encantador e ele tratava sua audiência como "ladies and gentlemen" pouco usual na ocasião, permeando suas performances musicais  com pequenas anedotas. Contava algumas histórias alegres de sua esposa e família e frequentemente recapitulava sua trágica infância, a morte pre-matura de sua mãe doente e sua determinação para escapar da pesada, suicida, mortal e irracional segregação racial que dominava o sul do país.

O selo britânico Topic Records produziu seu álbum Working on the Railroad em 1959 num vinil de dez polegadas que incluia San Francisco Bay Blues. Em 1970 a Topic o agraciou com o CD Three Score and Ten para comemorar os seus 70 anos completados em 1967. 

Fuller morreu em janeiro de 1976 em Oakland, California de problmas cardíacos  com 79 anos. Encontra-se enterrado no Evergreen Cemitery em Oakland. Sua footdela e sua guitarra Silverstone Eletro-Acústica de 1962 que substituiu a sua Maurer perdida numa excursão, estão agora de posse da Smithsonian Instituition.  

19/04/2018

JESSE FULLER - Rockin' Boogie

SEÇÕES

PHOTOGRAPHERS

ROY DeCARAVA

Roy DeCarava foi um fotógrafo afro-americano que nasceu em 1919 e recebeu muito jovem uma aclamação da crítica por suas fotografias inicialmente pelo envolvimento e o sentido imaginativo das vidas dos músicos de jazz afro americanos  nas comunidade onde viviam e trabalhavam. Sua carreira abrange aproximadamente seis décadas e DeCarava veio a ser muito conhecido pelo estilo e o aproveitamento do campo nas fotografias em branco e preto  que eram de um refinamento e qualidade incomparáveis. O destaque e o approach de seu objeto eram de tal forma criativos, sensivel e ao mesmo tempo muito diferente da documentação social de seus predecessores. 

DeCarava produziu cinco livros  incluindo The Sound I Saw e The Sweet Flypaper of Life, assim como catálogos de referencia para museus e também pesquisas retrospectivas para os Amigos da Fotografia e o Museu de Arte Moderna de New York. Foi responsável por pelo menos 15 exibições solo e foi o primeiro fotógrafo afro-americano a ganhar o Guggehheim Fellowship. DeCarava foi capaz de fotografar por uma ano sua comunidade e New York, expressando cedo suas impressões criativas em branco e preto através do processo de gelatina de prata. Em 2006 foi premiado com a National Medal Of Arts do National Endowment for the Arts, a maior premiação dada a artistas pelo governo dos Estados Unidos.

DeCarava encorajou outros fotógrafos  e acreditou na acessibilidade no meio. De 1955 a 1957 sob suas expensas estabeleceu e manteve em seu apartamento de arenito na 48 West 85th Street a Photographer's Gallery que mostrou o trabalho de grandes nomes da fotografia no período

DeCarava morreu em 27 de Outubro de 2009.

SITES

E-mail recebido hoje de Chris Standring falando de seu novo álbum SUNLIGHT !!!

Hi Sidnei,

There are just 17 days to go before the official release of my new album Sunlight. As promised, I will be sending out pre-orders two weeks before street date, so this Thursday (two days time) I'll be shipping CDs to everyone who orders from me personally. If you live in the US that means you will receive a copy ofSunlight by the weekend.

If you haven't already placed an order, this is the week to do that. If you'd like I can personally sign a CD for you, or not, it's up to you. Digital pre-orders are available from Itunes and Amazon.com but I'm getting ready to ship signed CDs, so why not....

You can listen to audio snippets of Sunlight before you order, of course. Can't wait for you to hear this. It's my best yet for sure!

Order (and listen) to Sunlight here


Take care - talk soon!

 



 

 

 

BLUES LABEL

 

Charly Records é uma gravadora britânica espececializada em na reedição de grandes clássicos e em especial blues. 

Entre os selos reeditados por ela estão matrizes  da Charly, Vee-Jay, Sun, Immediate, BYG, Tomato e Fania.

Charly Records foi fundada na França em 1974 por Lean-Luc Young que foi promotor de concertos para jovens. Mudou-se a gravadora para Londres no ano seguinte. Originalmente conhecida principalmente por originais americanos de jazz e outras produções estranas como The Bollock Brothers. Tinha como rivais na época Rhino Records e See for Miles  

Na Europara era distribuida por Snapper Records sob licença de Licensemusic.com 

 

A produtora americana dedicou-se especialmente ao blues, funk, gospel e jazz.

 

ESPAÇO FESTIVAIS

Falar o que do Festival de Jazz de New Orleans. É ir e aproveitar, está tudo no display. Local, data e sponsor. Este ano com Buddy Guy, Herbie Hsncock, Steve Wonder, Red Hot Chilli Pappers e Pearl Jam. Isso sem falar de New Orleans, comida cajun e Bourbon Street.

Atenciosamente

Sidnei Anttogneto