07/05/2016

WES MONTGOMERY

Nasceu em Indianapolis em 6 de março de 1923 e John Leslie Montgomery virou Wes por causa do Leslie desde criança. De família musical sofreu dela grande influencia e já aos nove tocava guitarra de quatro cordas e ainda que tenha começado a estudar formalmente guitarra de seis cordas aos 20 anos, ouvir Charlie Christian e Django Reinhardt era comum em sua juventude e formação.

Como conhecia o trabalho de Christian a fundo e na maioria dos casos nota por nota, essa habilidade chegou aos ouvidos de Lionel Hampton que o contratatou e o levaria a excursionar no começo de carreira se a família não fosse grande e não exigisse jornadas de trabalho diurna na fábrica e musical noturna para ajudar a mante-la. Aí apareceu em Indianápolis Julian Cannonball Adderley que instou Orrin Keepnews a contrata-lo para o Riverside e junto do Wynton Kelly Trio superou aquela necessidade e Wes juntou-se a Christian e Reinhardt para introduzir definitivamente a "six-strings guitar" no jazz.

A qualidade e o swing de Wes abriu espaço para outros guitarristas e Tal Farlow, Barney Kessel, John Smith e Jimmy Raney, emergentes também. A guitarra não parou de crescer nos registros e a influencia de Wes se fez sentir em Kenny Burrel, Joe Pass, George Benson, Steve Ray Vaughan, Pat Metheny, Mark Whitefield, Joe Satriani, Jimmy Hendrix, Pat Martino, David Becker, Larry Coriell, Randy Napoleon, Lee Ritenour, Steve Lukather, Bobby Broom e Earl Klugh que seguiram seus passos.

O uso frequente da tecnica de tres camadas (three tiered), a repetição em progressão e os acorde em bloco mais o uso das oitavas para mesma nota em cordas diferentes faziam de Wes o gênio dpo instrumento e o maior exemplo é seu memorável solo no standard Lover Man.

Sua carreira discográfica é bastante rica e diversificada e começa com Lionel Hampton no início dos '50, segue com o "Montgomery Brothers" entre '57 e '59. Segue na Riverside Records de '60 a '64 destacando-se o The Incredible Jazz Guitar of Wes Montgomery. Em 1964 muda para a Verve e aparecem Movin' Wes, Tequila e Bumpin' entre outros. Sua passagem na A&M e sua associação com Don Sebensky e Creed Taylor o popularizaram e sua tecnica aliada aos arranjos de Don fizeram surgir uma tendencia o "smooth jazz".

Fumante inveterado, na manhã de 15 de junho de 1968 depois de retornar a Indianapolis de um turnê avisou à sua esposa que não se sentia bem e minutos depois sofreu um fortíssimo ataque cardíaco morrendo aos 45 aos.

DISCOGRAFIA

São 26 LPs com titular, mais 10 com os irmãos, outros 4 como sideman e 5 compilações, Seguem alguns importantes: Fingerpickin' (1958); The Wes Montgomery Trio (1959); The Incredible Jazz Guitar Of Wes Montgomery (1960); So Much Guitar (1961); Full House (1962); Boss Guitar (1963); Movin' Wes (1964); Bumpin' (1965); Tequila (1966); A DayIn The Life (1967); Roiad Song (1968) e Willow Weep For Me (1969).  

 

 

 

07/05/2016

Meia hora de música e conversa com Wes Montgomery - Holanda 1965

02/05/2016

THELONIOUS MONK

T Sphere M nasceu em 10 de outubro de 1917 em Rocky Mountain, filho Thelonious e Barbara Monk tinha um irmão mais velho e uma irmã mais nova que aprendia piano e ele olhava, olhava e auto didata aos nove já começava a mostrar que ele era diferente e a Stuyvesant High School não foi medida para ele.

Jerry Newman, Minton's Playhouse e Club Manhattan são suas referências inicias de trabalho tocando e gravando. O estilo hard-swing moldado em Art Tatum mais Duke e James Pierce Johnson e competições no Minton's o encaminharam para a criação do bebop e a se aproximar de Gillespie, Christian, Clarke e Parker e em seguida de Miles que eram os componentes da cena jazzistica da época, os '40 e nessa senda casou-se com Nellie. Teve dois filhos, Bárbara sua menina e TS Monk baterista em atividade.

A cassação de seu registro de músico em 1951 diante da recusa de testemunhar contra seu amigo Bud Powel em cujo carro a polícia encontrou narcóticos  o levou ao ostracismo que usou para escrever e compor. Em 1952  consegue um contrato cm a Prestige onde, ainda que com pouco apelo, faz trabalhos muito importantes com Rollins e Blakey e algum trabalho com Miles, personalista extremado, que acabou em briga, minimizada depois pelo trompetista.

Em 1954 excursioou pela Europa e gravou em Paris, lá também conheceu Pannonica de Koenigswarter, mecenas da música ligada à família Rotschild, que passou a patrocina-lo por toda vida. A compra de seu contrato com a Prestige, ainda que barato, pela Riverside o liberou para gravações importantes e embora seu estilo cruento e sincopado de difícil compreensão e apelo pelo grande público legou interpretações expresivas e extremamente importantes para os anais jazzisiticos.

Thelonoius Monk Plays Ellington pela Riverside com o gigante Oscar Pettiford desmistificou a crítica que dizia ser impossível, dado o seu estilo, Monk interpretar composições que não as suas. O resultado desse registro foi a completa liberação de TSM e em 1956 surgiu Brilliant Corners com Rollins e finalmente a recuperação de seu Cabaret Card o que lhe permitiu voltar aos palcos e por seis meses ao Five Spots Cafe.

Agora na Columbia, Monk era um jazz-star e seu grupo fixo com Charlie Rouse, Larry Gales e Ben Riley nos legaram Monk's Dreams e Underground, sem dúvida dois dos mais importantes registros do bebop. Após várias turnês pela Europa e Ásia, especialmente Japão, o quarteto se desfez e a baixa produção já começava a apontar para os sinais de depressão e alheiamento que do astro que lhe grangeou a fama de excêntrico e taciturno. Sua última turnê em 1971 já mostrava um TSM mudo e distante ainda que genial nos intervalos. Seguiu tocando até 1976 quando Nica de Koenigswarter o recolheu em sua casa e passou, como fizera com Parker, a cuidar da vida do músico que sofreu um AVC e veio a falecer em 17 de fevereiro de 1982.

Durante sua vida compôes tão somente 71 músicas mas é tal a sua importância que, além de ser considerado um dos fundadores do bebop, foi agraciado com um documentário maravilhoso dirigido por Clint Eastwood, confessamente seu admirador e de Bud Powell, agraciado com um filme, postumamente com o Grammy Lifetime Achievement Award em 1993 e com o Pulitzer da Mùsica em 2006.

DISCOGRAFIA

São 45 os registros musicais com Thelonious a grande maioria em coletâneas e Lps e CDs póstumos. Durante sua vida os mais significativos foram: The Thelonious Monk Trio (1952); Thelonious Monk And Sonny Rollins (1954); Thelonious Plays Ellington (1955); Brilliant Corners (1957); Monk And Coltrane at Carnegie Hall (1957); Misterioso (1958); Monk In France (1960); Monk's Dreams (1962); Criss Cross (1962); Solo Monk (1964); Straight, No Chaser (1966): Underground (1967) e Monk's Blues (1968).

São de sua autoria standards do jazz como Epistrophy, Round Midnight, Blue Monk, Straight, No chaser e Well, You Neddn't e duas de suas composições mais inspiradas Crepuscule With Nellie e Pannonica foram dedicadas, a primeira à sua mulher e a outra à sua benfeitora.  

 

 

02/05/2016

Thelonious Monk Quartet na Dinamarca - Charlie Rouse (ts); Larry Gales (bs) e Ben Riley (dr)

28/04/2016

Ray Brown by jazzphoto.cz

RAY BROWN 

Raymond Matthews Brown nasceu em 13 de outubro de 1926 em Pittsburgh, Pensilvania e começou aprendendo piano entretanto não gostou e achou muito árdua e diifícil a vida de pianista e optou pelo baixo que aprendeu de ouvido, nunca tomou aulas ou teve professor.

Tentou de cara New York e de cara arrumou espaço em uma banda e tinha como parceiro aos 18 anos simplesmente Duke Ellington. No ano seguinte, 1945, conheceu Dizzy Gillespie e ao fazer parte da banda de Dizzy teve como pares nada menos de Charlie Parker e Bud Powell e em 1947 participou do filme Jiving in Bebop. Em 1948 casou-se com a cantora Ella Fitzgerald e embora o casamento tenha durado pouco, 4 anos, tiveram um filho, Ray Jr hoje com 66 anos, pianista, baterista e cantor.

Durante seu casamento seu trio atuou ao lado de Ella Fitzgerald em vários consertos. à partir de 1951 e até 1966 participou do Oscar Peteson Trio  e viajou o mundo todo sempre se apresentando ao lado de grandes nomesdo jazz.

Com o fim do trio de Oscar, Ray mudou-se para Los Angeles atuando como manager de vários artista e bandas sem nunca deixar de tanger seu contrabaixo. Em 2 de julho de 2002 ao relaxar antes de um concerto morreu dormindo. No ano seguinte foi colocado no Hall da Fama do Jazz coroando, dessa, forma, uma carreira especial de um músico especial.

DISCOGRAFIA

São mais de mil as participações em LPs, CD, e DVDs ao vivo e em estudio. Os registros com sua liderança são 13: 1, Bass Hit! (1956); 2. Ray Brown with Milt Jackson (1965); 3. Live At Concord Jazz Festival (12979); 4. Soular Energy (1984); 5. Two Bass Hits (1988); 6. Black Orpheus (1989); 7. Seven Steps to Heaven (1995); 8. Some Of My Best Friends are Singers (1998); 9. Christimas Songs With Ray Brown (1999); 10. Ultimate Ray Brown (1999); 11. The Duo Sessions (2000); 12. The Best Of Concord Yers (2002) e 13. Live From New York To Tokyo 2003).

28/04/2016

Ray Brown - Lady Be Good (George & Ira Gershwin)

238/04/2016

Eric by Allmusic

ERIC CLAPTON 

Nasceu em Ripley na Inglaterra em 30 de março de 1945 apelido Slowhand e é conhecido com um dos maiores guitaristas vivos. Criado pelos avós e "filho secreto" de sua irmã mais velha Patrícia e um aviador canadense assim se manteve a situação como código secreto da família marcando o garoto com a timidez, com a solidão e o silêncio, mas ainda assim ele se considerava privilegiado uma vez que o ambiente rural de Ripley criava um mundo de fantasias e seus amigos Guy, Stuart e Gordon eram sua companhia. Aos treze trabalhava na entrega de cartas e ganhou seu primeiro violão. A dificuldade inicial com o instrumento era superada com o seu esforço em aprender. Aos dezoito com um empurrão de Tom McGuiness ingressou na banda The Roosters na qual ficou até agosto de 1963. Aí surgem os Yardbirds. 

Mick, Keith e Brain então tocavam R&B e seu amigo Keith o incluiu. A banda foi mudando para o pop e Eric foi saindo e John Mayall & The Bluerebakers foi o seu caminho para transformar-se e Londres começou a notar pichações nas paredes de toda a cidade "Clapton is God" fruto da qualidade do músico e das músicas inspirando os seus fanáticos fans. 

Em 1966 junto a Jack Bruce e Ginger Baker criou a banda Cream. Clapton já ostentava nessa época a fama de melhor guitarrista da Grã-Bretanha, as brigas entre Bruce e Baker e a visita de Jimmy Hendrix abalaram profundamente a confiança do guitarrista e aí acabou-se o Cream no álbum Goodbye. O fim da banda o aproximou a George Harrisson que já trilhava o caminho da cultura hindu e músicas em parceira Badge, While My Guitar Gently Weeps apareceram no White Albun dos Beatles. Foi desse tempo a música Layla em homenagem a Patty Boyd, mulher de Harrison, por quem Eric se apaixonou.

Em 1969 participou do grupo Blind Faith com Baker, Winwood e Gresh que resultou um álbum e uma turnê americana, entretanto sua fama e o grupo Cream mais Blind Faith o cansou e ele retirou-se e foi Delaney Branllet com seu grupo que o trouxe de volta e o incentivou a compor e a voltar a tocar, a parar com a morte de Hendrix, a voltar com turnês pela Amérira e além da paixão por Patty Boyd, mulher de seu amigo Harrison, chegou a heroína e com ela um hiato significativo na carreira.

O retorno só aconteceria em 1975. Relativamente limpo formou uma nova banda com a qual rodou o mundo e da qual resultou E.C. Was Here, álbum soberbo. Essa volta, relativamente calma e sem a repercussão de antes e do final dos '70 até os '90 altos e baixos acompanharam o músico e cantor, a volta das drogas e o alcolismo, o casamento e a separação com Yvonne Khan, a morte de Steve Ray Vaughan, a morte Connor, seu filho com Lori Del Santo povoaram o inferno astral que vivia. Desse período o evento no qual teve uma participação significativa Crossroads Guitar Festival, criado para contribuir com a causa do tratamento da dependência de drogas, foi o fundamento para a retomada de sua carreira.

Em 1999, quando trabalhava num album de B.B.King encontrou Melia McEnery com quem se casou e teve três filhas (Julia, Ella e Sophie) e sua ligação com o Crossroads, que tem acontecido a cada quatro anos, a contribuição decisiva à instituição com os lelilões das suas famosas guitarras, a retomada da carreira solo, composições como Tears in Heaven (para Connor) o devolveram à parada. Em 2004 e em função do trabalho da Crossroads foi condecorado pela rainha com o CBE (Comandante Da Ordem do Imprério Britânico) e em 2007 escreveu seu livro auto-biográfico e continua até hoje a nos brindar com o seu toque refinado, sua incrível e marcante voz e muitos blues.

DISCOGRAFIA

Muito extensa, mais de 50 albuns entre estúdio e ao vivo, destacamos alguns: Five Live Yardbirds (1964); Having a Rave Up (1965); Fresh Cream (1966); Wheels Of Fire (1968); Blind Fight (1969); Eric Clapton (1970); Layla and Other Assorted Love Songs (1970); In Concert (1973); 461 Oceean Boulevard (1974); EC Was Here (1975); Slowhand (1977); Another Ticket (1981); Behind The Sun (1985); Crossroads (1988); Rush (1992); Unplugged (1992); From The Cradie (1997); Riding With The King (2000); Bakc Home (2005); Clapton (2010); Old Sock (2013) e Forever Man (2015). 

 

 

 

 

23/04/2016

Eric Clapton - Sweet Home Chicago com Buddy Guy, Johnny Winter, Robert Cray, John Mayer, B.B. KIng etc. etc. etc ...

18/04/2016

DUKE ELLINGTON 

Edward Kennedy Ellington nasce na capital federal, Washington, 29 de abril de 1899 e seus pais James e Daisy eram pianistas. Aos sete anos inicou-se no paino mas o que ele queria mesmo era ser jogador de baseball. O DNA falou mais alto e isso aliado a uma educação esmerada oferecida por sua mãe e sua avó e dela ganhou o "nickname" de Duke. A escola foi Armstrong Technical High School.

Começou vendendo amendoins nas arquibancadas do Washington Senators e depois empregou-se no Poodle Dog Cafe como "soda jerk" e começou a ouvir e a imitar pianistas de ragtime e saiu daí sua primeira canção "Soda Fountain Rag" aos catorze anos. Fats Waller, Sidney Bechet e Louis Armstrong deram a partida no músico e em 1917 já aparecia The Duke Serenaders. Em 1923 foi com sua música para New York. Perseverou com sua banda até surgir em 1927 a oportunidade de apresentar-se em um templo do jazz, o Cotton Club no Harlem. A oportunidade de escrever música, avaliar todo tipo de tonalidade e experimentar todos os intrumentos em suas composiçõese arranjos. Em 1931 quando saiu do Cotton Duke já era uma estrela e sua banda viajava para todos os lados na América.

Toda a sua vida experimentou, sons e arranjos diferenciados que incluim jazz master como John Coltrane e Charles Mingus. A curta temporada de Jimmy Blanton na banda mudou caminhos no jazz e, ainda que o jazz tenha mudado e novas tendências apareciam a cada dia, Duke com suas composições originais e criativas não deixava o povo esquecer o swing e as grandes oquestras com craques como Paul Gonsalves, Johnny Hodges, Barney Biggard, Cootie Williams, Clarke Terry, Ray Nance, Harry Carney, Lawrence Brown, Mercer Ellington, Billy Strayhorn, Jimmy Hamilton e Ben Webster para citar alguns foram companheiros de estante na The D.E.O. e cada um poderia ser o solista ou o band-leader de qualquer outra orquestra. Era um gênio ao lado do outro com um super gênio no comando.

Em 1965 Pulitzer de Música escapou-lhe entre os dedos e na sua verve e elegância saiu-se com esta frase: "o destino foi tão gentil comigo e não quereria vê-lo famoso tão cedo". Tinha 66 anos. Uma vida tão rica de sucesso fez de Duke Ellington não só o exímio pianista, compositor, arranjador mas uma pessoa ímpar, um gentleman.

Morreu em 24 de maio de 1974 em Woodlawn no Bronks em New York. Em 1997 foi erigido um memorial para Duke no Central Park no cruzamento da 5th com a 110th interseção conhecida como Duke Ellingtton Circle. Em Washington, DC, existe hoje a escola The Duke Ellington School of Arts que encaminha e orienta carreiras com programas fortes voltados para a profissionalização na música.

DISCOGRAFIA

Um número considerável de prêmios e honrarias e uma quantidade incrível de discos compõem o legado de Duke, a lista a seguir arrola alguns dos mais significativos: On The Air (1940); Take The "A" Train (1941); Black, Brown And Beije (1943); Live At The Hurricane (1943); Duke's Joint (1945); Happy Go Lucky (1946); Live At The Hollywood Bowl (1947); Carnegie Hall (1948); Great Times! (1950); Masterpieces By Ellington (1951); Duke On Tha Air (1952); Duke Ellington Plays (1954); The Duke And This Men (1955); The Complete Porgy And Bess (1956); In A Mellow Tone (1957); Live At Blue Note (1959); Live At Monterrey (1960); Paris Blues (1961); Money Jungle (1962); Soul Call (1966); New Orleans Suite (1970); The One's For Blanton (1972) e Eastbourne Performance (1971).   

 


 

 

18/04/2016

Duke Ellington e o histórico Money Jungle com Charles Mingus e Max Roach

Miles by Irving Penn

MILES DAVIS 

Nasceu em 26 de agosto de 1926 de uma família afro-americana em Alton. Illinois e seu pai, o dentista Miles Dewey Jr., e por isso Miles Dewey Davis III, o levava sempre à igreja e o gospel incutiu cedo no menino a apreciação pela música.  Sua mãe, Cleota May era uma razoável pianista e gostaria de ver o já rapaz à frente do instrumento mas seu pai o presenteou com um trompete e ainda por cima lhe arranjou aulas do instrumento. Seu primeiro mestre, Elwood Buchmann uma vez conservador preferia os sons mais redondos e equilibrados o que não agradava ao jovem que aos treze se rebelou pela primeira vez.

Experiencias aos dezesseis no Elk Club, Eddie Randall's Band, convite de Sonny Stit e com Billly Ekstine que tinha em sua orquestra Dizzy e Parker que o ouviram e queriam engajá-lo. A atitude dos já profissionais levaram seus pais a entenderem que tinham um diamante bruto nas mãos e o encaminharam para estudos acadêmicos formais em 1944. Mudou-se para New York e passou a estudar na Julliard School Of Music e a procurar seu ídolo, Charlie Parker.

Foi no Minton's Playhouse que encontrou o êmulo e retomou seu circuito jazzístico agora em New York. Além de Parker eram habitueés Fats Navarro, J J Johnson, Freddie Webster e eventualmente Thelonious Monk e Kenny Clarke. O contato com esses nomes e a europeização da Julliard, o que o incomodava muito, fizeram com que seu pai lhe permitisse sair da escola e profissionalizar-se como músico. Começou na 52th Street com Coleman Hawkins e Eddie "Lockjaw" Davis em 1945. Até 1948 foi um crescendo de experiencias junto a todos os grandes nomes do bebop. Gllespie, Roach, Mingus, Ekstine (de novo), Jordan e Powell até chegar o maestro e arranjador Gil Evans que o encaminhou para o novo e para a "social music".

Os arranjos de Gil, John Lewis, Gerry Mulligan e Claude Thornhill levaram Miles a encarar um noneto, formação pouco usual, mas que requisitava talento, virtuose e elevada técnica musilcal. O noneto durou até 1950 e a presença de músicos brancos não agradava aos componentes negros e Miles os fez entender que o que estava em jogo era a música e não a cor dos pares. Um contrato com a Capitol concedeu ao grupo muitas sessões de gravação até abril daquele ano ainda gerou material que, em 1956, iria fazer nascer o "cool", gênero que identificava a linha e a tendencia da música de Miles seu criador e patrocinador com o advento do, talvez, mais importante volume de jazz de todos os tempos The Birth Of Coll. A chegado do sucesso trouxe o que parecia ser inevitável nesses tempos de jazz, a droga que o levou a separar-se de Gréco, mãe de seus dois filhos, e o jogaram numa forte depressão, embora tenha cotinuado a produzir e ombrear-se agora aos grandes, o levou a um estado de irritabilidadde e distanciamento que afastava pessoas e imprensa. O aparecimento de pólipos em sua laringe o obrigou em outubro de 1955 a uma cirurgia que os eliminou mas trouxe uma significativa alteração em sua voz acentuando a pátina de mistério que já o envolvia.

Até 1963 foram anos de quintetos e sextetos e de grandes produções e companheiros de altíssima qualidade, John Coltrane, Red Garland, Paul Chambers, Sonny Rollins, Art Taylor, Wynton Kelly, Kenny Clarke, Jimmy Cobb  mais os europeus Barney Willen, Pierre MIchelot e René Urtreger juntos, misturados e separados fizeram seis ou sete discos.

Nesse espaço de tempo uma pessoa jamais deixou de estar ao lado de Miles, Gil Evans e com ele, paralelamente as viagens, quitetos, sextetos surgem Miles Ahead!, Porgy And Bess, Sketches Of Spain e Quiet Nights e até o segundo grande quinteto em 1968 foi uma sucessão de projetos, gravações, apresentações pelo mundo. Destacam-se nesse período, além das citadas, o album Milestones da formação nesse período do primeiro grande quinteto com George Coleman, Ron Carter, Herbie Hanckok e Tony Williams que atua até 1965, desse tempo se tem My Funny Valentine e Four And More. Miles Smiles inaugurou o segundo grande quinteto que já apresentava variações e elementos eletrônicos Wayne Shorter, Chick Corea, Dave Holland e Tony Williams e um novo universo se descortina para o visionário Miles. ESP, The Complete Live At Plugged Nickel, The Sorcerer, Nefertiti e Filles de Kilimanjaro são o produto desse tempo novo, também.

Até 1975 Miles se misturou com todos os sons, Sly, Hendrix, McLaughlin, Airto, Sivuca, Stockhausen, Santana, Steve Miller, Greatful Dead e o som produzido não podia se chamar se não jazz-rock-fusion e desse período se destacam In a Silent Way e Bitches Brew e droga em cima.

De 1981 até sua morte, em 1991, aos 65 anos, a produção não parou mas seus processos não seguiam mais o curso anterior ainda que tenha se reconciliado com Cecily Tyson e superado o vício a embocadura demorou a voltar depois de três anos sem tocar Decoy, The Man With a Horn e You're Under Arrest foram produtos desse retorno e mais uma série de misturas Cindy Lauper, Michael Jackson, Public Image. Tutu, Amandla, Siesta e Dingo foram os últimos trabalhos e em 1990 recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award.

Morreu em 28 de setembro de 1991 de AVC, pneumonia e insuficiência respiratória em Santa Mônica, está enterrado no Cemitério de Woodlawn in New York.

PRÊMIOS E DISCOGRAFIA

Miles era um campeão de prêmios - Down Beats (2) Grammys (8) mais o Lifetime Achievement, Sonning Award (Dinamarca) Doctor of Music (New England Conservatory) Legião de Honra (Paris), RIAA (o triplo de platina) e Calçadas da Fama (2 - Hollywood e St. Louis). Disco em estudio, ao vivo, Cds e DVDs, coletâneas e homenagens são incontáveis, citamos alguns dos mais significativos: First MIles (1945); Cool Boopin' (1948); Birth Of Cool (1950); Dig (1951); Blue Haze (1954); Blue Moods (1955); Cookin', Relaxin', Workin' e Steamin' with The Miles Davis Quartet (4 volumes de 1956); Miles Ahead! (1957); Milestones (1958); Kind Of a Blue (1959); Sketches Of Spain (1960); ESP (1965); Filles de Kilimanjado (1968); Bitchs Brew (1969); On The Corner (1972); Decoy (1983); Tutu (1986) e Doo-Bop (1992). As gravações ao vivo mais significativas são: My Funny Valentine (1964); The Complete Live At The Plugge Nickel (1965); Live At Fillmore East (1970); Miles! MIles! Miles! (1981) e Live Around The World (1988/1991). 

 

 

 

 

 

 

12/04/2016

Miles Davis - Birth Of Cool.

10/04/2016

Billie by wikipedia.org

BILLIE HOLLIDAY

Eleonora Fagan Gough veio ao mundo em 7 de abril de 1915 em Philadelphia na Pensilvania filha de adolescentes, quinze o pai banjoísta e guitarrista e treze a mãe criança ainda e aí imagina-se a infância de Billie. Violência, internação em casa de correção, trabalho em prostíbulos e aos catorze prostituição.

Aos quinze, mãe prostituta e vida mundana sem lugar para morar saiu em desespero para tentar ganhar algum e ofereceu-se como dançarina em um clube, desastre total. O pianista da casa penalizado tangeu as cordas do piano e lhe permitiu cantar. Aí o bicho pegou, arrumou emprego e nasceu a lady que de prostituta iniciante virou uma diva, uma superstar do jazz.

Sem educação formal só contava com o seu talento inato, Bessie Smith e Louis Armstrong como influências a dar os primeiros e importantes passos na carreira. Por três anos trabalhou em casas diversas até o primeiro registro fonog´rafico e junto de um gigante da época - Benny Goodman. No Harlem, em New York Eleanora virou Billie depois de pasar por Duke, Teddy, Count, Art e Louis e no crivo de "Press" (Lester Young) virou "Lady Day".

Em 1940 o sucesso não foi suficiente para barrar o advento das drogas e do álcool que determinou sua trajetória, sua música e sua voz, mas gravou nesse peíodo cerca de cinquenta canções cheias de swing, intimismo e sensibilidade à flor da pele.

O sucesso a acompanhou até 1947. God Bless The Child, Traverlin' Light, Lover Man, Don't Explain, What Is This Thing Called Love, Strange Fruit, Embraceable You, Grammys Awards, Metronome Awards, Count Basie, Louis Armstrong, Lester Young e Teddy Wilson entre outros músicas, prêmios e músicos abalizados foram sua companhia.

Entre 1948 e 1952 altos e baixos, prisões por porte e uso de droga, sucesso absoluto no Carnegie Hall, Crazy He Calls Me, Lady In Satin, I Loves You Porgy, Now Baby Or Never, aparições em filmes, apresentações em boates e clubes de jazz de todo tipo e medida permearam esse tempo.

Até 1959, ano se sua morte, andou pelo mundo, usou álcool e todo tipo de drogas possíveis e imagináveis, era uma diva, era "Lady Day", o máximo, e Bud De Franco, Red Norvo, Sonny Clarke, Jimmy Rainey, Red Mitchel, novas músicas Too Marvelous For World, Willow Weep For Me, I Thought About You, Fine And Mellow e a sua música autobiográfica Lady Sings The Blues, marcaram o seu paradoxal caminho dos tropeços da droga e do amparo do sucesso.

Cirrose hepática agravada por um edema pulmonar e descontrole cardíaco resultados da falta de controle das drogas e álcool a levaram morte em 17 de julho. Católica como era recebeu a unção e está num jazigo em New York na Igreja de São Paulo Apóstolo em Manhattan. Morreu a Lady e nasceu a estrela.

DISCOGRAFIA 

São quatro filmes, seis Hall Of Fame, quatro Grammys póstumos, sete outras honrarias diversas e doze os registros fonográficos: Billie Holliday Sings (1952); An Evening With Billie Hollliday (1952); Billie Holliday (1954); Stay With Me (1955); Music For Torching (1955); Velvet Mood (1956); Lady Sings The Blues (1956); Boduy And Soul (1957); Songs For Dinstingueés Lovers (1957); All Or Nothing At All (1958); Lady In Satin (1958) e Last Recording (1959).

 

10/04/2016

Billie Holiday com Jimmy Rowlles ao piano interpretando My Man.