CTI Records

Selo americano criado em 1967 pelo produtor e gerente da A&M Records, de quem foi subsidiária até 1970, Creed Taylor. Privilegiava o jazz e seu primeiro lançamento foi o álbum de Wes Montgomery A Day in The Life. Teve e tem entre seus colaboradores e contratados músicos como Ron Carter, Freddie Hubbard, Hubert Laws, Tom Jobim, Wes Montgomery, George Benson e Walter Vanderley, entre outros. Tem três afiliadas a KUDU Records, a Salvation Records e Greenstreet voltadas para variações como a soul music e artistas estrangeiros como Rolland Hanna,Gabor Szabó, Johnny Hammond, Airto Moreira, Eric Gale, Claudio Riditti, Les McCann e Flora Purim.

Até meados de 1990 funcionou normalmente, ainda que passando por reestruturações, quando passou a contar com o assédio das grandes gravadoras que ambicionavam seus quadros não só de músicos, cantores mas também seus arrajadores (como Don Sebensky) e engenheiros de som (como Rudy Van Gelder) ou fotografos (como Pete Turner)

A partir de então Verve passou a distribuir e Universal a gerenciar sua aquisição. São nomes a serem registrados dos quadros da CTI como Herbie Hanckok, Jack deJohinette, Steve Gadd, Harvey Mason, Milt Jackson, Paul Desmond, Grover Washington,Jr, Esther Phillips e Jim Hall que, com sua qualidade e criatividade fizeram da CTI e depois a Universal inesquecíveis.

 

  • Sunflower - Album de Milt Jackson lançado em 1973 pela CTI que apresentava People Make The World Go Round, For Someone I Love e a música título que fizeram do selo grandioso.

  • Prelude - Album de Eumir Deodato também de 1973 que atingiu um grande sucesso com a adaptação do maestro para Also sprach Zarathrusta.

  • Body Talk de George Benson com o guitarrista na plenitude, sem skats só se valendo de seu talento jazzistico. Ganhava menos mas era muito melhor. Músicas como Dance, Plum, Top Of The World e a faixa título apresentadas maravilhosamente

02/09/2016

MERCURY Records

A divisão de jazz das Mercury Records tem dois criadores importantes e distintos. John Hammod trouxe o seu conhecimento e relacionamentos quando a Mercury comprou a Keynote Records no final dos '40. A Mercury foi a emissora e distribuidora para a Nogran/Verve de Norman Granz. Apesar de ambos, Hammond e Granz terem criado a Mercury na metade dos '50 eles já tinham estabelecido a companhia através do selo EmArcy pelo mundo todo.

Importantes nomes do pos-swing e do bebop compunham o acervo da etiqueta de Granz passaram a compor o quadro da Mercury como Clifford Brown, Max Roach, Clark Terry, Dinah Washington, Nat e Cannonball Adderley, Sarah Vaughan entre outros.

No começo dos '60 a Mercury continou a difundir o jazz especialmente com o advento do som estereofônico no qual foi pioneira. Os destaques nessa época foram Quincy Jones, Cannonball Adderley, Charles Mingus Max Roach e outros.

No início dos anos '50 Granz deu partida, simultaneamente, aos seu projeto pessoal, o selo Nogran que viria a tornar-se a incrível Verve Records. Em uma irônica mudança, tanto Verve como Mercury foram compradas pela Universal Music Group e o catálogo de jazz da Mercury passou a pertencer à uma nova divisão da UMG, a Verve Division.

Desde o início dos anos '90  a Verve reeditou os títulos de jazz da Mercury em CDs, cuidando com o maior cuidado das matrizes originais e incluindo nos CDs reeditados músicas que não participavam dos LPs originais. Nessa linha a Verve aditou, também, ao projeto o catálogo da Mosaic Records com músicos como Roy Eldridge, Dizzy Gillespie e Buddy Rich.

Os três volumes da sugestão do Sidão para o selo são relativamente raras, mas com a reedição de 1990 são relativamente fáceis de ser encontradas e faz valer a pena a garimpagem.

  • Sarah Vaughan - Swingin' Easy - Editado pela Mercury em 1957. LPS 147593 - É a cantora na plenitude de sua forma com Lover Man, All Of Me e Body And Soul. Por 15,7 euros no site jazzmessenger.com

  • Art Blakey - Olympia Concert - LPS 147236. Editado pela Mercury em 1958. Reeditado em 2011 em CD pela UMG. Por 8 Euros no site jazzmessengers.com

  • Quincy Jones Originals - GEN 131733 - Gravados entre 1962 e 1966. Reeditado em 2011 pela UMG e por 8 Euros no site jazzmessengers.com

01/08/2016

CAPITOL Records

A Capitol Records é o selo de música do Capitol Music Group uma divisão da Universal Music Group e foi fundada em 1942 por três empreendedores - Johnny Mercer, Buddy DeSylva e Glen Wallichs. Em 1955 passou para o controle do grupo britânico EMI e voltou em 2012 para o UMG e depois vendido para o atual selo parceiro Parrlophone  da Warner Music Group. O prédio circular de seu logo é uma marca em Los Angeles na California. A importância do selo para o jazz está especialmente nos cantores que abrigou em seus quadros tais como Frank Sinatra, Nat King Cole e Sammy Davis Junior as cantoras Peggy Lee, Judy Garland e Shirley Bassey.

  • This is Sinatra! Compilação realizada em 1956 com Sinatra e Nelson Riddle. É indispensável na sua estante e fácil de encontrar no mercado de usados.

  • Nat King Cole Trio é o primeiro de uma série que a Capitol lançou, 10" em 1950, do pianista sensacional que era Nat. Nesse volume podemos apreciar entre outras Embraceable You e Body And Soul. Importante, mas difícl de encontrar. Não devia mas sugiro, em último caso, a busca na rede.

  • The Man I Love - 12" em 1957 com arranjos de Nelson Riddle e condução de Frank Sinatra. Disco muito elogiado pela crítica e além da música título tem também That's All e Something Wonderful!! Peça de colecionador, encontrável no preço certo e lindíssimo.

26/07/2016

BETHLEHEM Records

Gravadora dedicada ao jazz foi fundada em 1953 por Gus Wild e teve como produtores em seus 10 anos de vida ativa os competentíssimos Creed Taylor e Teddy Charles. O selo lançou a cantora Chris Connors em 1954, Nina Simone em 1956 e Julie London em 1958. Teve em suas hostes também Carmen Mc Rae. Fez o álbum de debut de Marilyn Monroe e obteve grande sucesso de público com Jerri Winters com a música Somebody Loves Me. Teve em seus quadros também grandes músicos como Oscar Pettiford, Red Mitchell, Art Pepper, Herbie Nicholls, Howard McGhee, Milt Hinton e Charlie Mariano.

Em 1958 passou a distribuir em conjunto com a King Records de Sid Natahn pela qual foi absorvida em 1962. Com a morte dele em 1968 foi incorporada pela Saturday Records e foi sendo transferida, incorporada e vendida até 2010 quando a Verse Music Group a adquiriu definiivamente.

Ainda que tenha tido vida curta, produção e quadro limitados foi de muita importância em virtude da qualidade de seus produtos e de seus artistas. Seus duzentos e poucos registros entre 10 e 12 polegadas contém registros muito importantes e muito raros. Os dois primeiros sugeridos pelo Sidão são de 10" e difíceis de encontratar mas o Motor City Scene de Art Pepper é relativamente fáil de se achar e já foi transposto para CD.

  • Lançado em 1954 - Oscar Pettiford (BCP 1003). O baixista dispensa comentários e nesse volume apresenta "Tricotism" e Rides Again, com Duke Jordan (pi) e Ron Jefferson (bat). Alta qualidade

  • Lançado em 1955 - Happy MInor (BCP 1033). O baixista Red Mitchel apresenta Bob Brookmeyer ao trombone e Zoot Sims (st). Excelente disco.

  • Lançado em 1961 - Motor City Scene (BCP 6056) é um marco na carreira de Art Pepper (st) com Stardust e Bitty Ditty e traz Tommy Flanagan (pi), Paul Chambers (cb), Louis Heyes (bat) e Kenny Burrel (gu). Um grupo invejável

12/07/2016

ATLANTIC RECORDS

É uma gravadora americana fundada em 1947 por Ahmet Ertegun e Herb Abramson e, hoje, pertencente ao Warner Music Group. Originalmente foi criada para a difusão de jazz e rhythm and blues e sua divisão de jazz comandade por Nesuhi Ertegun em 1955 foi a responsável elo lançamento de John Coltrane, Charles Mingus e Ray Charles. No mesmo ano adquiriu uma centena de pequenas gravadoras e com elas vieram preencher seus quadros nomes como Tiny Grimes, Albert King, Art Pepper, Shelly Manne, Big Joe Turmer,  Errol Garner, Sara Vaughan e Sonny Terry entre outros. Em 1967 foi comprada pelo grupo Warner.

O selo continua ativo e hoje tem um elenco eclético guardando, no entanto, as características originais de difundir artistas atuais e com alguma frequencia reedita grandes nomes de seus quadros.

As dicas do Sidão hoje são sensacionais e muito fáceis de encontrar em LP e CD. Qualquer sebo voltado ao jazz com alguma qualidade tem esses registros a preços bem acessíveis.

 

 

  • Álbum lançado em 1960 com seu astro John Coltrane e que se constitui num dos maiores sucesso do saxofonista. Abriga além da música título outras como Cousin Mary, Countdown e Spiral. Registro indispensável na coleção.

  • Veio a público em 1956 com o master Charles Mingus. O seu Phitecanthropus Erectus é um marco na discografia do jazz e caracteriza Mingus como um homem à frente de seu tempo. Preciosissímo na caoleção é outro indispensável.

  • Lançado em 1957, ainda pela Hallmark Records esse volume solo de Milt Jackson é um marco na medida e, que consolida o vibrafone de Hampton e Norvo no jazz. Além da maravilha que é a música que dá nome ao volume, Sermonette tem um volume e um drive impressionante. É ótimo.

05/07/2016

SAVOY RECORDS

Selo de jazz americano criado em 1942 por Herman Lubinsky e Ozzy Cadena e foi fundamental na  popularização do jazz, especialmente do bebop. A sede em Newark, New Jersey foi quem lançou alguns e manteve outros músicos de alta qualidade em seus quadros como Dizzy Gillespie, Charles Parker, Donald Byrd, Kenny Dorham, Dexter Gordon, Charles Mingus, Lester Young e John Coltrane.

Seu manager a partir do meio da década de 50 passou a operar mais música gospel numa associação com James Cleveland que trouxe para a música religiosa o balanço e o swing do gospel moderno o que levou o selo a obter grande sucesso de público.

No começo dos anos 60 a Savoy gravou jazz avant-garde com músicos como Paul Blay, Bill Dixon, Charnet Moffet.

Após a morte de Lubinsky em 1974 o selo deixou de existir tecnicamente e transferiu seu acervo para várias etiquetas  todos ligadas ao Warner Musical Group.

As três sugestões do Sidão são relativamente raras e se encontradas vão valer o preço e a aventura do garimpo.

  • Editado em 1950 a famosa Ko-Ko Session de Charlie Parker em 1945 é o atrativo desse volume, o que o torna super importante em qualquer acervo.

  • Lester Young é um nome de grande representatividade no jazz e seu tenor aveludado e swingado marca uma geração. Nesse volume de 1951 a Savoy apresenta o craque.

  • Charles Mingus dispensa adjetivos tanto na execução quanto na criação. A Savoy também achava isso e mostra nesse LP editado em 1954