16/10/2016

Aaron Thibaux Walker

 T-BONE WALKER

Walker nasceu em Linden, no Texas, de ascendência afro americana e cherokee. Quando ele era jovem, sua família mudou-se para uma região no sul de Dallas conhecida como Oak Cliff onde ele encontrou e aprendeu com Blind Lemon Jefferson, um outro músico de blues. A primeira gravação de Walker foi "Wichita Falls Blues"/"Trinity River Blues", pela gravadora Columbia Records em 1929 com o nome de Oak Cliff T-Bone.

Seu som característico não surgiu até 1942, quando Walker gravou "Mean Old World" pela Capitol Records. Seus solos de guitarra elétrica estão entre os primeiros a serem ouvidos nas gravações do blues moderno.

A maioria de suas produções aconteceu de 1946 a 1948 na Black & White Records, inclusive "Call It Stormy Monday (But Tuesday Is Just As Bad)" de 1947, com sua famosa faixa de abertura, "They call it stormy Monday, but Tuesday's just as bad". Seguido por seu "T-Bone Shuffle": "Let your hair down, baby, let's have a natural ball". Ambos são considerados blues clássicos. B. B. King disse que "Stormy Monday" foi o que o inspirou a pegar na guitarra. A canção também é a favorita dos The Allman Brothers Band.

Ao longo de sua carreira ele trabalhou com músicos de alta qualidade, como Teddy Buckner (trumpete), Lloyd Glenn (piano), Billy Hadnott (contrabaixo) e Jack McVea (tenor sax).

Após seu trabalho com a Black & White, ele gravou de 1950 a 1954 com a Imperial Records. A única gravação de Walker pelos próximos cinco anos foi T-Bone Blues, gravado em três etapas distintas, em 1955, em 1956 e em 1959 sendo finalmente lançado pela Atlantic Records em 1960.

No início da década de 1960, a carreira de Walker começou a decrescer, apesar de sua apresentação no American Folk Blues Festival em 1962 com Memphis Slim, entre outros. Surgiram então alguns álbuns como I Want a Little Girl até ganhar um Grammy Award em 1971 com o seu Good Feelin' (Polydor).

T-Bone Walker morreu em 1975 coma idade de 64 anos. Está enterrado no Inglewood Park Cemetery em Inglewood, California.

A influência de Walker ultrapassou a sua música. T-Bone Walker foi o herói de infância de Jimi Hendrix e Hendrix procurou de alguma forma imitá-lo ao longo de sua vida.

DISCOGRAFIA

Wichita Falls Blues (1929); Trinity River Blues (1929); Mean Old World (1942); Bobby Sox Blues (1946); Call It Stormy Monday But Tuesday Is Just as Bad (1947); T-Bone Shuffle (1947);West Side Baby (1948) ;I Get So Weary (1961) ;Great Blues Vocals and Guitar (1963) ;The Legendary T-Bone Walker (1967); Blue Rocks (1968); I Want a Little Girl (1968); The Truth (1968); Feelin' the Blues (1969); Funky Town (1969); Good Feelin' (1969); Everyday I Have the Blues (1970); Dirty Mistreater (1973); Fly Walker Airlines (1973) e Well Done (1973).

16/10/2016

T-BONE WALKER - T-Bone Blues álbum de 1960 completo.

26/09/2016

BIG JOE TURNER

 Nascido Joseph Vernon Turner Jr. em 18 de maio de 1911, foi um cantor de blues de Kansas City, Missouri e de acordo com o compositor Doc Pomus, "O Rock And Roll nunca teria existido sem ele. Apesar de ter atingido sucesso nos anos 50 com suas gravações pioneiras de rock and roll, com destaque para "Shake, Rattle and Roll", a carreira de Joe Turner se estendeu dos anos 20 até a década de 80.

 Conhecido como "The Boss of the Blues", e Big Joe Turner por causa de sua altura e peso. Turner nasceu em Kansas City e descobriu seu amor pela música através da igreja. O seu pai morreu em um acidente de trem quando Joe tinha quatro anos. Ele começou cantando nas esquinas por dinheiro, abandonou a escola aos 14 anos de idade para começar a trabalhar na em bares noturnos de Kansas City, primeiro como cozinheiro, e mais tarde como garçon cantor, ficou conhecido como The Singing Barman, e trabalhou em lugares como o Kingsfish Club e The Sunset, onde ele e seu companheiro pianista Pete Johnson se tornaram artistas residentes. O The Sunset era administrado por Piney Brown. Turner escreveu a música "Piney Brown Blues" em sua homenagem, e cantou ela até o final de sua carreira.

 Joe Turner morreu em Inglewood, California em novembro de 1985, aos 74 anos, vítima de um ataque cardíaco, tendo sofrido os primeiros efeitos de artrite, um infarto e diabete.

 Big Joe Turner foi póstumamente introduzido ao Rock And Roll Hall Of Fame em 1987. Em 1983, apenas dois anos antes de sua morte, Turner foi introduzido ao Blues Hall Of Fame.

DISCOGRAFIA

"Roll 'Em Pete" (1938); "Honey Hush" (1953); "Shake, Rattle and Roll" (1954); "Flip Flop And Fly" (1955); "Cherry Red" (1956); "Corrine, Corrina" (1956); "Wee Baby Blues" (1956); "Love Roller Coaster" (1956); The Boss of the Blues (1956); Big Joe Rides Again (1959); Bosses of the Blues, Vol. 1 (1969); Texas Style (1971); Flip, Flop & Fly (1972); The Bosses (1973;  Life Ain't Easy (1974); The Trumpet Kings Meet Joe Turner (1974); e Kansas City Shout (1980).

26/09/2016

BIG JOE TURNER - Super Black Blues, junto com T-Bone Walker, George Smith, Paul Humphries e Ernie Watts e um show do baixo de Ron Brown "in comping" com Otis Span ao piano e com a guitarra de T Bone.

04/09/2016

BUDDY GUY

Tinha cinco irmãos e seus pais eram Sam e Isabel Guy. Cresceu sob os conflitos da segregação racial onde banheiros, restaurantes e assentos de ônibus eram separados para brancos e negros. Com sete anos de idade Buddy fez a sua primeira guitarra, um pedaço de madeira com duas cordas amarradas com os grampos de cabelo de sua mãe. Com ela passava o tempo nas plantações e desenvolvia as suas “técnicas” musicais. Depois ele ganhou a sua primeira guitarra de “verdade”, um violão acústico Harmony que hoje se encontra no Hall da Famado Rock And Roll, em Cleveland, nos EUA.

Em 1955, com 19 anos, Buddy trabalhava na Universidade Estadual da Louisiana. Nunca havia saído do estado quando em 1957 um amigo seu que era cozinheiro em Chicago foi visitá-lo e disse que ele precisava ir para Chicago tocar sua guitarra de noite e trabalhar de dia. Guy se interessou pela proposta financeira, pois poderia ganhar em torno de 70 dólares por semana e quem sabe sair de noite para ver os mestres Howlin' Wolk, Muddy Waters, Little Walter e de quebra, ainda aprender alguma coisa para tocar sua guitarra em casa. Em 25 de setembro de 1957 Buddy saiu de Lettsworth e chegou em Chicago. O choque foi grande, saindo do ambiente rural e chegando na metrópole totalmente urbana. Buddy arrumou um emprego e após alguns meses conseguiu uma audiência no 708 Club. Naquela noite chegou ao clube, em um Chevrolet vermelho, nada menos que Muddy Waters. Buddy foi servir sanduíche de salame para ele que perguntou se ele estava com fome. Buddy respondeu que, se ele era Muddy Waters, não estava mais com fome, encontrá-lo o alimentou.

Guy começou a tocar em bares de Chicago e seu estilo foi bem aceito. Ele começou a chamar atenção. Gostava de tocar como B.B. King e atuar no palco como Magic Slim. Resolveu, então, enviar uma fita para a gravadora Chess Records, selo tradicional do blues que contava com artistas como Willie Dixon, Muddy Waters Howlin' Wolf, Little Walter e Koko Taylor. Em 1960 começou a fazer as guitarras das gravações destes grandes mestres da Chess. Era sempre o primeiro guitarrista a ser chamado pela gravadora.

Mas Buddy não estava satisfeito, pois fazia apenas o acompanhamento. Ele queria mais, queria fazer suas próprias composições. Em 1967 gravou I Left My Blues em San Francisco Francisco pela Chess Records. Em 1968 foi para a Vanguard Records e gravou dois álbuns clássicos: A Man and His Blues e Hold That Plane. A partir desta época seu estilo agressivo e selvagem de tocar, além de seu vocal rasgante, começaram a chamar a atenção de músicos do rock, principalmente os ingleses. Eric Clapton disse em 2005 que Buddy Guy foi para ele o que Elvis Presley foi para muitos outros.

Em 1970 Buddy inicia uma parceria com o gaitista Junior Wells e lança o disco Buddy and the Juniors. Em 1972 sai Buddy Guy and Junior Wells Play the Blues, disco produzido por Eric Clapton, Tom Dowd e Ahmet Ertegun. Que pode ser considerado um dos melhores álbuns de Buddy, com clássicos do blues e composições próprias, num som límpido, simples e cru.

Em 1974 Guy se associa ao baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman, que produz e toca no álbum ao vivo chamado Drinkin’ TNT ‘n’ Somkin’ Dynamite.

Até quase o final dos anos 80 sua carreira declinou e só voltou a decolar a partir de 1989 quando Buddy abriu o clube “Buddy Guy Legends”, em Chicago, considerado o lugar preferido da maioria dos artistas de blues para se apresentar. Em 1990 - 1991 Guy tocou junto com Eric Clapton no Royal Albert Hall, em Londres, num show somente de guitarristas  Esta participação lhe proporcionou um contrato com a Silvertone Records, onde ele gravou diversos álbuns, mas o primeiro foi Damn Right, I’ve got The Blues, de 1991, que contava com a participação especial de Eric Clapton, Jeff Beck e Mark Knopfler. O disco obteve um sucesso incomum para a cena do blues: ganhou disco de ouro, vendeu 500.000 cópias e também ganhou o Grammy.

 Dois anos depois, em 1993, gravou Feels Like Rain e em 1994 Slippin’ in, ganhando o Grammy com os dois discos. O sucesso havia retornado com força. Foi um trabalho de persistência, como disse Buddy: “tinha colocado na minha cabeça que precisava continuar tocando, porque eu sentia que não tinha tido a chance de me expressar com minha guitarra e minha voz. Poucos me haviam ouvido, mas continuei tocando até que a chance veio com ‘Damn right, I’ve got the blues’ e aí estourei! Acho que alguém me ouviu, lá em cima!”

E assim veio em 1996 o disco ao vivo Live: The Real Deal, em 1998 Heavy Love, em 2001, Sweet Tea, onde Buddy retornou ao blues de raiz, em 2003 Blues Singer e por último, em 2005, Bring ‘Em in, onde Guy contou com a participação de Carlos Santana e John Mayer.

 Enquanto a música de Buddy Guy é freqüentemente associada ao blues de Chicago, seu estilo é único e inconfundível. Sua música pode variar desde o mais tradicional e profundo blues, à mais criativa, imprevisível e radical agregação entre blues, rock moderno e jazz livre, que se juntam a cada performance ao vivo de maneira inédita.

Em 2004, Jon Pareles , crítico de música pop do New York Times, escreveu: "Mr. Guy, 68, mistura anarquia, virtuosismo, blues denso e suas vertentes de uma maneira única, prendendo a si todas as atenções da audiência (...) Guy adora extremos: mudanças repentinas entre sons pesados e leves, ou um doce solo de guitarra seguido por um surto de velocidade, ou peso, improvisando idas e vindas com a voz... Seja cantando com doçura ou raiva, seja trazendo novas entonações a uma nota de blues, ele é um mestre da tensão e do relaxamento, e sua concentração e dedicação são hiponotizantes."

Alguns fãs de blues e críticos musicais acreditam que a discografia de Guy no período de 1960 a 1967 agrupa a melhor parte de seu trabalho. Algumas das novidades apresentadas por Buddy durante suas primeiras apresentações ao vivo foram capturadas pelos álbuns do "American Folk Blues Festival". Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page admiravam o lado mais radical de suas músicas, no início dos anos 60.

Suas músicas foram regravadas por Led Zepélin Eric Clapton, Rolling Stones, Steve Ray Vaughan, John Mayall, Jack Bruce, entre outros. Algumas de suas primeiras canções foram “roubadas” por Willie Dixon e pelas primeiras gravadoras por onde Guy passou. Além disso, Guy talvez seja mais conhecido por suas interpretações criativas sobre os trabalhos de outros músicos. Fãs de blues mais tradicionais parecem apreciar os seguintes álbuns: The Very Best of Buddy Guy, Blues Singer, Junior Wells' Hoodoo Man Blues, A Man & The Blues e I Was Walking Through the Woods.

Os fãs mais contemporâneos parecem preferir Slippin’ In, Sweet Tea, Stone Crazy, Buddy's Baddest: The Best of Buddy Guy, Damn Right, I’ve Got the Blues, e D.J. Play My Blues. Uma performance ao vivo pode ser assistida no vídeo Live! The Real Deal e ele ainda está presente nos seguintes DVDs: Lightning In a Bottle, Crossroads Guitar Festival, Eric Clapton: 24 Nights, Festival Express, e A Tribute to Stevie Ray Vaughan.

DISCOGRAFIA

 1965 Hoodoo Man Blues (1965); Chicago/The Blues/Today! vol. 1 (1966); I Left My Blues in San Francisco (1967); A Man and the Blues (1968); This Is Buddy Guy (1968); Buddy and the Juniors (1970); Play The Blues (1972); I Was Walking Through the Woods (1974); Live at Montreaux (1977); Live at the Checkerboard Lounge (1979); Stone Crazy (1981);Drinkin' TNT 'n' Smokin' Dynamite (1982); Buddy Guy (183) Royal Albert Hall (1990); Alone & Acoustic (1991); Damn Right, I've Got the Blues (1991) Buddy's Baddest: The Best of Buddy Guy (1991); The Very Best of Buddy Guy (1992) - The Complete Chess Studio Recordings (1992); Feels Like Rain (1993); Slippin' In  (1994) ; Live: The Real Deal (1996); Buddy's Blues (1997); As Good As It Gets (1998); Heavy Love (1998); Last Time Around - Live at Legends (1998); Sweet Tea (2001);  Blues Singer (2003); Chicago Blues Festival 1964 (2003); Bring 'Em In  (2005); Can't Quit The Blues (2006); Skin Deep (2008) e Living Proof (2010).

(extraído é adaptado da Wikipédia)

04/09/2016

Buddy Guy - Fever - Montreux Jazz Festival

17/08/2016

Ray Charles Robinson

RAY CHARLES

Ray Charles Robinson era filho de Aretha Robinson, agricultora e Bailey Robinson, mecânico ferroviário e faz-tudo, nasceu a 23 de setembro de 1930 em Albany, Georgia. Quando pequeno sua família mudou-se de sua cidade natal para Greenville, cidade de sua mãe.

Ray Charles não nasceu cego. Ele ficou totalmente cego aos sete anos de idade Charles nunca soube exatamente por que perdeu a visão,apesar de existirem fontes que sugerem que sua cegueira era devido a glaucoma, enquanto outras fontes sugerem que Ray começou a perder a sua visão devido a uma infecção provocada por água com sabão nos seus olhos, que foi deixado sem tratamento.Frequentou a Escola para Cegos e Surdos de Santo Agostinho, em St. Augustine, Flórida. Aprendeu também a escrever música e tocar vários instrumentos musicais, mas o melhor e mais conhecido é o piano. Enquanto ele estava lá, a mãe dele morreu seguido por seu pai dois anos depois.

Órfão na adolescência, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R&B. Quando o rock and roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou sucessos como I Got a Woman (gravada depois por Elvis), Talkin about You, What I'd Say, Litle girl of Mine, Hit The Road Jack, entre outros, reunindo elementos de R&B e gospel nas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro.

A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum gênero musical negro específico: conviveu com o jazz gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como Unchai ny Heart, Ruby, Cry Me A River, Georgia On My Mind e baladas country tais como Sweet Memories e seu maior sucesso comercial, I Can't Stop Loving You, de 1962. Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado.

Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze filhos com sete diferentes mulheres. Sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em 1951, divorciado em 1952) tiveram um filho. Outros três filhos são de seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em 1977). Sua namorada longo prazo e parceira no momento da sua morte era Norma Pinella. Charles deu a cada um de seus 12 filhos US$ 1.000.000,00 sem impostos em 2004, pouco antes de morrer.

Faleceu na idade de 73 anos, às 11h35 no dia 10 de junho de 2004 em sua casa de Beverly Hills, onde estava com seus familiares, vítima de uma doença no fígado. Foi enterrado no Cemitério Inglewood Park, localizado em Los Angeles na California.

DISCOGRAFIA

São mais de 700 (isso mesmo setecentos) singles e 63 álbuns desde 1957 até 2013 sendo 4 desles póstumos. Selecionamos alguns dos mais famosos: Ray Charles (1957); Soul Brothers (1958); What'd I Say (1959); In Person (1960); Dedicated To You (1961); Genius + Soul = Jazz (1961); Sweet And Sour Tears (1964); Crying Time (1966); Invites You To Listen (1967); I'm All Yours, Baby (1969); My Kind Of Jazz (1970); Love Country Style (1970);  Jazz Number Two (1973); Porgy And Bess (1976); Ain't Iy So (1979); Friendship (1985); Just Betwenn Us (1988); My World (1993) e Ray Charles Sings For America (2002).

17/08/2016

Ray Charles - Slow Blues - Madrid

20/07/2016

Marion Walter Jacobs - "Little Walter"

LITTLE WALTER

Marion Walter Jacobs nasceu em 1930 (ou 1925 conforme sugere uma descoberta em um censo recente) em Marksville, Louisiana mas foi em Rapid Parish que aprendeu a tocar a harmônica que o acompanharia por toda a vida. Saiu da escola aos doze anos e viajou, buscou trabalho e pulou de cidade em cidade e afinou suas habilidades na harmônica junto de grandes e velhos mestres como Sonny Boy Williamson II,  Sunnyland Slim, Honeyboy Edwards entre outros.

Chegou em Chicago em 1945 e ocasionalmente procurava trabalho como guitarrista mas as atenções sempre se atiçavam quando ele brincava com a harmônica. O bluesman Floyd Jones registrou que a primeira gravação de Jacobs foi um demo que fez logo ao chegar em Chicago e teve a sua harmônica sobrepujada pela guitarra de Jones. O acontecimento fez com que Jacobs buscasse uma forma de se fazer o aparecer e ao improvisar um pequeno microfone junto do instrumento  fez com essa nova e criativa maneira tocar mostratasse a falta que a harmônica fazia ao blues.

A influência de Sonny Boy Williamson II fez Walter optar pela harmônica como instrumento de trabalho e o ajudou a juntar-se em 1948 a Muddy Waters com quem gravou Country Boy em julho de 1951, com sua harmônica amplificada, para a Chess Records, que continuou com Watters e agora com Walter o que permitiu à gravadora ter em seu acervo as melhores gravações da dupla.

Jacobs colocou a sua carreira solo em espera enquanto ficava com Watters sem nunca, entretanto, deixar de lado a idéia de liderar sua própria  banda e a  oportunidade surgiu quando uma subsidiária da Chess, a Checker Records, lhe abriu espaço em maio de 1952. Em sua primeira ação como líder gravou a mísica Juke que atingiu o primeiro posto da Billboard R&B Chart e lá ficou por por oito semanas e pela primeira vez a gravadora atingiu tal posição que com Walter passeou pelos primeiros lugares com mais alguns sucessos com Off The Wall, Roller Coaster e Sad Hours. Duarante 1952 e 1958 Walters teve suas músicas catorze vezes no top-ten e por duas vezes no primeiro posto (A Juke já citada e My Babe).

Em 1952 Walter deixou Watters e criou sua banda. Junior Wells, os irmãos David and Louis Myers e Fred Bellow foram seus companheiros iniciais e a banda, ainda que mudando seus componentes, entre outros Robert Lookwood, Luther Tucker, Odie Payne, Albert Ayler e Ray Charles permaneceu na estrada até o final dos '50s. A partir de então Walter passou a trabalhar menos na estrada e mais como sideman para gente como Jimmy Rogers, Bo Didley, Othis Rush, Johnny Young e Robert Nighthawk entre outros.

O alcoolismo e o pavio curto notório de Walter o levou a sérias altercações e problema com a polícia em função de seu constante comportamento irresponsável. Ainda que o declínio chegasse no começo dos 60s, ainda excursionou pela Europa em 1964  e novamente 1967 com o American Folk Blues Festival (recentemente descobriu-se gravações inéditas de Walter na Alemanha desse período). Em 1967 a Chess realizou o álbum Super Blues com Walter, Muddy Watters e Bo Didley de boa repercussão.

Alguns meses depois de seu retorno da última turnê na Europa Walter entrou em um conflito num nightclub ao sul de Chicago e apanhou muito. Foi dormir na casa da namorada e morreu dormindo. Era 22 de fevereiro de 1968 e ainda que a polícia tenha investigado a ocorrência sua causa morte foi diagnosticada como uma trombose coronariana. Está enterrado no St Mary's Cemetery em Evergreen Park, Illinois.

DISCOGRAFIA

Walter ganhou dois Grammy póstumos (2008 e 2009), foi um mísico de singles e foram 15 entre 1952 e 1959: Juke e Sad Hours (1952); Mean Old World, Tell Mama, Off The Wall e Blues With A Feeling (1953); You're So Fine, Oh Baby, You Better Watch Yourself e Last Night (1954); My Babe e Roller Coast (1955); Who (1956); Kay To The Highway (1958) e Everything Gonna Be Alright (1959).

Sã 6 compilações: The Blue World of Little Walter (1993);  His Best: Chess 50's Anniversary Collection (1998); Confessing The Blues (2004); Hate To See You Go (2004); The Best Of Little Walter (2007) e The Complete Chess Master (2009).

20/07/2016

Little Walter - My Baby - Alemanha 1967 - Tem um alemão enchendo o saco no meio da gravação mas temos que aturar porque essa é um dos poucos filmes com Little Walter.

06/07/2016

Steve Ray Vaughan

STEVE RAY VAUGHAN

Stephen Ray Vaughan nasceu em Dallas em 03 de outubro de 1954 e começou a sua carreira tocando contrabaixo no conjunto do irmão Jimmy e o fazia exclusivamente pela oportunidade de estar em uma banda e ganhar experiência. Suas maiores influencias foram Albert King, Otis Rush e  Buddy Guy.

Tinha como característica o uso de instrumentos e equipamentos diferentes. O calibre de suas cordas variavam de .013 a .058 mais grossas e sempre afinadas com um tom abaixo. Sua guitarra era a Number One Um Fender Stratocaster comprada em 1974 e em 2003 quando foi desmontada apresentava um braço de 1962 e um corpo de 1963 o que lhe conferia o nome de 63" strat, como os captadores eram de 1959 o músico se referia a ela como uma 59.

A partir dessa primeira incursão Steve juntou-se a Chris Layton, Jackie Newhouse/Tommy Shannon e criou o Double Trouble. Quem percebeu a qualidade de cara foi David Bowie no Festival de Jazz de Montreux e o inseriu em seu álbum Let's Dance na canção título e em China Girl

A sua estréia solo foi uma produção de John Hammond em 1983 e uma das mais bem sucedidas de Steve, o álbum Texas Flood, especialmente com a música top 20 Pride and Joe que agradou tanto blueseiros como roqueiros. Os álbuns seguintes de 1984 e 1985 Couldn't Stand The Weather e Soul to Soul repetiram o sucesso.

O álcool e as drogras então entraram em cena e durante uma turnê em 1986 o derrubaram. Uma crise o obrigou a passar por um processo de recuperação que o afastou dos palcos e dos estudios por um considerável tempo. Em 1989 retornou e com o álbum In Step teve seu nome aclamado pela crítica, um Grammy pela melhor gravação de blues/rock e foi considerado o décimo segundo melhor guitarrista de todos os tempos.

Esse retorno foi interrompido de maneira abrupta e tragica. Retornado ao palco de um espetáculo no Alpine Valley Music Theatre em East Troy, Wisconsin o helicóptero em que viajava devido ao tempo nublado e a uma forte névoa saiu pelo lado errado e chocou-se contra uma pita de esqui. SRV deixou o mundo do blues/rock muito triste e com um vazio inacreditavelmente grande. Está enterrado no Laurel Land Memorial Park em Dallas.

DISCOGRAFIA

Texas Flood (1983); Couldn't Stand The Weather (1984); Soul To Soul (198(; Live Alive (1986); In Step (1989); Family Style (1990) e Last Farewell (1990). Póstumos - The Sky Is Crying (1991); In The Begining (1980/1992); Live At Carnegie Hall (1984/1997); Albert King And Steve Ray Vaughan (1999/1983); Solos Sessions and Encores (2007).           

 

 

 

Steve Ray em Austin, Texas - Voodoo Child

27/06/2016

Muddy Waters

MUDDY WATERS

MacKinley Morganfield nasceu em 04 de abril de 1913 em Rolling Fork, Mississippi e gostava muito quando criança de brincar no rio e por isso ganhou o apelido, Muddy Waters. Aos treze aprendeu a tocar gaita e, junto com um amigo, nas esquinas descolava uns trocados e comidas. Viu, ainda criança, Charley Patton e Son House tocarem e Son o ensinou a tocar gaita slide (com a garrafa de vidro).

Mais tarde mudou-se para Chicago e lá trocou a gaita pela guitarra elétrica, sua voz poderosa e diferenciada o fez ganhar espaço entre os músicos negros e a tocar em bares e clubes conhecidos. A técnica de usar a braçadeira na guitarra e nas gravações acrescidos de backing vocals e violoncelo mais a gaita de Little Walter criaram a formação clássica do Chicago Blues.

Com sua voz rica e marcante rapidamente Muddy tornou-se o músico mais importante de Chicago a ponto de em determinada ocasião B.B. King chama-lo de "The Chicago Boss" e James Cotton, Junior Wells, Willie Dixon, Otis Span, Pinetop Perkins e Buddy Guy eram figuras constantes junto dele.

No final dos 50 e início de 60 aconteceu seu período mais produtivo e alguumas de suas músicas atingiram grande sucesso. Hoochie Coochie Man, She's Nineteen Years Old, Walkin' Blues e Rolling And Tumbling viraram grandes clássicos e foram gravados por inúmeros grupos. Sua influência foi muito grande em outros músicos e sua importância nesses apecto cresce muito porque foi o cara que ajudou Chucky Berry a conseguir seu primeiro contrato e aí é meio "avô do rock and roll".

Sua obra está principalmente registrada pela Chess Records e um pouco de sua história retratada no filme Cadillac Records de 2008, em 1980 foi introduzido no Hall Of Fame do Blues e em 1987 no Hall Of Fame do Rock And Roll e suas músicas Manish Boy e I've Got My Mojo Working são considerados hinos do rock/blues.

Com pouco mais de 50 anos, em 30 de abril 1983 morreu dormindo em sua casa em Westmont, Illinois. Seu legado e sua importância para Chicago está nos prédios, ruas, praças e avenidas que levam o seu nome.

DISCOGRAFIA

São 42 registros que se estendem entre por 40 anos, na sequencia apresentaremos alguns dos mais significativos: I Can't Be Satisfied (1948); Rolling Stone (1950); Baby Please D'ont Go! (1953); Manish Boy (1955); Got My Mojo Working (1956); At Newport (1960); Folk Singer (1964); Muddy Waters with Little Walter (1965); Muddy Brass And The Blues (1967); Electric Mud (1968); Father And Sons (1969); Good News (1970); Live At Mister Kelly', (1971); I'm Ready (1978) e King Bee (1981).

 

 

 

 

 

Muddy Waters & Johnny Winter - Chicago FestivaL 1981