07/04/2016

Bill Evans by www.npr.org

BILL EVANS

William John Evans nasceu em 16 de agosto de 1929 em Planfield, New Jersey. Fruto de um pai jogador, beberrão e abusador e uma mãe de raízes ucraniana de uma família de mineradores de carvão. Junto com o irmão mias velho dois anos começou aos cinco anos a aprenderem com uma professora local as primeiras notas no piano e a introspecção que marcou toda a sua vida já aparecia na convivência com o irmão e com os pais. Aos sete paralelamente ao piano, o violino, a flauta e o picolo passaram a fazer parte de seu aprendizado.

A fluidez que já se fazia presente naturalmente e sua primeira mestra, Helen Leland, não insistiu num "aproach" técnico pesado e permtindo seu pupilo ouvir Mozart, Bethoven, Schuber, Stravinsky e Milhaud até chegar em Tommy Dorsey e Harry James. Aí surgem Don Elliot multi-instrumentista e George Platt baixista que o introduziram nos princípios harmônicos da música. Durante a sua formação foram importantes Earl Hines, Bud Powell, Coleman Hawkins, Stan Getz, George Shearing e aquele que seria particularmente admirado Nat Cole.

Aos dezessete na Southeastern Louisiana University estudou flauta e interpretação clássica ao piano com Louis Kohnop, John Venetozzi e Ronald Stetzel. No terceiro ano de colégio compôs Very Early seu primeiro sucesso. Ainda no colégio conheceu o guitarrista Mundell Lowe e junto com o baixista Red Mitchel formou depois de graduado seu primeiro trio. Em 1950 juntou-se à Herbie Fild's Band e partiipou de uma tournée de Billie Holliday por três meses incluindo o mitológico Apollo Theatre. Nesse crescendo recebeu a notícia de sua convocação para as Forças Armadas. Os tres anos nas FAs forma extremamante traumáticos para Bill e ainda que tenha gerado sua composição mais conhecida Waltz For Debbie o primeiro contato com as drogas, as críticas ao seu estilo introspectivo e à sua concepção musical retiraram-lha a confiança e após a sua baixa em 1954 entrou num período de isolamento. Seu ano sabático recuperou sua auto estima e voltou a contatar, renovado,  o irmão que trabalhava como professor em um conservatório no sul.

De 1955 ano de sua ida para New York até 1980, ano de sua morte, passou de Art Farmer e Barry Galbraith e Milt Hinton e o notável solo Concerto for Blly, The Kid, para Charlie Mungus, Oliver Nelson, Tony Scott e Eddie Costa participando ativamente de suas orquestras. 

Em 1958 juntou-se a Cannonball Adderley, John Coltrane, Paul Chambers e Philly Joe Jones para formar o Miles Davis Sextet com apresentações em rádio desde o Café Bohemia, participou da gravação de dois discos Makin' Wax1958 Miles. Como sideman esteve presente em gravações de Cannonball Addeley, Art Farmer, Benny Golson, gravou New Jazz Conceptions com o qual ganhou o Down Beat e também Everybody Digs Bill Evans com Sam e Philly Joe Jones. No começo de 1959 Miles o convocou novamente para aí gravar um marco Kind Of Blue o Lp mais vendido do jazz.

Ainda em 1959 encontrou Scott La Faro e ficou tão impressionado com o baixista a quem propôs a formação de um trio ao qual juntou-se o baterista Paul Motian, nascia aí o a forma definitiva de Bill Evans mostrar seu talento e qualidade. Dessa união surgiu Portrait In Jazz em 1959, Explorations, Sunday At the Village Vanguard e Waltz For Debby em 1961. Em julho de 1961 Scott morreu num acidente de automóvel em Genebra devastando Bill que por vários meses parou com tudo performances de gravações. Convencido por Orrin Keepnews Evans reaparece no final do ano em Nirvana de Herbie Mann e em Undercurrent com Jim Hall.

Uma série de trios, quartetos, sextetos desfilaram durante os '60s. Em 1966 descobre Eddie Gomez, baixista porto-riquenho talentoso e junto a Jack DeJohnette, baterista igualmente virtuose e criativo gravam Bill Evans At the Montreux jazz Festival com o qual genham  o Grammy. Na sequencia uma série de gravações e apresentações por todo o mundo. Em 1970 foiram presos ele e Eleaine em New York com heroína. Em 1973, após um longo relacionamento com Elaine e tratamento em função da droga envolveu-se com outra mulher e imaginando que sua mulher entenderia contou a ela que se suicidou. Nova recaída, tratamentos que o acompanharam até sua morte em 1980.

Claus Ogerman, Tony Bennet foram alguns de seus convidados e projetos desenvolvidos,  uma constante troca nos componentes do trio, nova mulher desembocaram em We Will Meet Again album de 1979 que lhe garantiu outro Grammy postumamente. A vida atribulada e cheia de talento e criatividade caminhando lado a lado com a inconsequencia e a droga chegou ao fim em 15 de setembro de 1980 em New York de falência geral dos ógrãos aliada ao uso contumaz de drogas. Foi enterrado em Baton Rouge junto de seu querido irmão Harry.

DISCOGRAFIA 

São 77 discos entre gravações em estudio e ao vivo, 16 compilações e 54 intervenções com os mais diversos astros do jazz como sideman. Os volumes mas significativos são: New Jazz Conceptions (1956); Everybody Digs Bill Evans (1958); Sunday At The Village Vanguard (1961); Waltz For Debby (1961); Empathy (1962); Conversations With Myself (1963); A Simple Matter Of Conviction (1966); Bill Evans Alone (1968); Bill Evans At The Montreux Jazz Festival (1968); The Tokyo Concert (1973); Intuition (1974); Quintessence (1976) e We Will Meet Again (1979).

 

 

Bill Evans Trio

O clássico Nardis no prato principal e entrevista de entrada. Simplesmente fantásticos Bill, Eddie e Marty na melhor forma. Enjoy my friends !!!!

Etha by Clashmusic

04/04/2016

ETHA JAMES

Jamesetta Hawkins nasceu em Los Angeles em 25 de janeiro de 1938 e cantou ao longo de sua vida blues, rhythm and blues, jazz e gospel. Miss Peaches para variar começou na escola da igreja batista Saint Paul, aos cinco.  Aos doze já integrava um conjunto musical. As Creolettes chamaram atenção de Johnny Otis que sacou o James de seu nome e a inventou.

Daí para o mundo da música foi só aparecer Johnny "Guitar" Watson e no blues já despontava uma dama.

At Last, All I Could Do As Cry e Trust In Me e Harvey Fuqua a levaram ao sucesso e como não poderia deixar de acontecer às drogas, à obesidade e à desilusão amorosa que a companharam até 2003 quando uma cirurgia gástrica a emagreceu 100 quilos.

Estrela na Calçada da Fama, tour pela América com os filhos, três Grammys 1995, 2004 e 2005, Blues Music Award 1980 e Blues Hall Of Fame 2002, Grammy Lifetime Achievement Award em 2003 e uma montanha de discos.

Diana Ross, Cristina Aguilera, Janis Joplin, Bonnie Rait, Rod Stewart e Rita Ora são alguns que se valeram de Etta para comporem suas linhas e caracteres musicais.

Alzheimer em 2008, infecções diversas em 2010 e leuceima em 2011 derrubaram a grande dama e em 20 de janeiro, cinco dias antes dos 74 nos deixou em Riverside na California. Jaz ao no mesmo Inglewood Cemitery em companhia de, também grandíssimo, Chet Baker.

DISCOGRAFIA 

Entre álbuns em estúdio, ao vivo, compilações, singles, sidewoman e colaborações são mais de 100 edições. A lista que apresentamos reune os mais significativos:

At Last! (1960); Second Tim Around (1961); The Queen Of Soul (1965); Tell Mamma (1968); Etha James Sings Funk (1970); Come A ittle Closer (1974); Deep In The Night (1978); Changes (1980); Seven Years Itch (1989); The Right Time (1992); Time After Time (1995); Hearth Of A Woman (1999); Let's Roll (2003); All The Way (2006) e The Dreamer (2011). Entre os álbuns ao vivo dois se destacam Blues From The Big Apple (1980) e Burning Down The House (2002) gravado na HoB (House Of Blues, Los Angeles).

Etha James - O clássico At Last

Placa no Hotel Prins Hendrick em Amsterdam

30/03/2016

CHET BAKER

Chesney Henry Baker, Jr nasceu em 23 de dezembro de 1929 em Yale, filho de uma talentosa pianista que o encaminhou ao coro da igreja e de um guitarrista profissional que o iniciou nos sopros, trombone de início e trumpete para sempre. Recebeu alguma educação musical no Glendale Junior High School que deixou em 1946 para juntar-se às Forças Armadas; baseado em Berlin fez parte da banda de unidade por dois anos. Deixando o exército estudou teoria musical e harmonia no El Camino College em Los Angeles. Realistou-se em 1950 e tornou-se membro da Banda do Sexto Exército no Presidio In San Francisco  e nas folgas clubes de jazz como Bopy City e Black Hawk o tinham com constância no palco. Ao dar nova baixa o seu caminho para a carreira de músico estava aberta.

Pela Costa Oeste musical do país já trilhavam Stan Getz e Gerry Mulligan que se tornariam junto com o emergente Chet os mais legítimos representantes da tendência moderna (cool) do jazz que alí se instalava. Em 1952 Charlie Parker o escolheu para acompanha-lo numa série de concertos por lá. Em seguida juntou a Gerry Mulligan.

Muitas coisas contribuíram para o instantâneo sucesso dessa parceria, a relação entre o barítono e o trumpete, as linhas melódicas idênticas e o uníssono criavam o Parker/Gillespie da West Coast. A versão de My Funny Valentine do quarteto abrilhantada pelo solo de Baker trouxe o sucesso e com ele o reconhecimento do talento, versatilidade e a criatividade de Chet.

Por um ano o sucesso que veio rápido foi embora da mesma maneira, Mulligan foi preso ao render-se às drogas e o quarteto acabou. Chet então juntou-se ao pianista Russ Freeman e baixistas como Joe Mondragon, Carson Smith e Jimmy Bond mais bateristas do naipe de Shelly Manne, Larry Bunker e Bobby Neel que transitaram pelo quarteto até 1956. O viés cantor de Baker independente da formação do quarteto colocou em evidência a sua qualidade e em tempos de Miles e Clifford foi incrível o trumpetista levar um Down Beat em 1953 e um Metronome Magazine em 1954.

Em 1955 Hollywood enxergou a figura de Chet que atuou como cantor e músico no filme Hell's Horizon entretanto o músico não se deixou seduzir pela telona declinou de um convite e partiu viajar com sua voz e seu trumpete. Excursionou em 1956 por oito meses na Europa e lá gravou um dos Chet Baker in Europe.

Em 1957 entrou em cena as drogas e a compahia delas se estendeu até o dia de sua morte. Empenho de tudo o que podia virar moeda de troca para o sustento do vício, idas e vindas entre Estados Unidos e Europa geraram trabalho e desencanto. Em 1960 foi preso na Itália por uma ano, cumprida a pena foi para Alemanha e para a Inglaterra sempre produzindo, se apresentando e gerando registros discográficos e policiais até 1966 quando voltou aos EUA. Numa apresentação em Sausalito na Califórnia se envolveu num incidente por disputa de droga e foi agredido. Perdeu os dentes da frente e junto com eles foi sua embocadura. Salvo pelo cinema recuperou-se para atuar no filme Let's Get Lost e gradativamente sua embocadura voltou passando, agora,  a cantar com mais frequencia e a usar o fluglehorn.

Retorna à Europa em 1974, após um período junto de Jim Hall em New York e agora sob a proteção de seu anjo da guarda Diane Vavra que passou a cuidar de suas coisas e, ainda que à sombra das drogas, o fez sobreviver de seu trabalho. Nesse período europeu Elvis Costelo, Harold Danko, Hayn van der Gein, John Engels, Jean Louis Rassinfosse, Phillipe Catherine, Phil Markowisky, Ricarldo Del Fra, Michael Graillier, John Burr, Ben Riley, Bobby Jaspar, Rene Thomas, Amadeo Thommasi, Benoit Quersin e Daniel Hummair entre outros dividiram os palcos com o trumpetista/cantor, inclusive num tou ao Japão.

De volta à sua base, Amsterdam, em 1988 Baker, resultado do uso desenfreado de todo tipo de drogas, virou passarinho e no auge do transe atirou-se (há quem diz que foi atirado por credores) do segundo andar de seu hotel encerrando, desse modo, uma das mais conturbadas e brilhantes carreiras do mundo do jazz. Era 13 de maio de 1988. Primeiro dia do centenáro da libertação dos escravos aqui e primeiro dia da libertação de Chet de sua escravidão das drogas. Foi sepultado em Inglewood Park Cemitery em Los Angeles.

DISCOGRAFIA

Sua discografia é muito extensa entre LPS e CDs gravados em estúdio, edições ao vivo e coletâneas. Destacam-se os seguintes volumes:

Chet Baker Sings (1953); My Funny Valentine (1954); Chet In Europe (1955); Playboys (1956); Embraceable You (1957); Chet Baker Meets Stan Getz (1958); Chet Baker In Milan (1959); Picture Of Heath (1961); Chet Is Back (1962); Stella By Starlight (1964); Smocking (1965); Brazil, Brazil, Brazil (1966); Polka, Dots And Moonbeans (1967); Blood, Cheet And Tears (1970); She Was To Good To Me (1974); Onde Upon A Summertime (1977); Live At Nick's (1978); No Problem (1979); Just Friends (1980); Live In Paris (1981); Out Of Nowhere (1982); Mister B (1983); Star Eyes (1983); Line For Lions (1984); Misty (1985); Live At Ronnie Scott's (1986); Chet Baker In Tokyo (1987); Chet On Peotry (1988) e White Blues (1996).  

 

Mais 40 minutos de Chet Baker

Horace Silve by Nova Gazeta

23/02/2016

HORACE SILVER

Filho de João Tavares Silva, cabo-verdiano que imigrou para os EUA e da americana Gertrude Tavares nasceu em 02 de setembro de 1928 em Norwalk, Connecticut. Pianista hard bop, contemporâneo de feras como Miles Davis, Art Blakey, recebeu influencia no início de Lester Young e de sua graduação no St Mary School e Norwalk High School entre 1940 e 1946 o saxofone fez parte de sua vida. Ao mudar-se para Hartford apareceram Thelonious Monk, Bud Powell, Teddy Wilson, Nat Cole e Art Tatum e o piano tomou conta de sua vida.

Entre 1950 e 1955 no auge do cool passeou no caminho do jazz ao lado de gente como Stan Getz e como pianista compos o quarteto do saxofonista por um ano. Radicou-se definitivamente em New York ao deixar o quarteto e por breve período juntou-se a seu êmulo Lester Young, depois com Coleman Hawkins e em seguida com Lou Donaldson fazendo de sua carreira uma sucessão de convívios com os maiores nomes da música daquele tempo. Ao trio com Gene Ramey ao baixo e Art Taylor na bateria foram se sucedendo nomes muito conhecidos e de muita qualidade como Sonny Stit, Howard McGhee e Al Cohn.

Paralelamente atuava como sideman de Miles Davis, Art Farmer e Milt Jackson, entre outros o que o levou a ganhar em 1954 o prêmio Down Beat para piano. Ainda em New York formou junto com Art Blakey o The Jazz Messengers que gerou alguns discos de muito sucesso especialmente em virtude da extrema qualidade com que escolhiam os músicos que vieram a atuar em suas várias formações.

Entre 1956 e 1969 o agora quinteto regular era formado por Blue Mitchel e Junior Cook nos sopros, Gene Taylor no baixo e Roy Brooks na bateria seria o esteio do período mais produtivo do pianista compositor. Muitos álbuns, excursões pelo mundo todo incluindo uma tournée ao Brasil de 3 semanas. Passaram pelo quinteto nesse período alguns músicos de significativa importância como Joe Henderson, Carmel Jones, Bennie Maupin, Michael Brecker e Billy Cobham e um número expressivo de sucessos com Finger Poppin', Song For My Father, Serenade To A Soul Sister e You Gotta Take A Little Love, entre outros.

Aí chegam os '70s e com eles a chegada de Gregory, seu filho, despertaram em Horace sua espiritualidade, sua necessidade de convívio mais estreito com a família, aliado a isso a sua avidez em compor e expor essa nova fase desmanchou o quinteto. O resultado foram algumas obras como That Haenlen Fellin', The Unidet States of a Mind, Silver 'n Brass, Wood, Strings, Voices e Percussion e em que pese a participação de músicos do naipe de Randy e Michael Brecker e Tom Harrel e a criação do selo Silvetto em 1980 a esperada aceitação do público não aconteceu.

De 1981 a 1998 o pianista e compositor foi, gradativamente voltando a atuar em sua linha mestra de combos com metais e das associações com jazzistas emegentes como Dave Douglas, Vincent Herring, Donald McKyle, D.D. Bridgewater, Claudio Roditti, Lewis Nash e Ron Carter entre outros voltaram a aparecer em sua extensa obra trabalhos de sucesso e boa aceitação popular, especialmente entre os apreciadores de jazz.

Na primeria metade dos '90s, ainda que ativo Horace já apresentava sinais do mal de Alzheimer que em 2007 o afastou dos palcos e do piano. Em 2005 a National Academy Of Recording Arts And Sciences o premiou com o seu President's Merit Award. Seu estilo inconfundível, drive in comping e os acordes em bloco foram, em 2006, motivo para A University of California Press prestigiá-lo com a publicação de sua biografia e em 2008 o quinquagésimo aniversário de sua primeira gravação resultou na reedição do LP Live at Newport '58.

Ramsey Lewis, Les McCann, Bobby Timmons e Cecil Taylor são alguns dos que se deixaram influenciar pelo estilo agressivo e duro de Horace. Sue legado é realmente importante e grande parte de suas composições tornaram-se standards e continuam a ser cantadas e gravadas até hoje.

Horace Silver nos deixou em 18 de junho de 2014 em New Rochelle, New York.

DISCOGRAFIA


Extremamente extensa pela produção constante e pela sua longevidade. São 46 entre gravaçoes em estudio, LPs ao vivo e compilaçãoes. Em estúdio - 1. Introducing Horace Silver Trio (1952); 2. Horace Silver Quintet (1955); 3. Horace Silver Quintet vol II (1955); 4. Silver Blues (1956); 5. Six Pieces Of Silver (1956); 6. The Stylings Of Silver (1957); 7. Further Explorations (1958); 8. Finger Poppin' (1959); 9. Blowing The Blues Away (1959); 10. Horace-Scope (1960); 11. The Tokyo Blues (1962); 12. Silver's Serenade (1963); 13. Song Fot My Father (1964); 14. The Cape Verdian Blues (1965); 15. The Jody Grind (1966); 16. Serenade To A soul Sister ( 1968); 17. You Gotta Take A Little Love (1969); 18. The Healin Fellin' (1970); 19. Total Response (1971); 20. All (1972); 21. In Pursuit Of The 27th Man (1972); 22. Silver 'n Brass (1975); 23. Silver 'n Wood (1976); 24. Silver 'n Voices (1976); 25. Silver 'n Percussion (1978); 26. Silver 'n Strings (1980); 27. Guides To Growing Up (1981); 28. Spiritualizing The Senses (1983); 29 There s No Need To Struggle (1983); 30. To Continuity Of Spirit (1985); 31. Music To Easy Your Disease (1988); 32. It's Go To Be Funky (1993); 33. Pnecil Packin' Papa (1994); 34 The Hardbop Granbop (1996); 35. A prescription For The Blues (1997); 36. Jazz Has A Sense Of Humor (1999) e 37. Rockin' With Rachmaninoff (2004). Álbus ao Vivo - 38/9; Live At Newport '58 (1958/2008); 40, Doin' The Thing (1961); 41. Live 1964 (1964). Álbuns Compilados - 42. Horace Silver Trio vol II (1953/1954), 43. Horace Silver And The Jazz Messengers (1956); The Trio Sides (1994); 44. Sterling Silver (1979); 45. The Natives And The Restless Tonight (1985) e 46. The Unidet States Of A Mind (2004).

Como sideman são 5 álbuns entre 1955 e1956 com The Jazz Messengers e entre 1950 e 1955 com participou de nada menos do que 40 álbuns com os mais significativos jazzmen da época.

Horace Silver - Song For My Father

Brubeck by Cathollicphilly.com

16/03/2016

DAVE BRUBECK

Foi em Concord, na Califórnia, que ele nasceu em 06 de dezembro de 1920, de uma família musical. Aos 4 já aprendia piano aos cuidados da mãe e aos 9 o violoncelo já era seu companheiro. O tempo foi mostrando que o garoto se saía magistralmente na prática mas não era muito a fim de teoria. Pautas e pentagramas não eram a sua praia e ao longo da vida teve que se superar no contraponto e na harmonia por não saber ler música. Do ensino médio para o colegial foi aceito na University of the Pacific para o curso de veterinária, tão apreciado pelo pai que fazendeiro já pensava no garoto tocando a propriedade so que a universidade o diplomou em música em 1942.

No mesmo ano alistou-se no exército e serviu por aproximadamente 4 anos e sob a "batuta" de Patton na batalha de Bulge nas Ardennes em 1944 conheceu aquele que estaria a seu lado em seu período mais produtivo entre 1951 e 1968, Paul Desmond.

Retornando à vida civil voltou também à escola agora no Mills College em Oakland e seus estudos complementares o levaram a tomar aulas com Darius Milhaud que o orientou nã para o piano mas para as fugas e orquestração. O contato com outro mestre Shoemberg na UCLA o levou ao High Modernism em teoria e prática fazendo-o sentir-se, em 1949, pronto para encarar a música como proposta de vida. Formou seu primeiro ajuntamento musical, um octeto, que o tinha como a principal estrela - não foi adiante. Concomitantemente formou um trio experimental junto com Ron Crotty ao baixo e Cal  Tjader à bateria, produzia muito mas não gerava recursos para saldar as contas. A esse trio juntava-se com frequencia Paul Desmond e a proximidade do amigo lançou a semente para o futuro.

Depois de um acidente de mergulho no Hawaí em 1951 que teve coluna e pescoço afetados, fato que demandou algum tempo para recuperação lhe deixando como herança uma constante dor nas mãos, obrigando-o a mudar sua forma e estilo de tocar, passando acordes em bloco, alta destreza e simplicidade das notas corridas a substituir a velocidade chega, afinal, o Dave Brubeck pianista criativo e diferente com seus compassos ímpares e exuberantes.

Do primeiro quarteto em 1951 com Desmond, Dodge e Bates, com Crotty e Davis em 1953, Wright e Morello até 1968 e depois com Mulligan, Six e Dawson de 68 a 72, um sem número de álbuns, com cmposições de extremos requinte, bom gosto e qualidade firmaram Brubeck no universo jazzístico como expoente, capitaneando e influenciando gerações de músico especialmente no West Coast americano.

De seu casamento com a adorável e adorada Iola foram 6 filhos. Darius (em homenagem a Milhaud), Cris e Daniel a partir de 1972 passaram a atuar com o pai até 1978. Em 1976 e 1977, o quarteto clásico com Desmond, Wright e Morello reuniu-se para os festejos dos 25 anos de sucesso do Dave Brubeck Quartet.

No final de 1978 Darius, Chris e Dan partiram para suas carreiras profissionais solo sem no entanto deixarem Dave e a eles juntou-se Mathew, seu sexto filho e até 2012 se alternaram no combo uma série de músicos de altíssima qualidade como Randy Jones, Bob Militello, Jaxk Six, Bill Smith e Michael Moore. Há que se registrar outro Brubeck músico, Michael, saxofonista falecido em 2009 e ainda que não se tenha associado ao pai profissionalmente se juntava à família em estúdio formando assim o incrível Brubeck Sextet. Dave e Iola tiveram também uma filha, Catherine que estudou arte, dança e "drama" graduada em 1976 pelo Sarah Lawrence College e recebeu do The Way College o título de Bachelor of Theology, Kansas 1979. Como curiosidade, Dave Brubeck esteve no Brasil em março de 1978 com o conjunto formado por Darius nos teclados, Daniel ao trombone e Crhistopher na bateria, seus filhos, e se apresentaram no Teatro Castro Mendes em Campinas, SP. 

David Warren Brubeck foi-se em 5 de dezembro de 2012 na véspera de completar 92 anos em Wilton, Connecticut onde se tratava do câncer que o levou. Juntamente com Iola legou a seus seguidores e admiradores um Instituto junto da Universidade of the Pacific que guarda tods os seus documentos, orquestrações e comendas e vem desde então oferecendo oportunidades educacionais para estudantes de música que se interessam pelo jazz. O endereço do Instituto na Universidade leva o nome de seu patrono: The Dave Brubeck Way.

PREMIOS

A lista de premios e reconhecimentos é extensa:

Connecticut Arts Award (1987); Nationa Medal Of Arts (1994); Down Beat Hall Of Fame (1994); Grammy Lifetime Achievement Award (1996); Doctorate Honoris Causa - Universidade de Fribourg - Suiça (2004); Laetere Meal - Universidade Notre Dame (2006); BBC Jazz Life Acievement Award (2007); Benjamin Franklin Award for Public Diplomacy (2008); California Hall Of Fame (2008); Honorary Degree - Eastman School Of Music (2008); Kennedy Center Honour (2009); Honorary Degree - George Washington University (2010) e Honorary Fellow - Westminster Choir College, Princeton, entre outros.

Em 8 de novembro e 1954 foi o primeiro músico de jazz a aparecer na capa da importante revista semanal TIME.

DISCOGRAFIA

A discografia de Brubeck é imensa e composta de nada menos que 113 LPs, CDs e DVDs. Alguns dos volumes mais significativos são:

Brubeck Time (1954); Brubeck Plays Brubeck (1956); Gone With The Wind (195); Time Out (1959); Time Further Out ( 1962); Time In (1965); Buried Treasures (1967); Summit Sessions (1973); 25th Anniversary Reunion (1976); Tritonis (1980); Paper Moon (1981); For Iola (1984); Quiet as the Moon (1981); The Crossing (2000); Brubeck Meets Bach (2004) e Indian Summer (2007).

 

 

Dave Brubeck Quartet na Bélgica em 1964. Brubeck ao piano, Paul Desmond sax alto, Eugene Wright baixo e Joe Morello bateria.

B. B. King no Pinterest

12/03/2016

B. B. KING

No Mississipi, em Itta Bena, setembro de 1925 veio ao mundo um garoto que ganhou o nome de Riley e que como todos na pequena cidade teve uma infância rodeada do branco do algodão e do branco dominador e, sozinho, colhia os flocos brancos para os brancos e se sustentava assim aos 9 anos. As cantorias e lamentos dos colhedores despertaram no garoto a vontade de se aventurar pela música e já na época aproveitas as poucas folgas para defender algum nos cafés e bares do lugar e assim complementar a escassa renda do trabalho regular.

Aos dezoito, com sua guitarra e uma economia miserável abandonou a terra para buscar seu espaço na música. Memphis foi o seu objetivo onde a cominidade musical negra já conseguia espaço e se fazer ouvir. 

Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T Bone Walker passaram a fazer parte da vida de Riley e o aprendizado com esses mestres o catapultaram  definitivamente para o blues. Stormy Monday de T Bone Walker sacramentu a intenção e suge daí o Blue Boy no lugar do Riley. O mesmo Sonny foi quem ofereceu à B.B. sua primeira oportunidade oferecendo ao ainda gaoto  espaço para mostrar seu talento rude e despolido.

O rádio depois o Grill Sixteen , mais rádio até pp Sepia Swing Club fizeram com que ao B.B. se juntasse o King.

Em 1951 Three O'Clock Jump trouxe um sucesso que lhe permitiu excursinar batendo recordes de apresentações a ponto de em 1956 sua banda ter tido apenas 23 dias de descanso e nos restantes 342 aconteceram concertos diários. Cafés, ghetos, ball rooms, jazz e rock clubs passaram a ser os endereços da banda e ao longo da década evoluiram para salões maiores e mais refinados. A fama chegou de modo avassalador e o mundo ficou pequeno para B.B. agora o "Rei do Blues".

Seu estilo inconfundível e inimitável que durante as seguintes 5 décadas o elevou ao status do mais conceituado e reverenciado representante do blues.  Seu estilo inspirador levou guitarristas de todas as vertentes a beber de sua fonte e seguirem sua técnica como estilo. Nessa lista se incluem Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Oris Rush, Jimmy Hendrix, Johnny Winter, Eric Clapton, George Harrison, Jeff Beck e Mike Bloomfield.

Participou das turnês dos Rolling Stones abrindo os concertos por 18 vezes. Sua presença abrilhantou um série de festivais de jazz e blues. Newport, monterrey, Kool e Montreaux entre outros se renderam ao talento do rei, isso sem esquecer do circuito universitário e colegial. Brindou platéias de mais de 90 países.

Grammys diversos en 1971 e 2006. Embaixador das guitarras Gibson pelo mundo ao imortalizar suas inseparáveis companheiras Lucilles tendo doado uma delas, autografada ao Museu Nacional da Música dos EUA no ano 2000. Em 2004 foi agraciado  com o título de PhD honorário pela Universidade do Mississippi. Foi agraciado pelo Conservatório Real Sueco com o Premio de Música Popular. Em 2006 o presidente do Estados Unidos colocou-lhe no peito a Medalha Nacional das Artes que é a maior comenda individual conferida em nome do povo americano a um artista.

A diabetes crônica o acompanhou por grande parte de sua vida e o levou aos 89 anos, quando dormia, em 15 de maio de 2015, deixando um silêncio ímpar no blues e contrariando o adágio "rei morto, rei posto".

NUNCA HAVERÁ OUTRO REI COMO BLUES BOY KING.  

DISCOGRAFIA

1. King Of The Blues (1960); 2. My Kind os Blues (1960); 3. Live At The Regal (1965); 4. Lucille (1968); 5. Live And Well (1969); 6. Completely Well (1969); 7. Indianola Mississippi Seeds (1970); 8. B.B. King In London (1971); 9. Live in Cook County Jail (1971); 10. Live In Africa (1974); 11. Lucille Talks Back (1975); 12. Midnight Believer (1978); 13. Live "Now Appearing" at Ole Miss (1980); 14. There Must Be a Better World Somewhere (1981); 15. Love me Tender (1982); 16. Why I Sing the Blues (1983); 17. B.B. King and Sons (1990); 18. Live At San Quentin (1991); 19. Live At The Apollo (1991); 20. There is Always One More Time (1991); 21. Deuces Wild (1997); 22. Blues On The Bayou (1998); 23. Ridin with the King ( 2000); 24. Reflections (2003); 25. The Ultimate Collection (2005); 26. B.B. King and Friends: 80 (2005) e 27. One Kind Favor (2008).

 

 

B.B.King - Crossroads - 2010