ATRAÇÃO DA SEMANA: MADELEINE PEIROUX

MADELEINE PEIROUX - The Kind You Can't Afford - Com Jon Herrington na guitarra no Bing Lounge em Portland. Essa apresentação é SENSACIONAL, MADELEINE é um monstro e de JON falar o que?

PRÓLOGO

O lugar de música boa é antes de tudo um espaço para compartilhamento. Aqui o jazz, o blues e o samba convivem harmonicamente porque têm não só a mesma raíz, a mesma origem mas porque constituem fontes de prazer, de entretenimento e conhecimento.  

Por aqui desfilarão grandes nomes com suas grandes obras para o gaúdio daqueles que se dispuserem a ter o prazer de passear pela criatividade, pelo drive e pelo swing do jazz improvisado e de arranjos e partituras rebuscadas, pela malemolência dos sambas clássicos, de bom partido e com os blues tradicional que não perde nunca sua atualidade e contamporaneidade.

Para mim, que me incumbirei de pesquisar, produzir, traduzir, editar e opinar, será uma experiência indescritível e muito prazeirosa por que me impus fazer algo que gosto realmente e todo o trabalho que isso vai gerar me permitirá aprender sempre, aumentar o meu conhecimento sobre o assunto e compartilhar com todos o mundo incomparável da música que se descortina à frente.

Não sistematizarei ou ordenarei nomes ou obras mas os apresentarei com o rigor e o apuro que o assunto me merece e sempre aberto e disposto a colaboração, sugestão e, por que não, críticas e correções. Além dos músicos compositores e suas obras mais relevantes, os eventos ligados à música, mais revistas, magazines, cronistas, fotógrafos e divulgadores de modo geral também terão seus espaços, para que os visitantes não se atenham exclusivamente à música e o músico mas também conheçam suas vidas, sua produção, seus caminhos e seus espaços e tudo aquilo que a música gera.

Espero que vocês gostem porque eu sinceramente vou ter muito prazer em fazer sabedor que sou de que todo o trabalho, o custo e tempo que terei que dispor será uma das coisas mais agradáveis que vai me acontecer.

Espero vocês, sempre !!!!

ATRAÇÃO DA SEMANA: ZOOT SIMS

ZOOT SIMS- O genial saxofonista.

John Haley "Zoot" Sims nasceu em Inglewood em 29 de outubro de 1925 e foi um genial saxofonista de jazz dos Estados Unidos, um dos "Four Brothers" da banda de Woody Hermann (junto a Stan Getz. Herbie Steward e Serge Chaloff)

Benny Carter ao se referir a Zoot declarou: "Zoot é a notável refutação da negativa teoria de que os brancos não podem tocar jazz".

Era elogiado pelos críticos por sua forma de tocar nos tradicionais tempos 4/4 e 3/4 de modo aparentemente sem esforço, embora complexo, em solos espontâneos, e também por seus valores harmônicos numa época em que a dissonância impetuosa dominava.

Começou a tocar profissionalmente aos 17 anos numa carreira que o fez percorrer todos os Estados Unidos e a Europa, excursionando com Benny Goodman em 1962 até na União Soviética; ganhou o apelido de "Zoot" de colegas, e nunca soube o significado do apelido

Começou a carreira como clarinetista assim que saiu do ensino médio, juntando-se à orquestra de Bobby Sherwood em 1941; no ano seguinte mudou-se para a famosa banda de Goodman, começando ali uma longa associação - um dos poucos a conseguir se relacionar com o líder da banda, conhecido por seu zelo com a disciplina.

Junto a Woody Herman estabeleceu um movimento que ficou conhecido como "jazz moderno"; em 1953 juntou-se à banda de Stan Kenton e mais tarde na banda de Herman formou um quinteto com Al Cohn, uma parceria que os fazia parecerem "gêmeos idênticos".

Ele adicionou o sax alto e o soprano ao seu repertório; em 1975 foi homenageado pela Universidade de New York com concerto intitulado "Salute to Zoot"

Em 1979 começou a ter problemas no fígado em consequência da bebida e, sob ultimato médico para escolher entre viver ou continuar com o álcool, optou pela primeira alternativa, passando a ser um saxofonista sóbrio; morava em Nova York a maior parte do tempo, embora continuasse a excursionar esporadicamente; em 1982 foi diagnosticado um tumor atrás do rim direito, que finalmente viria a matá-lo no Hospital Mount Sinai em New York onde se internara, aos 59 anos de idade, deixando a esposa Louise.

Gravou mais de 50 discos solos, além de outras tantas participações em trabalhos alheios. Simplesmente um gênio pouco conhecido dos não aficcionados e diletantes, mas altamente respeitado pelos connoisseuers, experts e pares. Mais de Zoot na página Jazz Histories - Tomo VII.

25/08/2017

ZOOT SIMS TRIO com o mago ao tenor mais Runne Gustafson na guitarra e o não menos gênio Red Mitchel no contrabaixo. São 50 minutos de música e conversa para todos os gostos, desde oouvinte casual até o maior expert.

PRÓXIMA ATRAÇÃO: JUNIOR WELLS

Junior Wells nascido Amos Wells Blakemore Jr. foi um vocalista de jazz e gaitista que nasceu em Memphis, Tennesse em 09 de dezembro de 1934. Ele foi um  dos pioneiros do blues amplificado "harp-style" em Chicago. Junior ficou muito conhecido pela música "Messin With The Kid" e seu album de 1965 Hoodoo Man Blues, considerados pelo crítico Bill Dahl com um dos verdadeiros álbuns clásisicos de blues dos anos 60.

Wells trabalhou e gravou com vários dos notáveis músicos e cantores de blues incluindo nessa lista os legendários Muddy Waters, Earl Hooker e Buddy Guy. Ele permaneceu fixado no blues durante toda a sua carreira e atravessou os tempos do rock and roll se aproveitando da companhia de roqueiros como os Rolling Stones entre outros. Antes de sua morte o historiador de blues Gerard Herzaft o chamou de "um dos raros sobreviventes da era de ouro do blues.

Wells embora nascido em Memphis, Tennesse, surgiu para o blues em West Memphis, Arkansas (algumas fontes relatam que ela nasceu em Arlansas). Foi iniciado na música pelo seu primo Junior Parker e por Sonny Boy Williamson II. Wells aprendeu a tocar harmônica de modo ágil e hábil com sete anos de idade. 

Mudou-se para Chicago em 1948 com sua mãe à partir do divórcio de seus pais e lá começou a se aproximar de festas e bares. Selvagem e rebelde mas precisando dar vazão ao seu talento ele começou a tocar com os Aces, irmãos Dave e Louis Myers nas guitarras e Freddy Bellow na bateria, com quem desenvolveu um estilo moderno de amplificação de sua harmônica sob a influência de Little Walter.

Em 1952 fez sua primeira gravação substituindo Little Walter na banda de Muddy Waters em uma sessão de gravação para a Chess Records naquele ano. Seu primeiro trabalho gravado como band leader aconteceu no ano seguinte pela States Records. No final dos 50s e início dos 60s ele gravou vários compactos para a Chief Records  e sua subsidiária Profile Records incluindo seus grandes sucessos Messin With The Kid, Come On This House e It Hurts Me Too que permaneceram no seu repertório duante toda a sua carreira. Em 1960 seu single para a Profile Little By Little atingiu a 23a. posição no Billboard R&B e foi um de seus dois singles que se mantiveram na lista do magazine. 

Seu álbum Hoodo Man Blues realizado em 1965 pela Delmark Records teve Buddy Guy na guitarra . Os dois trabalharam com os Rolling Stones por várias vezes nos anos 70s.. Seu álbum South Side Blues Jam  foi ealizado em 1971 , seguido por outro On Tap em 1975. Em 1996 gravou o CD Come On In This House teve performances dos artistas Alvin Youngblood, Hart e Derek Trucks entre outros. Well participou, também, em 2000 do filme Blues Brothers 

Uma estafante performance pelo jovem Junior aconteceu no American Country Blues Festival em 1962 roubou o show dos grandes Muddy Waters, Howling Wolf e Sonny Boy Williamson.  

Wells contou a seguinte história impressa na capa de seu disco Hoodoo Man Blues: Eu estava numa loja de penhores no centro da cidade e o homem tinha uma harmônica com o preço de 2 dólares. Eu tinha um trabalho num caminhão de refrigerante, joguei hóquei na escola, trabalhei toda a semana e no sábado para o homem me dar 1,5 dólar. 1,5 dólar por uma semana inteira de trabalho e o homem da loja de penhores queria 2 !!!. Eu disse, então, a ele que queria a hormônica, deixei o 1,5 dólar,  peguei a harp e corri quando me alcançaram e me levaram ao juiz eu contei a história  e ele me pediu que tocasse o instrumento  e eu o fiz. Ele pegou de seu bolso os 50 cents que faltavam, pagou o homem e encerrou o caso.

Wells começou a ter problemas sérios de saúde, câncer e ataque cardíaco, em 1997 que o levaram a morte em 15 de janeiro de 19908 e está sepultado no Oak Woods Cemetery em Chicago. Mais de Junior na página Blues Community.

15/09/2017

JUNIOR WELLS - Little Red Roaster.

SEÇÕES

PHOTOGRAPHERS

CAROLE REIFF nasceu em New York em 1934 filha do ilustrador e fotógrafo Hal Reiff, se graduou para a High School Of Music and Art e estudou na Art Students League. Começou a fotografar muito jovem. Ela descobriu o jazz e o elegeu como o principal tema de seu trabalho. Usando uma Rolleiflex de duas lentes, presente de seu pai, e seu talento inato ganhou um extraordináio espaço no mundo jazzístico. Seu estilo único de privilegiar perfeitamente o momento em detrimento do foco ganhou adeptos e despertou curiosidade no meio. Foi free-lancer a maior parte de sua carreira e trabalhava para gravadoras e revistas. A partir de 1960 especializou-se em propaganda e marketing, mas nunca deixou de registrar o mundo do jazz americano. Morreu em 1984 com 50 anos. Em 1961, um ano após sua morte foi publicada a compilação de suas fotografias, "Nights in Birdland". Fotos e Livro de Carole na página Photographers.

JAZZ SITES

GARY PEACOCK o sensacional contrabaixista de Burley vem com um novo lançamento, TANGENTS, pela ECM (ver LABELS - Tomo I) , o selo que faz do jazz o motivo de sua existência. Marc Copland ao piano e Joey Baron na bateria completam o trio do americano. Encontrável na Amazon por U$ 14.00. Publicado no magazine Jazz Times de 08/09/2017. 

JAZZ LABEL

O selo da vêz é a Discovery Records, gravadora americana de jazz criada pelo aficcionado Albert Marx em 1948. Comprou os acervos jazzistico da Trend e Musicraft Records e funcionou até 1991 quando a Contemporary da Sire REcords absorveu o selo. Teve entre outros jazzmen gente como Dizzy Gillespie, Buddy Powell, Dexter Gordno, Charles Mingus e Duke Ellington. Voc~e encontra mais detalhes e sugestões do Sidão na página Labels - Tomo V

ESPAÇO FESTIVAIS

Começa hoje, 15/09 o 60th Monterey Jazz Festival na cidade da Califórina e entre outros vai ter Herbie Hacock, Gerald Clayton, Regina Carter, Terence Blanchard, Jackie de Johnnette, Wayne Shorter, Charles Lloyd, Chick Corea, Agelique Kidjo e Dee Dee Bridgewater. São três dias de shows e mestres Para os apreciadores é um marco de altíssima relevância e em sua boda de diamante com artistas de raríssima qualidade e brilho.

Atenciosamente

Sidnei Anttogneto