Jim Hall

JIM HALL

James Stanley Hall nasceu em Buffalo a 04 de dezembro de 1930 mas logo mudou-se para Cleveland. De uma familia de músicos, mãe pianista e tio guitarrista teve seu caminho traçado aos dez anos. O presente de Natal, uma guitarra, tomou seu tempo de jovem e aos treze ouvindo Charlie Christian decidiu-se pela música. O jovem então trilhou o caminho dos profissionais da cidade e em princípio e para melhor adaptar-se ao meio iniciou pelo contrabaixo. Suas maiores influencias naquele momento foram os metais de Coleman Hawkins, Lester Young, Paul Gonsalves e Lucky Thompson. Ao decidir-se pela guitarra as as mãos dos mestres Chalie Christian e Barney Kessel definiram seu estilo.

Os seus estudos formais aconteceram no Cleveland Institute Of Music onde formou-se em teoria musical e composição e estudou piano e baixo até 1955. No ano seguinte mudou-se para Los Angeles onde o cool estava no auge. Lá aproveitou para aperfeicoar-se nas guitarras com Vincent Gomez e em 1956 compunha o Chico Hamilton Quintet e foi aí que ganhou a atenção dos grandes.

Junto de Jimmy Giuffre pode dar vazão ao sua próprias preferencias musicais. Em 1959 ensinou na Lennox School Of Music e excursionou com o Jazz At The Phillharmonic e trabalhou com Ben Webster, Bill Evans, com Ella Fitzgerald em 1960,  com Lee Konitz em 1961, Sonny Rollins em 1962, Art Farmer em 1963 e 1964 e Pul Desmond em todo o período (de 1959 a 1965). Compôs também o Tommy Flanagan Trio com Ron Carter até 1965 e depois Red Mitchell. Músicos como Terry Clarke e Don Thompson e George Shearing fizeram parte de sua vida, evolução e as reuniões criativas com Carter e Mitchel continuaram até 1985.

Na década de 90 Hall continuou suas viagens e gravações ao redor do mundo, como titular e sideman e gente do quilate de Bill Stewart, Andy Watson, Scotty Cooley, Chris Potter, Michel Petrucciani, Wayne Shorter, Bill Frisell, Pat Metheny, John Scofield e Joe Lovano cresceram junto com o mestre.

Nos anos 2000 trabalhou em projetos os mais diversos como First World Guitar Congress, atuações junto da Baltimore Symphony e em 2004 foi premiado pelo NEA Jazz Master como Fellowship . Em 2005 co-fundou o ArtistShare e realizou o Magic Meeting em 2006. Em 2010 trabalhou num projeto ligado à ArtistShare The Live Project. Em 2012 com a Blue Note em New York para a promoção de festivais nos EUA e na Europa.

Em 10 de dezembro de 2013 morreu dormindo em seu apartamento em Manhattan New York.

DISCOGRAFIA

São 43 volumes como líder e mais 70 como sideman. Alguns títulos mais importantes passamos a listar - Jazz Guitar (1957); Interplay (1962); Undercurrent (1963); Two Jims and Zoot (1964); Alone Together (1972); Live In Tokyo (1976); Jim Hall & Red Mitchell (1978); Conceierto de Aranjuez (1981); Loosie Blues (1982); Telephone (1985); Live At Town Hall vol I e II (1990); Something Special (1993); Live at Village Vanguard (1997); Jim Hall & Pat Metheny (1999); Grand Slam (2000); Hemispheres (2008); e Live At Birdland (2013). 

 

08/07/2016

Jim Hall & Michel Petrucciani - Beautiful Love

Charles Parker Jr

CHARLIE PARKER

Kansas City viu nascer em 20 de agosto de 1920 Charles Parker Junior ou Yadbird ou mais simplesmente Bird o mentor do bebop, o único filho de Adelaide and Charles Parker. Frequentou o Lincoln High School por dois anos e depois juntou-se aos músicos locais, porque aos onze já tocava saxofone e aos catorze já procurava companheiros para tocar. Seu pai, frequentemente, se ausentava porque acopanhava o circuito vaudeville Theatre Owner's Booking Association (TOBA) , mas o incentivava sempre posto que pianista, dançarino e cantor que era.

Parker foi influenciado inicialmente por Count Basie e Bernnie Motten. Em uma entrevista Paul Desmond relatou que para atingir a técnica necessária para tornar-se não só um profissional mas obter algum destque era preciso muitas horas de dedicação diária. Parker tomou isso como meta e passou a estudar com vigor e nesse contexto teve o apoio de Buster Smith que com suas transições dinamicas (duplas e triplas) influenciou Parker na composição de seu estilo.

Um incidente em 1937 em que se envolveu com Jo Jones, então baterista de Count Basie, Parker que debutava ficou bastante preocupado com a reação do músico à sua pouca e incipiente tecnica que retirou para estudar e voltar um novo homem um ano depois.

Em 1938 o jovem músico retornou e Jay McShann o contratou. A banda trabalhava fazendo turnês entre bares e casas de show no circuito Chicago-New York e numa dessas viagens um dos veículos sofreu um acidente e Parker machucou-se seriamente, levado ao hospital encontrou-se com a morfina e dela para a heroína ao ter alta foi um pulo. O jovem de 20 anos já era, para não fugir à regra, um viciado em drogas.

Em 1942 deixou a banda de Jay McShann e trabalhou por um ano com Earl Hines cuja banda incluia Dizzy Gillespie e a parceria seria para sempre. Juntando-se em seguida a músicos "que tocavam diferente" como Thelonious Monk, Charlie Chritian e Kenny Clarke passaram a tocar nos points da época como o Minton's Place, Clark Monroe's Upton House e bares da Rua 52. Parker nunca deixou de estudar e nesse período seu mestre era Maury Deutsch.

Desde 1939 quando numa jam session tocou Cherokee com o guitarrista Biddy Fleet percebeu um inovador jeito de tocar do qual, embora latente por um grande período de tempo, nunca deixou de estar presente em seus estudos e no seu estilo e em novembro de 1945 a Savoy Records abriu uma oportunidade para Parker gravar e junto com Gillespie, Miles, Curly Russel e Max Roach produziu a famosa Ko- Ko session que mudou os rumos do jazz e nasceu o bebop.

A bebop então se alastrou no meio e muitos expoentes apareceram e o estilo teve seu auge com a gravação ao vivo no teatro Massey Hall em Toronto, ainda que tenha sofrido a concorrência, no mesmo dia, do boxe de Rocky Marciano que enfrentava Joe Walcott, e não tenha tido o público que se esperava fez nascer o LP Jazz At Massey Hall que é sem dúvida um marco do bebop. Dividiu o palco com Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach.

Entre 1946 e 1955, ano em que morreu, Bird brigava com a droga para tocar seu saxofone e criar e apesar do apoio da grande mecenas Baronesa Pannonica de Konigswarter teve uma existência atribulada que destruíu impiedosamente o mito. Morreu aos 44 de múltiplas causas e era tal a degeneração causada pela heroína que parecia uma pessoa de 70 anos. Nunca voltou a Kansas City até morrer e hoje está enterrado no Lincoln Cemetery e a escultura Bird Lives de Robert Graham domina uma das praças centrais de sua terra natal. E sua importância foi tanta que Miles Davis resumiu o jazz em quatro palavras "Lous Armstrong Charlie Parker".

DISCOGRAFIA

Parker legou como sideman, gravações ao vivo e gravações em estudio cerca de 150 registros, destacamos alguns dos mais importantes: Charlie Parker (1943); Charlie Parker Sextet (1945); Charlie Parker Rebeboppers (1945); Jazz At Phillarmonic (1946); Charlie Parker Quintet (1946); Charlie Parker And The Nat King Cole Trio (1946); Charlie Parker All Stars (1947); Apartament Jam Sessions (1950); Charlie Parker's Jazzers (1951); Charlie Parker with Strings (1951); Miles Davis Sextet (1953) e Charlie Parker Quintet (1954).

 

 

 

02/07/2016

Charlie Parker (sax alto) Dizzy Gillespie (trompete), Dick Hyman (piano), Sandy Block (baixo) e Charlie Smith (bateria) tocando Hot House em filme de 1952 gravado no Dumont Television Studios em New Yprk.

27/06/2016

Keith Jarret

KEITH JARRET

Nasceu em Allentown, Pennsylvania em 08 de maio de 1945, de mãe húngara e pai irlandês. Cresceu nos subúrbios da cidade e em contato significativo e precoce com a música, além de possuir o fogo absoluto e um talento prodigioso. Começou com lições de piano aos três anos, aos cinco já aparecia em programa de caça talentos de Paul Whiteman na TV e aos sete anos fez o seu primeiro concerto formal tocando Mozart, Bach, Bethoven e Saint-Säens e o terminou com duas composições suas. Encorajado, especialmente por sua mãe, passou a tomar lições com Eleanor Sokollof do Curtis Institute.

Na juventude Keith estudou na Emmaus High School e desenvolveu rapidamente um forte interesse pelo jazz e o contato com a música de Dave Brubeck o inspirou a aprofundar seus estudos em Paris com Nadia Boulanger. Após terminar seus estudos na Emmaus mudou-se para Boston e foi admitido pela Berklee College of Music e passou a tocar em bares e clubes. Em seguida mudou-se para New York e o Village Vanguard foi seu palco.

Em New York foi contratado por Art Blakey para o Jazz Messenges e Jack de Johnette imediatamente reconheceu no pianista talento e uma insuperável fluidez. Recomendou-o a Charles Lloyd que, buscando novas formas e conteúdos para suas experiências, encontrou em Keith o elemento que faltava. Em 1966 o álbum Forest  Flower levou o quarteto a receber o convite para tocar no The Fillmore em San Francisco e as turnes pelo país e Europa deram ao pianista destaque nos circuitos do rock e do jazz underground.

Keith, então, passou a liderar pequenos e informais grupos nos quais a companhia Charlie Haden ao baixo e Paul Motian a bateria permitiram os registros como Life Between The Exit Signs e Restorations Ruin pelo selo Vortex e Somewhere Before pela Atlantic. Adicionou ao trio o saxofonista Dewey Redman, evenualmente os percussionistas Airto Moreira e Gulherme Franco mais o guitarrista Sam Brown. Passeou também pelos combos de Miles Davis se alternando ao keyboard  com Chick Corea. Atuou com Miles Live At Fillmore East e Cellar Door Sessions

No meio dos '70s associou-se à ECM e com Jan Garbarek, Palle Danielson e John Christensen levou ao jazz europeu um desenho americano o que caracterizou sua passagem pelo selo alemão. A partir daí não seu prestígio ganhou escala elevada e suas performances, ainda que com o viés jazzistico passaram a privilegiar a execução clássica de standars em longos solos. Os concertos passaram a ter somente o pianista e dado seu domínio e liberdade na execução das peças lhe granjeou respeito e continuidade.

Essa nova realidade não o demoveu do cenário de trios e quartetos que continuam a ser gerados com os mais qualificados componentes. Durante os '80s e '90s uma série de registros foram feitos. Um dos comportamentos mais marcantes de Keith são suas vocalizações, guinchos e grunhidos e uma intolerância doentia ao barulho de sua audiência e à fofografia durante a execução de suas peças.

De seus quatro irmãos dois são músicos, Chris é também pianista e Scott é compositor e produtor musical e seus filhos Noah e Gabriel são, respectivamente, baixista e baterista. Jarret vive em New Jersey em uma casa de fazenda do século XVII que converteu em um super estudio onde mais facilmente desenvolve sua arte.

DISCOGRAFIA

São 72 registros como titular de conjuntos jazzísticos ou em performances solo, 14 registros de clássicos, 13 compilações e 27 registros como sideman para artistas como Miles Davis, Charles Lloyd, Airto Moreira, Freddie Hubbard, Charlie Haden, Gary Peacock e Scott Jarret entre outros. Citamos a seguir alguns dos mais importantes: Life Between Exit Signs (1967); Somewhere Before (1968); Birth (1971); Expectations (1972);  Solo Concerts: Bremen/Lausanne (1973); Back End (1974); The Köln Concert (1975); Hyms/Spheres (1976); My Song (1977); Nude Ants (1979); Standards volumes I e II (1983); Dark Intervals (1987); The Cure (1990); At The Blue Note (1994); Whisper Not (1999); Up For It (2002); The Carnegie Hal Concert (2005); Last Dance (2007); Rio (2011) e Creation (2014). 

 

KEITH JARRET

Keith Jarret - Summertime - Tokyo 1987

20/06/2016

Pat Maetheny

PAT METHENY

Patrick Bruce Metheny, o garoto prodígio, nasceu em Kansas City em 12 de agosto de 1954. Iniciou no tropete aos oito anos, aos doze trocou pela guitarra e aos quinze já tocava com os melhores músicos de jazz de Kansas City o que lhe conferiu experiência em bandas desde muito jovem. Seu primeiro sucesso internacional ocorreu em 1974 com o lançamento de seu primeiro e supreendente álbum Bright Size Life no qual, segundo os críticos da época, reinventou o som tradicional ds guitarra jazz.

A sua carreira foi planejada de modo a transitar por todo tipo de música instrumental. Primeiro associou seu nome a uma produtora de grande prestígio na música moderna (ECM) passando depois pelo pop (Geffen) até chegar a umagravadora de amplo espectro. (Warner Bros.). Passeou pelo jazz-rock e durante anos esteve juntos de uma diversidade grande de músicos tais como Ornette Colleman, Brian Meldhau, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, Joni Mitchel, Milton Nascimento e Dave Bowe.

Consolidado como grande músico e para alguns uma figura chave na música instrumental dos 90 até hoje formou uma parceria com Lyle Meys por mais de vinte anos e sua obra inclui composições para guitarra solo, instrumentos elétricos e acústicos, grandes orquestras e peças para ballet com passagens que variam desde o jazz moderno passando pelo rock e envolvendo também a música classica.

Na área acadêmica Pat também deixa a sua marca como, por exemplo, o professor universtiário mais jovem da história da Universidade de Miami e da Berklee College Of Music onde recebeu o título de doutor honorário em 1996. Ensinou em work shops em várias parters do mundo desde o Dutch Royal Consevatory até o Thelonious Monk Institute Of Jazz.

Metheny estuda e escreve muito e continua, até hoje, aberto a todo tipo de influência e nessa linha acaba por fazer trabalhos de caráter comercial também sem, entretanto, perder a qualidade e a execução perfeitas.

É, em consequencia de estar quase sempre à frente de seu tempo, um ganhador de prêmios tipo "melhor guitarista de jazz". Grammys (20) em várias categorias, discos de ouro (Still Life, Letter From Home e Secret History) e o Pat Metheny Group ganhou sete Grammys consecutivos com sete álbuns consecutivos.

Há muito tempo, desde 1974, Metheny dedica a boa parte de sua vida a turnês e viagens, cerca de 180 por ano, e continua a ser uma das estrela mais brilhantes do mundo do jazz sempre com um projeto em andamento e participando ativamente de projetos de outros músicos incrementando sua carreira e colaborando com as de seus parceiros.

DISCOGRAFIA

Considerando a atividade é de se esperar uma lista enorme de registros e isso acontece de verdade. São 47 álbuns, 12 video álbuns e uma coisa muito incomum para um artista vivo 4 álbuns tributo de outros músicos. Alguns de seus álbuns mais famosos são: Bright Size Life (1976); Pat Metheny Group (1978); American Garage (1979); Offramp (1982); First Cicle (1984); Still Life (1987); Secret History (1992); I Can See Your House From Here (1994); Imaginary Day (1997); Jim Hall & Pat Metheny (1999); One Quiet Night (2003); Metheny/Meldhau (2006); What's It All About (2011); Tap (2013) e The Unity Session 2016).

PAT METHENY

Jazz Baltica 2003 - Pat Metheny Quartet

16/06/2016

Oscar Peterson

OSCAR PETERSON

Oscar Emmanuel Peterson nasceu em Montreal, no Candá, em 15 de agosto de 1925 e desde os cinco anos recebeu o incentivo e a companhia de seu pai, Daniel, nos estudos de trompete e piano. A opção pelo piano surgiu após uma doença pulmonar. O florescimento do jazz em sua infância e a vizinhança que embarcou na moda despertaram no garoto o gosto pelo jazz e a influencia de Daisy, sua irmã o arrastou pra a música clássica. Essa mistura de jazz e clássico mais a imensa vontade de aprender e progradir inata no garoto abriram caminho para a virtuose.

Na figura de Paul de Marky, discípulo de Istvan Thomán e por sua vez pupilo de Lizt, teve a base do aprendizado somados ao boogie-woogie e o ragtime da época transformaram Peterson no "Brown-Bomber of Boogie-Woogie" que aos nove anos já possuia um controle do instrumento que impressionava profissionais. 

Por muito tempo o garoto Oscar praticava piano por até seis horas diárias, aos catorze anos reduziu a prática a duas horas. Aos quize venceu uma competição musical nacional promovida pela Canadian Broadcasting Corporation, saiu da escola e transformou-se no pianista num show de rádio semanal e passou a tocar em hotéis e music-halls.

Muitos artistas influenciaram Oscar e entre eles Teddy Wilson, Nat Cole, James P. Johnson e Art Tatum a quem muitos compararam o rapaz por muitos anos. A timidez e o respeito que tinha por Art acabou por fazê-los amigos mas raramente Oscar tocava em sua presença.

Oscar creditava sua virtuose pianistica à irmã e Rachmaninoff e Bach eram presenças constantes no seu repertório inclusive depois de famoso apresentava seus concertos com seu trio mais conhecido com Ray Brown e Herb Ellis e, ainda que privilegiasse o jazz, era comum o uso de peças clássicas nas apresentações.

O passo definitivo para Oscar se integrar ao mundo do jazz veio de um empresário americano, Norman Granz, que tinha um projeto chamado Jazz At Philarmonic que era como uma luva para a mão de Peterson. Granz o ouviu em um programa de rádio no taxi que apanhou aeroporto de Montreal e simplesmente ordenou ao motorista que o levasse onde aquele prodígio estava tocando. Em 1949 Oscar estrelou o show no Carnegie Hall em New York.

Foram várias as formações que OP usou durante o seu caminho no jazz. Duetos, trios e quartetos e sempre com parceiros da mais alta qualidade que se aproximavam daquele tímido músico canadense e se rendiam ao talento e virtuose. Guitarristas como Herb Ellis, Irvng Ashby e Barney Kessel, baixistas como Ray Brown, Niels Henning Orsted Pedersen (NHOP) e Sam Jones, trumpetistas como Clark Terry e Louis Armstrong, bateristas como Louis Hayes e Ed Tighpen foram constantes em seu estrada. A parceria mais longa foi com Ray Brown, o mago do contrabaixo.

OP criou no anos 60s a Advanced School Of Contemporary Music em Toronto e por quatro anos ministrou e monitorou cursos que só não foi adiante porque precisava dar conta de turnes e apresentações. Foi também o mentor do programa de jazz da York University nos 90s. Publicou estudos de piano-jazz para praticantes e promoveu estudos avançados de Bach, especialmente o Cravo Bem Temperado e a Arte da Fuga, além de estudos das variações de Goldberg. Bennie Green e Oliver Jones estiveram entre seus alunos.

Oscar teve artrite quando criança e em 1993 em função do seu elevado peso perdeu muito de sua mobilidade com tratamentos e regimes recuperou-se e voltou à ativa prosseguindo até 2003 com suas viagens e novas parcerias, são dessa época NHOP, Ulf Wakenius, Martin Drew, David Young, Monty Alexander, Jeff Hamilton e Martin Queen.

Em 2007 a sua saúde declinou tão intensamente que se viu obrigado a cancelar a participação no Toronto Jazz Festival. Em junho foi homenageado no Carnegie Hall com uma performance de estrelas do jazz. Em 23 dezembro do mesmo ano vítima de uma falência renal faleceu em sua casa em Mississauga no Canadá. Deixou sete filhos, a quarta esposa Kelly e sua filha Celine, nascida em 1991.

HOMENAGENS

Sua reconhecida qualidade correu o mundo e engrandeceu seu país de origem. O Canadá nunca deixou de homenagear seu ilustre filho e uma penca de prêmios, comendas, citações compõem, além de sua música,  o seu legado:

Ofice of The Order Of Canada; Member of The Order Of Ontario; Chevalier Of The National Order Of Quebec; Officer da Ordre des Artes et de Lettres da França; Chancelor of The York University; Doutorados das Universidades de Carletton, Queen's, Concordia, MacMaster, Mount Allison, Victoria, Western Ontario, York, Toronto, Laval, Northwestern e Niagara as duas últimas nos Estados Unidos. São dez escolas no país que levam seu nome e em junho de 2010, na cidade de Otawa a Rainha Elizabeth II inaugurou a estátua de Oscar em tamnho natural durante o seu tour real pelo país.

DISCOGRAFIA

De 1945 ano de sua primeira gravação, I got Rhythm até 2007 foram mais de 200 aparições em disco entre performances como sideman, componente de conjuntos e combos e como titular de duo, trios e quartetos. Destacamos algumas das mais significativas: Oscar Peterson At Carnegie Hall (1950); Oscar Peterson plays Duke Ellington (1952); Buddy de Franco e Oscar Peterson plays Gershwin (1954); Oscar Peterson At Concertgebouw (1958); A Jazz Portrait Of Frank Sinatra (1959); Dez Songbooks com diversos compositores americanos (1959); The Sound Of The Trio (1961); Put On a Happy Face (1962); Night Train (1963); Canadian Suite (1964); Exclusiveky For My Friends (1968); Hello Herbie (1969); Reunion Blues (1971); The Good Life (1973); Oscar Peterson e Clark Terry (1975); The Personal Touch (1980); If You Colud See Me Now (1983); Time After Time (1984); Oscar In Paris (1996); A Night in Vienna (2004) e The Very Tall Band (2007).

 

OSCAR PETERSON

Oscar Peterson - Ao vivo no Ronnie Scott's em 1974.