09/10/2016

Milt "Bags" Jackson

MILT JACKSON

Milton "Milt" Jackson, also known as "Bags", (January 1, 1923 – October 9, 1999) was an American jazz vibraphonist, usually thought of as a bebop player, although he performed in several jazz idioms. He is especially remembered for his cool swinging solos as a member of the Modern Jazz Quartet and his penchant for collaborating with several hard bop and post-bop players.

A very expressive player, Jackson differentiated himself from other vibraphonists in his attention to variations on harmonics and rhythm. He was particularly fond of the twelve-bar blues at slow tempos. He preferred to set the vibraphone's oscillator to a low 3.3 revolutions per second (as opposed to Lionel Hampton's speed of 10 revolutions per second) for a more subtle vibrato. On occasion, Jackson sang and played piano professionally.

Jackson was born on January 1, 1923 in Detroit, Michigan, the son of Manley Jackson and Lillie Beaty Jackson. Like many, he was surrounded by music from an early age, particularly that of religious meetings: "Everyone wants to know where I got that funky style. Well, it came from church. The music I heard was open, relaxed, impromptu soul music" (quoted in Nat Hentoff's liner notes to Plenty, Plenty Soul). He started on guitar when he was seven, then on piano at 11. While attending Miller High School, he played drums in addition to timpani and violin and also sang in the choir. At 16, he sang professionally in a local touring gospel quartet called the Evangelist Singers. Jackson also took up the vibraphone at 16 after hearing Lionel Hampton play the instrument in Benny Goodman's band. Jackson was discovered by Dizzy Gillespie, who hired him for his sextet in 1945, then his larger ensembles. Jackson quickly acquired experience working with the most important figures in jazz of the era, including Woody Herman, Howard McGhee, Thelonious Monk, and Charlie Parker.

In the Gillespie big band, Jackson fell into a pattern that led to the founding of the Modern Jazz Quartet: Gillespie maintained a former swing tradition of a small group within a big band, and his included Jackson, pianist John Lewis, bassist Ray Brown, and drummer Kenny Clarke (considered a pioneer of the ride cymbal timekeeping that became the signature for bop and most jazz to follow) while the brass and reeds took breaks. When they decided to become a working group in their own right, around 1950, the foursome was known at first as the Milt Jackson Quartet, becoming the Modern Jazz Quartet (MJQ) in 1952. By that time Percy Heath had replaced Ray Brown.

Known at first for featuring Jackson's blues-heavy improvisations almost exclusively, in time the group came to split the difference between these and Lewis's more ambitious musical ideas (Lewis had become the group's musical director by 1955, the year Clarke departed in favour of Connie Kay), boiling the quartet down to a chamber jazz style that highlighted the lyrical tension between Lewis's mannered, but roomy, compositions and Jackson's unapologetic swing.

The MJQ had a long independent career of some twenty years until disbanding in 1974, when Jackson split with Lewis, partly in an attempt to make more money on his own and, more likely, because he sought the improvisational freedom he once enjoyed.[citation needed] The group reformed in 1981, however, and continued until 1993, after which Jackson toured alone, performing in various small combos, although agreeing to periodic MJQ reunions.

From the mid-1970s to the mid-1980s, Jackson recorded for Norman Granz's Pablo Records, including Jackson, Johnson, Brown & Company (1983), featuring Jackson with J. J. Johnson on trombone, Ray Brown on bass, backed by Tom Ranier on piano, guitarist John Collins, and drummer Roy McCurdy.

Jackson was a guest on recordings by many leading jazz, blues, and soul artists, such as B.B. King, John Coltrane, Wes Montgomery, and Ray Charles.

Jackson's composition "Bags' Groove" is a jazz standard ("Bags" was a nickname given to him by a bass player in Detroit. "Bags" referred to the bags under his eyes[1] from his habit of staying up all night.[citation needed]) He was featured on the NPR radio program Jazz Profiles. Some of his other signature compositions include "The Late, Late Blues" (for his album with Coltrane, Bags & Trane), "Bluesology" (an MJQ staple), and "Bags & Trane".

Jackson was a resident of Teaneck, New Jersey.[2] He died of liver cancer on October 9, 1999, aged 76, and was interred at Woodlawn Cemetery, The Bronx, New York City.

DISOCGRAFIA

With the Modern Jazz Quartet

Further information: Modern Jazz Quartet

Extraído da Wikipedia

09/10/2016

Gravado em 1961 o LP Bags meets Wes! É uma jóia e portanto está inteiro para vocês, com Milt Jackson ao vibrafone, Wes Montgomery na guitarra, Sam Jones ao baixo e Philly Joe Jones na bateria.

26/09/2016

Herbie Hacock

HERBIE HANCOCK

Hancock nasceu em Chicago, filho de Winnie Belle (Griffin), uma secretária, e Wayman Edward Hancock, um inspetor governamental de carnes. Seu nome lhe foi dado em homenagem a Herbie Jeffries, cantor e ator. Estudou na Wendell Philips High Scfooll e como todo pianista começou com a educação clássica. Começo cedo e seu talento foi reconhecido cedo. Considerado uma criança prodígio, com 11 anos tocou o primeiro movimento do Concerto 26 em fá maior de Mozart com a Orquestra Sinfônica de Chicago em fevereiro de 1952 conduzida pelo maestro George Schick.

Em 1960 ouviu Chris Anderson tocar apenas uma vez e implorou para ser aceito como seu pupilo. Hancock frequentemente menciona Anderson como seu guru harmônico.  Hancock deixou então o Colégio Grinnell onde estudava e foi para Chicago para trabalhar com Donald Byrd e Coleman Hawkins e durante esse período tomou alguns cursos na Roosevelt University. Voutou, depois, ao Grinnel onde graduou-se em engenharia elética e música onde também foi agracioado com o título honorário de Doutor em Artes em 1972.

Donald Byrd ensinava na Manhattan School Of Musisc em New York e sugeriu a Hancock que estudasse composição com Vittorio Gianini e o pianista rapidamente ganhou reputação. Tocou em seguida com Iliver Nelson e Phill Woods, gravou o primeiro album solo para a Blue Note Takin' Off em 1962 e com o apoio de Mongo Santamaria levou ao estrelato Watermelon Man.

O importante, nessa ocasião, foi ter chamado a atenção de Miles Davis que estava juntando uma nova banda. Miles o contratou e Hancock o apresentou ao jovem baterista Tony Williams, a banda se completou com Ron Carter ao baixo e Wayne Shorter ao saxofone. O quiteto é frequentemente considerado como a fina flor do jazz e especialmenter elogiada pela inovação e flexibilidade de sua seção ritmica.

Enquanto na  banda de Davis Hancock teve a oportunidade de tocar com Grant Green, Bobby Hutcherson, Kenny Dorham, Hank Mobley, Lee Morgan e Freddie Hubbard. Nesse peíodo seus álbuns Empyrean Isles (64) e Maiden Voyage (65) se configuraram grandes sucessos e influenciaram o jazz dos anos 60.

Daí para frente outros álbuns de qualidade foram produzido por Hancock, introdução de novos instrumentos, novos músicos, trilhas sonoras para cinema, músicas para comerciais de televisão e arranjos para vários artistas.

A pedido de Davis passou a desenvolver, ainda que relutantemente, passou a usar os teclados de chaves e os pianos eletricos Fender. Tocou com Davis até 1968 e participou de In a Silent Way, On The Corner  e a Tribute to Jack Johnson e partir daí formou seus próprios conjuntos.

Seu banda com Bennie Maupin, Paul Jackson, Bill Summers, Harvey Mason gerou em 1973 o disco Head Hunters que virou o maior hit e invadiu as audiências pop e funk em que pese a crítica de parte dos fans de jazz. O álbum seguinte foi Thrust após atroca de Harvey por Mike Clark em 1974 foi gravado durante uma temporada no Japão foi seguido de Flood em 1975, depois Manchild, Seccrets.

Depois veio VSOP  Quintet, Chick Corea, Pastorius. The Piano, Direct Steps, Live Under The Sky, Sunlight, Feets, Don't Fail Me Now.

Mister Hands de 1980 com Pastorius e sem vocais foi aclamado pela crítica especializada mas alguns álbuns dessa fase, como Monster, Magic Widows e Lite Me Up não foram muito bem recebidos pela crítica uma vez que o mercado estava saturado de pop-jazz no início dos 80s.

Hancock, então entendeu que não deveria abandonar  o jazz tradicional e voltou com Tony Williams e Ron Carter a gravar com eventuais incursões dos irmãos Wynton e Brandfor d Marsalis e com eles surgiu o VSOP II que no Playboy Jazz Festival se apresentou cvomo um sexteto com a adição de Bobby McFerrin.

Em 1983 ganhou o Grammy com o single instrumental Rockit e os LPs Future Shock, Sound System e Perfect Machine voltou efetivamente ao estrelato

Gravou com Steve Wonder o álbuim Jazz Africa e atuou no filme Round Midnight e com a composição da trilha sonora ganhou o Oscar e Maiden Voyage e Perfect Machine deixou a Columbia depois de 15 anos de relacionamento.

A constante evolução de Herbie o levou a caminhos novos e em 2001 saudou Miles e Coltrane, junto com Roy Hargrove e Michael Brecker com o CD Directions in Music. Em 2005 realizou o album Possibilities de duetos com grandes nomes Carlos Santana, Paul Simon, Annie Lennox, John Mayer, Sting e outros. Em 2006 foi nominado para o Grammy de novo com a Sonf For You e ao longo dos anos vem se apresentando pelo mundo e encantando seus fãs com qualidade, verve e inovação.

Desde 1972 Hancock pratica o Nichiren Buddism como membro da associação Sok Gakkai International. Como participação espiritual compôs e recitou o canto budista Nam Myoho Renge Kyo para uso diário e em 2013 o fez em diálogo com Wayne Shorter, Daisaku Ikeda presidente da SGI para o jazz publicou a vida do músico em japonês.
 

DISCOGRAFIA

Talkkin' Off (1962); My Point of View (1963); Inventions and Dimensions (1963);Empyrean Isles (1964);Maiden Voyage (1965);Blow Up (1966);Speak Like a Child (1968);The Prisoner (1969); Fat Albert Rotunda (1969);  Mwandishi (1970); Crossings (1971); Sextant (1972); Mr. Funk (1972); Head Hunters (1973); Thrust (1974); Death Wish (1974); Man-Child (1975); Flood (1975); Secrets (1976); V.S.O.P. (1977); Feets Don't Fail Me Now (1978); Sunlight (1978);  Monster (1979); Mr. Hands (1980); Magic Windows (1980); Quartet (1981); Lite Me Up (1981); Future Shock (1983); Sound System (1983); Perfect Machine (1988); A Tribute to Miles Davis (1992); Dis Is da Drum (1995); The New Standard (1996); 1 & 1 (1997); Gershwin's World (1998); Return of the Headhunters (1998); Future 2 Future (2001); Portrait of Jaco, the Early Years (2002); Possibilities (2005); River: The Joni Letters (2007) e The Imagine Project (2010).

 

26/09/2016

HERBIE HANCOCK - CD Head Hunters

30/08/2016

Sarah Vaughan

SARAH VAUGHAN

 Ashbury "Jake" Vaughan, pai de Sarah, era carpinteiro de profissão, bem como pianista e guitarrista amador. Sua mãe, Ada Vaughan, era lavadeira e cantora no coro da igreja.

Jake e Ada mudaram para Newark, no estado de Virginia, durante a Primeira Guerra Mundial. Sarah era a única filha natural do casal, que na década de 60 adotou Donna, filha de uma mulher que viajou com Sarah.

Em uma casa na rua Brunswick, Sarah morou com sua família por toda infância. Jake era profundamente religioso e a família, muito ativa na Igreja Batista Novo Monte Sião, na rua Thomas, 186. Aos sete anos de idade Sarah iniciou lições de piano. Era cantora no coro da igreja e, ocasionalmente, tocava em ensaios e serviços.

Sarah desenvolveu cedo um amor pela música popular, ouvindo gravações e rádio. Na década de 30, a cidade de Newark possuía um cenário musical ativo, e Sarah pode frequentemente ver bandas locais ou de turnê, tocando em lugares como a pista de patinação da rua Montgomery, Montgomery Street Skating Rink, na juventude, Sarah começa a se aventurar, ilegalmente, em clubes noturnos da cidade, atuando como pianista e, algumas vezes, cantora. Entre os locais mais notáveis, oPiccadilly Club e o Aeroporto de Newark.

Inicialmente, Sarah estudava na Escola Secundária do Lado Leste de Newark, mas foi transferida para a Escola Secundária de Artes de Newark fundada em 1931 como a primeira escola secundária especializada em artes. Porém sua atuação noturna começa a influenciar negativamente as atividades escolares, e, ainda nos primeiros anos, Sarah abandona a escola para se concentrar integralmente à música. Nessa época, ela e seus amigos já se arriscavam cruzando o Rio Hudson, em New York, para ouvir a grandes bandas no Teatro Apollo. 

Em 1944, Sarah gravou o tema famoso de Dizzy Gillespie, "Night in Tunisia", então intitulada "Interlude" e gravou ainda, ao lado do pai do bebop, Lover Man, tornando a gravação um clássico.

Biografias de Sarah frequentemente citam que ela foi imediatamente lançada ao sucesso após a performance vencedora na Noite de Amadores do Teatro Zeus. Na verdade, a história do biógrafo Renee, parece ser um pouco mais complexa. Sarah foi frequentemente acompanhada por seu amigo, Doris Robinson, em viagens a Nova Iorque. Em algum momento do outono de 42, quando Sarah tinha 18 anos, ela sugeriu que Doris entrasse no concurso da Noite de Amadores do Teatro Zeus. Sarah tocou piano acompanhando Doris, que ganhou o segundo lugar. Depois, Sarah então decidiu competir novamente, agora como cantora. Sarah cantou Body And Soul ganhou, todavia a data exata da vitória ainda é incerta. O prêmio, que Sarah mais tarde recordou a Marian McPartland foi de 10 dólares e a promessa de um engajamento de uma semana no Apollo. Após considerável atraso, Sarah foi contatada pela Apollo na primavera de 1943 para abrir para Ella Fitzgrald.

Em alguma apresentação durante essa semana de apresentações no Apollo, Sarah foi apresentada a Earl Hines, líder de banda e pianista, embora os detalhes sobre o fato serem contestados. Billy Eckstine, na época cantor na banda de Earl, foi dito por Sarah e outros como quem a ouviu no Apollo e recomendou a Earl. Em contra partida, Earl diz tê-la descoberta sozinho e oferecido um emprego local. Fato é que, após alguns testes no Apollo, Earl substitui o cantor por Sarah, em 04 de abril de 1943.

Sarah passou o resto de 43 e parte de 44 em turnê pelo país com a banda de Earl Hines, que tinha Billy Eckstine como baritono. Sarah foi contratada como pianista, supostamente Earl poderia a contratar pelo sindicato dos músicos (Federação Americana de Músicos) ao invés do sindicato dos cantores Lei Americana de Diversos Artistas, mas após Cliff Smalls ser contratado como trompetista e pianista, o trabalho de Sarah ficou exclusivo a cantar.

Por isso a banda de Earl Hines é lembrada como uma incubadora de bebop, que incluía o Dizzy Gillespie e Cahrlie Parker e Bennie Green. Dizzy Gillespie até arranjou um contrato para a banda, mas a união dos músicos vetou a banda gravar, deixando seu som e estilo para depois.

Billy Eckstine deixou a banda no fim de 43 para atuar como diretor musical em sua própria big band, formada com Dizzy Gillespie. Charlie Parker logo foi também, e, ao longo dos anos, a banda de Billy Eckstine teve um elenco impressionante de grandes nomes do jazz, entre eles: Miles Davis, Kenny Dorham, Art Blakey, Lucky Thompson, Gene Ammons e Dexter Gordon.

Sarah aceitou o convite de Billy Eckstine para fazer parte da banda em 1944, dando a ela oportunidade de desenvolver sua musicalidade com figuras épicas desta era do jazz. A banda também lhe proporcionou sua primeira gravação, em 5 de dezembro daquele ano, data em que produziu a música "I'll Wait and Pray" para o selo Deluxe. A música fez o crítico e produtor Leonard Feather convidá-la a quatro músicas solo pela Continental naquele mês, apoiada por um septeto que incluía Dizzy Gillespie e Georgie Auld.

O pianista da banda, John Malachi, é citado como quem a apelidou Sassy, dito concordante a sua personalidade. Sarah gostou, e o apelido, e sua variante Sass, foi constantemente utilizado entre amigos e, eventualmente, a imprensa. Em cartas, por vezes Sarah assinava Sassie.

Sarah deixou a banda de Billy Eckstine oficialmente no final de 1944 para lançar sua carreira solo. Todavia continuou muito próxima a Billy Eckstine, que gravou frequentemente ao longo de sua vida.

Sarah iniciou sua carreira solo em 1945 como freelancer em clubes da Rua 52 em New York, tais como, Three Deuces, Famous Door, Downbeat, e o Onyx. Sarah também se apresentava na Braddock Grill, vizinha do teatro Apollo. Em 11 de maio de 1945, gravou a música Lover Man para o selo Guild, junto ao quinteto: Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Al Haig no piano, Curlu Russel no contrabaixo e Sid Catlet na bateria. Mais tarde naquele mês, ela entrou em estúdio com um entrosamento entre Dizzy e Charlie um pouco diferente, maior, que por fim, gravaram mais 3 faixas.

Após convidada pelo violonista Stuff Smith para gravar a música Time and Again em outubro, foi oferecido a ela um contrato para gravar pelo selo Musicraft, pelo próprio dono, Albert Marxx. Porém ela não poderia gravar como principal pelo selo até 07 de maio de 1946. Neste intervalo, fez diversas gravações para a Crown and Gotham e tocava frequentemente no Cafe Society, um clube de integração racial no centro de Nova Iorque.

Lá, se tornou amiga do trompetista George Tradwall, que também tornou-se seu gerente. Sarah delegou a ele muito do trabalho de diretor musical de suas gravações, deixando-a livre para focar-se quase integralmente em cantar. Nos próximos anos George também fez mudanças positivas na aparência dela no palco. Além do guarda-roupa e cabelos melhorados, Sarah ajustou os dentes, tampando uma lacuna desagradável entre os dois dentes da frente.

Muitas das gravações de Sarah para a Musicraft em 1946 se tornaram bastante conhecidas entre os aficionados de jazz, e críticos, incluindo, If You Cold See Me Now Don't Blame Me, I've Got A Crush On You, Everything I Have Is Yours e Boddy And Soul.

Com uma relação profissional sólida, Sarah e George se casam em 16 de setembro de 1946.

O sucesso das gravações de suas para a Musicraft continuou até 1947 e 1948. Tenderly, se tornou um inesperado hit pop no final de 1947, e It's Magic, gravada em 27 de dezembro de 1947, encontrou sucesso nas paradas no começo de 1948. Nature Boy, gravada em 8 de abril de 1948, tornou-se sucesso paralelamente ao lançamento do famoso Nat King Cole, da mesma música. Por outra proibição de gravação pela união dos músicos, "Nature Boy" foi gravada com um coro a capella como único acompanhamento, acrescentando um ar etéreo para uma canção com uma letra e melodia vagamente mística.

A união dos músicos quase levou a Musicraft a falência com suas proibições, e, com o pagamento de royalties atrasados, Sarah usou a oportunidade para assinar com uma gravadora maior, a Columbia. Após as resoluções judiciais, ela continua nas paradas de sucesso, com Black Coffe, no verão de 49. Na Columbia, até 53, Sarah dedicou-se, quase exclusivamente, a baladas [Música_pop|pop] comerciais, entre grandes sucessos, como: That Lucky Old Sun, Make Believe (You Are Glad When You're Sorry), I'm Crazy to Love You, Our Very Own, I Love the Guy, Thinking of You , I Cried For You, These Things I Offer You, Vanity, I Ran All the Way Home, Saint or Sinner, My Tormented Heart e Time.

Sarah também teve substancial apreço da crítica. Ganhou o prêmio "Nova Estrela" de 47 da revista Esquire, assim como prêmios sucessivos da Down Beat, de 47 a 52, e da Metronome, de 48 a 53.

Parte da crítica não gostava de sua forma de cantar, diziam muito estilizado, refletindo nas calorosas controvérsias sobre quais seriam as novas tendências musicais da época, finais dos anos 40. Porém, em geral, a recepção da crítica à jovem cantora era positiva.

O sucesso de suas gravações, aliada a boa crítica, levaram-na a inúmeras oportunidades, apresentando-se, quase continuamente, em clubes pelo país no final da década de 40 e início da década 50. No verão de 49, Sarah fez sua primeira apresentação com a orquestra sinfônica em um evento beneficente para a Orquestra de Filadélfia, intitulado, "100 Homens e uma Garota". Nessa época, o artista de Chicago, Dave Garroway, inventou um segundo apelido para ela, A Divina, que seguiu-a durante a carreira. Uma de suas primeiras aparições televisivas foi no programa de variedades Star On Parade, de 53-54, da rede de televisão DuMont, onde cantou My Funny Valentine e Linger Awhile.

Com a melhora financeira, Sarah e George Treadwell compraram, em 1949, uma casa de 3 andares na avenida 21 Avon de Newark, ocupando o andar superior durante os seus, cada vez mais raros, momentos em casa, alocando os pais de Sarah nos andares de baixo. No entanto, as pressões do trabalho e os conflitos de personalidade, levaram o casal a um esfriamento na relação. George contratou um gerente para as necessidades de Sarah em sua turnê, e abriu um escritório em Manhattan, onde podia apoiar Sarah, trabalhando com clientes.

A relação com a Columbia também piorou por sua insatisfação sobre um material comercial, que teve de fazer, e sucesso medíocre de suas gravações. Um pequeno grupo de artistas, a parte, gravou em 1950 com Miles Davis e Bennie Green, que estão entre os melhores de sua carreira, mas são atípicos nos registros da Columbia.

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Parte da crítica não gostava de sua forma de cantar, diziam muito "estilizado", refletindo nas calorosas controvérsias sobre quais seriam as novas tendências musicais da época, finais dos anos 40. Porém, em geral, a recepção da crítica à jovem cantora era positiva.

O sucesso de suas gravações, aliada a boa crítica, levaram-na a inúmeras oportunidades, apresentando-se, quase continuamente, em clubes pelo país no final da década de 40 e início da década 50. No verão de 49, Sarah fez sua primeira apresentação com a orquesta sinfônica em um evento beneficente para a Orquestra da Filadélfia, intitulado, "100 Homens e uma Garota". Nessa época, o atista de Chicago, Dave Garroway, inventou um segundo apelido para ela, "A Divina", que seguiu-a durante a carreira. Uma de suas primeiras aparições televisivas foi no programa de variedades Stars On Parede, de 53-54, da rede de televisão DuMont, onde cantou My Funny Valentine e Linger Awhile.

Com a melhora financeira, Sarah e George Treadwell compraram, em 1949, uma casa de 3 andares na avenida 21 Avon de Newark, ocupando o andar superior durante os seus, cada vez mais raros, momentos em casa, alocando os pais de Sarah nos andares de baixo. No entanto, as pressões do trabalho e os conflitos de personalidade, levaram o casal a um esfriamento na relação. George contratou um gerente para as necessidades de Sarah em sua turnê, e abriu um escritório em Manhattan, onde podia apoiar Sarah, trabalhando com clientes.

A relação com a Columbia também piorou por sua insatisfação sobre um material comercial, que teve de fazer, e sucesso medíocre de suas gravações. Um pequeno grupo de artistas, a parte, gravou em 1950 com Miles Davis e Bennie Green, que estão entre os melhores de sua carreira, mas são atípicos nos registros da Columbia.

Em 1953, George Treadwell negociou para Sarah um único contrato, com a Mercury Records. Ela deveria gravar material comercial para o selo Mercury e material mais direcionado ao jazz por sua subsidiária EmArcy. Sarah e o produtor Bob Shad formaram par, e o excelente trabalho dessa relação, rendeu forte sucesso artístico e comercial. Sua sessão de gravação de estréia ocorreu em fevereiro de 1954, e ela permaneceu na gravadora até 1959. Mais tarde, após uma temporada com a Roulette Records  (de 1960 a 1963), Sarah volta à Mercury de 1964 a 1967.

O sucesso comercial na Mercury começou com o hit de 1954, Make Yourself Comfortable, gravada no outono de 1954, com uma sucessão contínua de hits, incluindo: Can How Important It Be, Whatever Lola Wants, The Banana Boat Songs, You Ought to Have A Wife e Misty. O pico de seu sucesso comercial foi em 1959, com Broken Hearted Melody, canção considerada brega por ela , no entanto, esta tornou-se seu primeiro disco de ouro, e parte regular do repertório de suas apresentações nos próximos anos.

Em 1957, Sarah foi reunida a Billy Eckstine para uma série de gravações em dueto, que rendeu o hit, Passin Strangers.

As gravações comerciais de Sarah foram tratadas por diversos maestros, arranjadores, principalmente Hugo Peretti e Hal Mooney.

Sua carreira em gravações jazz, também procedeu aceleradamente, apoiado por seu trio de trabalho ou por diversas combinações de famosos artistas do jazz. Um de seus próprios álbuns favoritos era um sexteto de 1954 que incluía Clifford Brown.

Na segunda metade da década de 1950 ela seguiu uma agenda de turnê que foi quase non-stop, com diversos músicos de jazz famosos.

No verão de 1954, ela foi destaque no primeiro Festival de Jazz de Newport, e se apresentou em edições posteriores do festival em Newport e Nova Iorque para o restante de sua vida. No outono daquele mesmo ano, se apresentou no Carnegie Hall com a Count Basie Orchestra, em um projeto que também incluiu Billie Holiday , Charlie Parker, Lester Young  e o Modern Jazz Quartet. Nesta época, Sarah novamente viaja em turnê pela Europa com bastante sucesso, antes de outra turnê pelos Estados Unidos, agora com um "grande show", uma sucessão de cansativas apresentações de um dia, com celebres artistas, incluindo, Count Basie, George Shearing, Errol Garner e Jimmy Rushing.

No Festival de Jazz de Nova Iorque de 1955, em Randall's Island, Sarah dividiu o palco com The Dave Brubeck Quartet, Horace Silver, Jimmy Smith e Johnny Richards Orchestra

Mesmo que a relação entre Sarah e George tenha sido bem sucedida até os anos 50, a relação pessoal finalmente chega a uma ruptura, e Sarah pede o divórcio em 1958. Sarah delegou a George todas as questões financeiras, e, apesar de impressionantes números nos relatos de rendimento na década de 50, no acordo do casal George afirma ter restado apenas 16 mil dólares. O casal dividiu igualmente a quantia e os bens, terminando também sua relação de negócios.

A saída de George da vida de Sarah foi precipitada também pela entrada de Clyde "C.B." Atkins, homem de contexto incerto que ela conheceu em Chicago e casou-se em 4 de setembro de 1959. Mesmo Clyde não tendo experiência em gerência de artista ou musical, Sarah desejava uma relação mista (pessoal/profissional) como a que tinha com George. Ela deixou Clyde como seu empresário, embora continuasse sentindo o cheiro dos problemas que teve com George, e, inicialmente, manteve os olhos atentos sobre Clyde. Sarah e Clyde mudaram-se para uma casa em Englewood Cliffs, New Jersey.

Quando o contrato de Sarah com a Mercury Records terminou, no final de 1959, ela imediatamente assinou com a Roulette Records, um pequeno selo de propriedade de Morris Levy, que era um dos mantenedores do cube de jazz nova-iorquino, Birdland, onde ela aparecia frequentemente. O elenco da Roulette, também incluía: Count Basie, Joe Williams, Dinah Washington, Lambert, Hendricks and Rose eMaynard Ferguson.

Sarah começou a gravar para a mesma em abril de 1960, com uma série de discos fortes, organizado e conduzido por um grande grupo: Billy May, Jimmy Jones, Joe Reisman, Quincy Jones, Bennie Carter, Lalo Schiffrin e Gerald Wilson.

Surpreendentemente, naquele ano ela também teve algum sucesso nas paradas pop, com Serenata pela Roulette e um par de faixas restantes de seu contrato com a Mercury, Eternally" e You're My Baby. Nos anos seguintes, fez também um par de álbuns intimistas no padrão jazz (vocal/guitarra/contrabaixo): After Hours, de 1961, com o guitarrista Mundell Lowe, fazendo dupla com o baixista George Duvivier, e Sarah + 2 de 1962, com o guitarrista Barney Kessel e o baixista Joe Comfort.

Sarah não podia ter filhos, então, em 1961, ela e Clyde Atkins adotam uma filha, Debra Lois.No entanto, a relação com Clyde revelou-se difícil e violenta, assim, após uma série de estranhos incidentes, ela pediu o divórcio em novembro de 1963. Para ajudar a resolver os destroços financeiros do casamento, ela contou com dois amigos: um conhecido de infância, o proprietário do clube John "Preacher" Wells, e Clyde "Pumpkin" Golden, Jr. Juntos, concluíram que os gastos com jogos de Clyde Atkins, a colocaram em uma dívida em torno de 150 mil dólares. A casa em Englewood acabou sendo apreendida pelo serviço de receita do governo dos Estados Unidos, IRS, por falta de pagamento de impostos. Sarah manteve a custódia da filha do casal, e Clyde Golden essencialmente tomou o lugar de Clyde Atkins, como gerente e amante de Sarah pelo resto da década.

Por volta da época de seu segundo divórcio, ela também se desencantou com a Roulette Records. As finanças da Roulette também foram ainda mais enganosas e obscuras que o normal nos negócios da indústria fonográfica, e os artistas de suas gravações, muitas vezes tinham pouco a mostrar para seus esforços de outros excelentes registros. Quando seu contrato com a mesma terminou, em 1963, Sarah retornou para os confinamentos mais familiares da Mercury Records. No verão de 1963, Sarah foi para a Dinamarca com o produtor Quincy Jones para gravar quatro dias de apresentações ao vivo com o seu trio, o Sassy Swings The Tivoli, uma excelente amostra de seu show ao vivo deste período. No ano seguinte, ela fez sua primeira aparição na Casa Branca, para o presidente Johnson.

Infelizmente, a gravação no Tivoli seria o mais brilhante momento de sua segunda temporada com a Mercury. Mudanças demográficas e de gostos em 1960 deixaram os artistas de jazz com audiências cada vez menores e material inadequado. Enquanto Sarah manteve um grande, e leal, número de seguidores, suficiente para manter a sua carreira de cantora, a quantidade e qualidade de sua produção gravada diminuiu, porém mesmo quando sua voz escureceu, sua habilidade não foi reduzida. Na conclusão dos negócios com a Mercury em 1967, ela ficou sem um contrato para o restante da década.

Em 1969, Sarah terminou seu relacionamento profissional com Clyde Golden e mudou-se para a Costa Oeste, estabelecendo-se primeiro em uma casa perto de Benedict Canyon em Los Angeles e, em seguida, para o que acabaria sendo sua última casa, em Hidden Hills.

Sarah conheceu Marshall Fisher após uma apresentação em um cassino em Las Vegas em 1970 e ele logo caiu no papel familiar duplo, como amante e gerente de Sarah. Marshall Fisher foi outro homem de fundo incerto, sem nenhuma experiência musical ou nos negócios de entretenimento, mas, ao contrário de alguns de seus companheiros anteriores, ele era um fã genuíno, dedicado a promover a carreira de Sarah.

Os anos setenta também anunciou o renascimento na atividade de gravação de Sarah. Em 1971, Bob Shad, que havia trabalhado com ela como produtor na Mercury Records, convidou-a para gravar para sua nova gravadora, a Mainstream Records. Ernie Wilkins veterano de Count Basie , fez o arranjo e conduziu seu primeiro disco para este selo, o A Time In My Life em novembro de 1971. Em abril de 1972, Sarah gravou uma coleção de baladas escritas, arranjadas e conduzidas por Michel Legrand. Michel Legrand ainda se uniu a Petger Matz, Jack Elliot e Allyn Ferguson para o terceiro disco dela, o Feelin' Good.  Sarah ainda gravou o Live in Japan, disco gravado ao vivo em Tóquio com seu trio em setembro de 1973.

Durante suas sessões com Michel Legrand, Bob Shad apresentou por consideração à Sarah a canção Send In The Clowns, de Stephen Sondheim, em musical da Broadway A Little Night Music. A canção se tornaria sua assinatura, substituindo "Tenderly", que tinha estado com ela desde o início de sua carreira solo.

Infelizmente, sua relação com a Mainstream azedou em 1974, supostamente por um conflito precipitado com Marshall Fisher sobre a fotografia de capa do disco, e/ou por royalties não pagos. Isso deixou-a novamente sem um contrato de gravação por mais três anos.

Em dezembro de 1974, Sarah fez um show particular para o presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford   e o presidente francês Giscard d'Estaing durante uma conferência em Martinica. Em 1989 a saúde de Vaughan começou a declinar, embora ela raramente revelasse isto em suas performances. Ela cancelou uma série de compromissos na Europa, citando a necessidade de buscar tratamento para a artrite na mão, embora ela foi capaz de completar uma série de performances mais tarde no Japão. Durante uma corrida em Nova York Blue Note Jazz Club em 1989, Vaughan recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão e estava muito doente para terminar o dia final do que viria a ser sua última série de apresentações públicas. Vaughan voltou para sua casa na Califórnia para começar a quimioterapia e passou seus últimos meses alternando estadias no hospital e em casa. Vaughan ficou cansada ​​da luta e pediu para ser levada para casa, onde morreu na noite de 3 de abril de 1990, enquanto assistia a um filme de televisão, com sua filha, uma semana depois de seu 66 º aniversário. O funeral de Vaughan foi realizado no Monte Zion Baptist Church na 208 Broadway, em Newark, New Jersey, a mesma congregação que ela frequentava na infância. Após a cerimônia, uma carruagem puxada por cavalos transportado o corpo dela para o seu lugar de descanso final em Glendale Cemetery, Bloomfield em New Jersey.

DISCOGRAFIA

A discografia de  Sarah é muito extensa e vai desde singles, passando pelos double, os dez polegadas, doze polegadas e os CDs em reedição. Destacaremos alguns dos mais significativos:

Sarah Vaughan and Her All-Stars (1944); Sarah Vaughan in Hi-Fi (1949); The Divine Sarah Sings (1954); Swingin' Easy (1957); No Count Sarah (1958); Close To You (1960); After Hours (1961); Sarah + 2 (1962); Sweet 'n' Sassy (1963); The Lonely Hours (1964); Sassy Swings Again (1967); Sara Vaughan with Michel Legrand (1972); Live In Japan (1973); Send In The Clowns (1974); I love Brazil (1977); The Duke Ellington Songbook vol I e II (1979); Copacabana (1979); Gershwin Live! (1982); South Pacific (1986); Brazilian Romance (1987) e Back On The Block with Quincy Jones (1989).

 

30/08/2016

Sarah Vaughan - Tenderly

09/08/2016

Lester Willys Young

LESTER YOUNG

O saxofonista tenor Lester Young ganhou notoriedade na primeira banda de Count Basie no final da década de 30, mostrando ao mundo do jazz algo ainda não imaginado: nem todos os tenores tocavam como Coleman Hawkins; e além do mais, apresentando uma nova forma de tocar swing. Utilizando a mesma base harmônica e rítmica de seus contemporâneos, Young introduzia um novo som e um sentido de tempo e movimento mais cool, criando uma alternativa de tocar que influenciaria toda uma geração de metais.

Young nasceu a 27 de agosto de 1909, em Woodville, Mississipi, e passou seus primeiros anos em torno de New Orleans. Pertencia a uma família musical por profissão e excursionava pelo sul com a banda familiar liderada pelo seu pai, Willis Young. Quando tinha 13 anos, Young já tocava violino, trompete e bateria quando se decidiu pelo saxofone. Entre 1927 e 1935 ele tocou em muitos grupos regionais, mas por breves períodos, inclusive nas bandas de King Oliver e Fletcher Henderson, onde provou que não poderia tocar como Hawkins.

Kansas City se tornou seu lar, e lá trabalhava na banda de Bennie Moten quando teve seu encontro com Basie. Em Chicago esses dois gênios ao gravarem Lady Be Good com um pequeno grupo, formaram uma parceria que iria durar anos e render frutos generosos para a história do jazz. O coração de Young está presente em todos os primeiros trabalhos feitos com a banda de Basie para a Decca e a Columbia.

Quando a guerra acabou,Young começou sua carreira de freelancer e continuaria com ela atá a sua morte. Ele participou de várias excursões do Jazz At The Philharmonic e gravando primeiro para a Aladdin e Savoy, depois para a Clef e Verve, que são os selos de Norman Granz, que foi o produtor da maioria de seus trabalhos finais. O melhor dele está em Pres And Teddy e Jazz Giants,  ambos de janeiro de 1956.

A sua obra do pós-guerra é avaliada de uma forma muito controversa. Muitos consideram que seu estilo de fraseados curtos não foi revitalizado; outros consideram que esses são os anos do declínio, onde sua música foi alterada devido ao alcoolismo, drogas e à sua problemática vida emocional. Young faleceu em 15 de março de 1959, em New York, logo após de voltar de Paris, onde tinha gravado seu último álbum Lester Young in Paris.

DISCOGRAFIA

São treze registros como lider. Kansas City Style (1944); Lester Young AndColeman Hawkins (1946); Lester Young Quartet e Count Basie 7 (1950); Pres And Teddy AndOscar (1952); With Oscar Peterson Trio (1952); Mean To Me (1954); Pres And Sweets (1955); Lester Young In Washington D.C. - 4 volumes ao vivo (1956); Pres And Teddy (1956); The Jazz Giant (1956); Going For Myself (1957); Laughing To Keep From Cryng (1958) e Lester Young In Paris (1959). (Transcrito de Clube de Jazz).

Lester Young - Mean To Me - Filme de 1958 com Pres no auge.

03/08/2016

Stanley Gayetsky

STAN GETZ

Nasceu em 02 de fevereiro de 1927 em Filadéfia nos EUA. Os seus pais eram judeus ucranianos, que imigraram de Kiev, em 1903. Mais tarde, a sua família viajou para New York, à procura de melhores condições de vida e emprego. Getz foi um aluno empenhado, de notas máximas, terminando no topo dos melhores alunos da sua classe.

A sua paixão eram os instrumentos musicais, e tinha que tocar todos os que encontrava no seu caminho. O primeiro saxofone foi-lhe oferecido pelo seu pai, aos 13 anos. Também lhe ofereceu um clarinete, mas este ficou para segundo plano. Getz dedicava grande parte do dia a praticar saxofone.

Em 1941, é aceito na orquestra All City High School Orchestra, de Nova Iorque. Isto proporcionou-lhe a oportunidade de ter um tutor particular, da filarmónica de Nova Iorque, Simon Kovar. Paralelamente, também tocava em pequenos concertos locais. Aos 14 anos, compra o seu primeiro saxofone tenor, com o dinheiro que juntou com esses concertos. No entanto, a sua dedicação à música prejudicava-lhe as notas, e acabou mesmo por deixar de estudar, para se dedicar totalmente à carreira musical. Mais tarde, é obrigado a regressar à escola, pelos representantes do sistema de ensino.

Em 1943, entra para a banda de Jack Teagarde, e toca, também, com Nat King Cole e Lionel Hampton. Após tocar com Stan Kenton, Jimmy Dorsey e Benny Goodman. Getz torna-se solista com Woody Herman, de 1947 a 1949, destacando-se como um dos principais saxofonistas da banda, conhecida como "os quatro irmãos"; os outros eram Serge Chaloff, Zoot Sims e Herbie Steward. Com Herman, Getz alcança um primeiro êxito com Early Autumn. Após deixar a banda, inicia a sua carreira a solo. A partir de 1950, seria o líder na quase totalidade das gravções onde participará.

Nos anos 50, Stan Getz tornou-se famoso como interprete do cool jazz, tocando com Horace Silver, Johnny Smith, Oscar Peterson entre outros. Os seus dois primeiros quintetos incluíam nomes famosos como o baterista de Charlie Parker, Roy Haynes, o pianista Al Haig e o contrabaixista Tommy Potter. Em 1958, Getz muda-se para Copenhagen, com o objetivo de deixar o seu consumo de drogas. 

No regresso aos EUA, em 1961, Getz torna-se uma das principais figuras da bossa nova. Junto com Charlie Byrd, que tinha regressado de uma turnê no Brasil, Getz grava Jazz Samba, em 1962, que se torna um sucesso. A faixa principal era uma adaptação de Samba de Uma Nota de Antonio Carlos Jobim. Stan Getz ganha o Grammy para a Melhor Interpretação de Jazz, em 1963, com Desafinado.

Grava com Tom Jobim, João Gilberto e sua esposa, Astrud Gilberto. A sua interpretação de Garota de Ipanema,  dá-lhe mais um Grammy. Esta música tornou-se uma das canções mais conhecidas, gravas e reproduzida no mundo em todos os tempos. Getz e Gilberto, ganharam dois Grammy (Melhor Álbum e Melhor Single), superando osThe BEatles, em A Hard Day's Night. Em 1967, Getz grava com Chic  Corea e Stanley Clarke.

No início dos anos 70, Stan Getz foi influenciado pelo fusion e electric e passou a utilizar um Echoiplex no seu saxofone. Os críticos não gostaram da nova experiência, o que levou Getz a desistir desta sonoridade, regressando ao jazz mais tradicional e acústico. A partir dos anos 80, gradualmente, Getz deixa a bossa nova, e opta por um estilo de jazz menos tradicional, mais esotérico.

Desde novo Getz consumia drogas e álcool. Casado com Beverly Byrne, vocalista da banda de Gene Krupa, em 07 de novebro de 1946, teve três filhos. Em 1954, foi detido por tentar roubar uma farmácia, em busca de morfina. Durante o processo de detenção, no sector prisional do centro médico USC Medical Center, de Los Angeles, Beverly terá dado à luz o seu terceiro filho, nesse mesmo edifício.

Em 1956, no dia 03 de novembro, casa-se com Monica Silfverskiold, uma aristocrata sueca, com quem teve dois filhos. Em 1957, tem um filho de uma relação com a sua amiga Inga Torgner. Após vários anos a tentar tirar Getz da sua toxicodependência, Monica divorcia-se em 1987, e ganha a custódia de todos os filhos do seu ex-marido.

Nos últimos anos da sua vida, Stan Getz consegue, finalmente, terminar com a sua dependência do álcool e drogas. Morre de câncer do fígado, em 06 de junho de 1991, Em 1998, foi-lhe dedicado uma ala na escola de música de Berklee, designada por "Stan Getz Media Center and Library", e doada pela fundação de Herb Albert.

The Quartet com Stan Getz no saxofone tenor, Jim McNelly no piano, Marc Johnson no contrabaixo e Victor Lewis na bateria.

29/07/2016

Francis Albert Sinatra

FRANK SINATRA

Francis Albert Sinatra nasceu em New Jersey na cidade de Hoboken em 12 de dezembro de 1915, filho de Antonino Sinatra e Natalina Garaventa, imigrantes italianos. Iniciou sua carreira na swing era com Harry James e Tommy Dorsey e tornou-se um artista solo de sucesso na década dos 40.

O tamanho da acolhida do cantor junto ao público fez com que a Columbia Records (Selos - Tomo II) o contratasse em 1943. As bobby boxers, como eram conhecidas as fãs e dançarinas de swing o adoravam e a gravadora lançou sue primeiro álbun, The Voice Of Frank Sinatra, em 1946. No incício da década de 50 sua carreira deu uma estagnada e só foi retomada com o Oscar que conquistou pelo filme From Here to Eternity em 1953.

Saiu da Columbia e foi contratado pela Capitol Records (Selos - Tomo III) que  lançou vários álbuns a partir de 1953 que receberam críticas extremeamente promissoras e aclamados pelo público, entre eles: In The Wee Small Hours, Songs For Swingin' Lovers, Come Fly With Me, Only The Lonelty e Nice 'n' Easy. Em 1961 deixou a Capitol e criou sua própria grvadora, a Reprise Records (Selos - Tomo I), e nela também obteve muito sucesso de crítica e de público como: Ring-aDing-Ding!, Sinatra at The Sands e Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim.

Fundou, também, o Rat Pack que congregava e fraternizava vários artistas de sucesso num mesmo pacote. Os filmes em que atuavam juntos, as turnês e apresentações desse grupo, formado por Frank, Dean Martin, Sammy Davis Junior, Peter Lawford, Joey Bishop e, eventualmente Shirley McLane, Lauren Bacall e Judy Garland eram sempre um sucesso e um acontecimento.

Em 1965, ao completar 50 anos gravou uma retrospectiva de nome September Of My Years, estrelou o especial de TV Frank Sinatra: A  Man and a Music, ganhador do premio Emmy e nesse mesmo ano lançou os grandes sucesso My Way e Strangers In te Night.

O cinema foi sempre uma constante na vida do cantor e ator e a sua imagem foi se desgastando em virtude de sua presença em muuitos filme e esse declínio refletiu-se na múscia também e em 1971 Frank retirou-se da mídia. Voltou em 1973 e gravou alguns álbuns de relativos sucesso especialmente Trilogy: Past, Presente, Future com a música New York, New York em 1980. Ussando os shows em Las Vegas como ponto de partida realizou inumeráveis turnês pelos Estados Unidos e pelo mundo até sua morte em 1996.

Foi casado com Nancy Barbato, com Ava Gardner, com Mia Farrow e com Barbara Marx sua última esposa. Teve três filhos, Nancy, Frank Jr. e Tina. É dos poucos que tem duas estrelas na calçada da fama, uma pela música e uma pela TV e cinema. É considerado um dos maiores intérpretes  de música  e sem nenhum treinamento formal desenvolveu estilo altamente sofisticado com uma habilidade ímpar em criar longas e fluentes linhas musicais sem pausas para respiração, o que o diferenciava grandemente dos outros cantores.

Morreu de ataque cardíaco em 14 de maio de 1998. Por algum tempo foi velado numa suite de um hotel com os parentes para seu memento mori onde foram ofertados aos parentes o seu cherry, chocolate, cigarros preferidos e o indefectivel Jack Daniels a todos. O velório aberto aos amigos e fãns ocorreu na Roman Catholic Church of Good Sheppard em Beverly Hills e foi enterrado no Deseert Memorial Park em Cathedaral City, California.

PRÊMIOS E DISCOGRAFIA

Indicações para Oscar, Globo de Ouro e BAFTAs pela performance no filme O Homem do Braço de Ouro de 1955 Oscar, Globo de Ouro  de melhor ator coadjuvante pelo filme A um passo da eternidade de 1953, Premio Cecil B. DeMille em 1971, Oscar Humanitário em 1972 e 23 Grammys por álbuns, performances vocais, capas de discos ao longo de sua brilhante carreira. São catorze compilações, dezessete LPs ao vivo, 6 Box Set Collections e cinquenta e nove LPs, citamos alguns mais importantes: The Voice Of Frank Sinatra (1946); Frankly Sentimental (1949); Sing And Dance With Frank Sinatra (1950); Swing Easy (1954); Songs for Swingin' Lovers (1956); Come Fly With Me (1958); Nice 'n' Easy (1960); Ring-a-Ding-Ding! (1961); All Alone (1962); September Of My Years (1965); Strangers In The Night (1966); Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim (1967); Ciclyes (1968); My Way (1969); Ol' Blue Eyes Is Back (1973); Trilogy: Past, Present, Future (1980); She Shot Me Down (1981); L.A. Is My Lady (1984) e Duets I e II (1993 e 1994).

FILMOGRAFIA

Entre 1941 e 1990 Frank participou de 62 filmes produzidos por Hollywwod e o principais e mais importantes são: Marujos do Amor (1945); Um Dia em New York (1949); A um Passo da Eternidade (1953);  O Homem do Braço de Ouro (1955); Eles e Elas (1955); A volta ao Mundo em Oitenta Dias (1956); Deus Sabe Quanto Amei (1958), Onze Homens e um Segredo (1960);  Sob o Domínio do Mal (1962); Expresso Von Ryan (1965) e Crime Sem Perdão (1968).

 

 

 

 

 

 

Frank Sinatra - Fly Me To The Moon

20/07/2016

Ella Jane Fitzgerald

ELLA FITZGERALD

Nasceu Ella Jane Fitzgerald em Newport News, Virginia, em 25 de abril de 1917 do casal William e Temperance Fitzgerald que se separaram logo após o seu nascimento. Sua mãe e o namorado novo Joseph de Silva mudaram para New York e em 1923 ele ganhou a irmã Frances de Silva.

Queria ser dançarina mas gostava muito de ouvir Louis Armstrong, Bing Crosby e tinha como ídolo Connie Boswell, cantora do The Boswell Sisters, tentou imita-la por muito tempo. Aos quinze anos sua mãe teve um enfarte fulminante e a garota declinou tão vertiginosamente na escola que deixou de frequenta-la para trabalhar como vigia num bordel e numa casa de apostas o que a levou a envolver-se com a polícia. Foi enviada a um reformatório em Riverdale no Bronx do qual como sóe acontecer com os rebeldes, fugiu.

Estreou como cantora no Apollo Theatre aos dezessete, em 21 de novembro de 1934. Gradualmente conquistou o público semanal e a oportunidade de competir nas "Amateurs Nights" do teatro. A princípio queria dançar mas ante a dupla experimentada Edward Sisters optou por cantar. Judy e The Object Of My Affection", foram as músicas de Connie Boswell, com as quais ganhou o prêmio máximo oferecido pelo teatro, 25 dólares, uma boa grana para a época.

Em janeiro de 1935 conheceu o band leader Chick Weeb que lhe deu uma oportunidade de cantar em uma das apresentações da banda e virar a "crooner" foi um passo. Cantou regularmente com a banda até 1939 quando Chick morreu. Ella então, com sua verve, elegância e já reconhecida competência assumiu a banda e a Ella Fitzgerald and Her Famous Orchestra foi à luta e nessa empreitada chegou a gravar cento e cinquenta registros em seu período com a banda.

Em 1942 parou com a banda e buscou sua carreira solo e foi contratada pela Decca Records e em conjunto com Louis Jordan, Ink Sports e Delta Rhythm Boys obteve algum sucessos. Norman Granz, então, passou a administrar a carreira da cantora e suas aparições no Jazz At The Phillharmonic solidificaram sua relação com Granz que tornou-se seu empresário.

Com o advento do bebop Ella teve que se adpatar e criar para continuar a trabalhar e o papa Dizzy Gillespie a inspirou a criar seus famosos "scats" onde vocalizava imitando os sons dos instrumentos. Suas gravações de Flying Home e Oh! Lady Be Good são históricas e acabaram por solidificar a sua reputação como uma das mais conceituadas vocalistas de seu tempo. Em 1950 lançou uma série de duetos com o pianista Ellis Larkin que foram reunidos no aclamadíssimo Ella canta Gershwin.

A criação do selo Verve em 1955 por Granz fez com que Ella deixasse a Decca e a fez entender que existia música além do bebop e isso mudou seus objetivos. Granz patrocinou os songbooks de Cole Porter e Duke Ellington com os quais mudou o rumo de sua vida e carreira. Em 1963 a Verve foi vendida para a MGM, que não renovou o contrato da cantora e por dez anos Ella viveu entre a Atlantic, Capitol e Reprise e nessa época seu repertório distanciou-se um pouco do jazz com hinos, cantos natalinos e country.

Em 1972 Ella participou do Santa Monica Jazz Festival e a gravação de sua participação virou um sucesso instantâneo e em 1973 Granz criou uma nova gravadora, a Pablo Records e músicas de George Gershwin e diversos álbuns ao vivo com Ella In Rome, Ella in Berlin e Twelve Nights in Hollywood, além do específico Ella Abraça Jobim a trouxeram de volta ao jazz. O disco Ella In London de 1974 pode ser considerado o seu melhor disco e nele teve a companhia de Tommy Flanagan no piano, Joe Pass na guitarra, Keeter Bets no baixo e Bobby Durham na bateria, um primor sob todos os pontos de vista.

Ella casou-se por duas vezes, na primeira com um conhecido traficante de drogas Bennie  Korngay, casamento anulado dois anos depois. O segundo foi com o aclamado contrabaixista Ray Brown e adotaram o filho de sua irmã Frances, Ray Brown Junior que tinha que ter atenção mas suas vidas cruzadas de viagens e turnês acabaram com o casamento que durou por seis anos. Sua carreira, ainda que com aparições em filmes e show de televisão à partir dos anos 80 foi muito prejudicada, ainda que tenha gravado mais de 20 álbuns pela Pablo Records, pelo diabetes que dificultava sua visão. Sua última gravação foi em 1991 e sua última aparição pública foi em 1993. Aos setenta e nova anos, em 15 de junho de 1996 faleceu em Beverly Hills e foi enterrada no Park Cemetery de Inglewood na Califórnia.

PRÊMIOS E DISCOGRAFIA 

Ganhou catorze Grammys incluindo um Lifetime Achievement em 1967, a Arts Medal Of Honour Award, o Societ of Singers Lifetime Achievement Award (posteriormente denominado Ella Fitzgerald Award), a Medalha Presidencial da Liberdade e o Geroge And Ira Gershwin Award da UCLA. Em 1993 criou a Ella Fitzgerald Charitable Foundation que, até hoje, custeia programas que perpetuam seus ideais.

Gravou setenta e dois singles entre 1936 e 1969 com alguns deles entre os mais pontuados como My Melancholy Baby (1936/6); Good Night My Love (1937/1); A-Tisked, A-Tisked (1938/1) , Undecided (1939/8); I'm Making Believe (1944/1) e That's My Desire (1947/1).

Gravou, também, mais setenta e dois registos em LPs e CDs dos quais destacamos alguns: Pure Ella (1950); Lullabies of Birdland (1954); Sweet And Hot (1955); Ella Sings The Cole Porter Songbook (1956); Ella Sings The Duke Ellington Songbook (1957); Ella Swings Lightly (1958); Ella Sings The George & Ira Gershwin Songbook (1959); Ella In Berlin (1960); Ella Swings Brightly With Nelson (1962); Ella At Juan-Les-Pins (1964); Ella And Duke At The Cote D'Azur (1966); Newport Jazz Festival (1972); Ella In London (1974); Ella Abraça Jobim (1981); Easy Living (1986)  e Sophisticated Lady (2001).

13/07/2016

Ella Fitzgerald - The Man I Love - Gravado na Alemanha em 1974, com Joe Pass (guitarra), Tommy Flanagan (piano), Keeter Bets (baixo) e Bobby Durham (bateria).