John McLaughlin

JOHN MCLAUGHLIN

Nasceu em 04 de janeiro de 1942 em Doncaster, West Riding of Yorkshire na Inglaterra, também conhecido como Mahavishnu é um guitarrista, band lider e compositor. Sua música inclui muitos gêneros de jazz onde ele mistura elementos de rock, música hindu clássica, flamenco, blues e musica clássica ocidental para obter figuras inéditas nessa fusão.

Depois de contribuir para vários grupos britânicos no começo dos anos 60s o compositor fez o registro de seu primeiro álbum como bandleader em 1969 chamado Extrapolation. Mudou-se, então, para os Estados Unidos onde tocou com o grupo do baterista Tony Williams e com Miles Davis nos seus discos fusion In a Silent Way, Bitches Brew, Jack Johnson e On The Corner. 

Os anos 70 foram marcados pelo grupo que criou, a  Mahavishnu Orchestra de performances virtuosas e estilo complexo de música com a fusão de jazz, rock e música hindu.

McLaughlin influenciou um grande número de músicos proeminentes. Ganhou dois Grammys no mesmo ano de Guitarrista de Jazz e Guitarrista do ano e prêmios como os das revistas Down Beat e Guitar Player. Em 2003 foi ranqueado como o 49o. melhor guitarrista pela revista Rolling Stone e em 2009 a Down Beat o incluiu em sua lista dos 75 mestres modernos do jazz e em 2012 Guitar World o ranqueou no 63o. posto nas guitarras e Jeff Back o considera, jnto com Pat Metheny os melhores guitarristas vivos.

DISCOGRAFIA

Resultado de imagem para john mclaughlin where fortune smilesResultado de imagem para John McLaughlin Love Devotion SurrenderResultado de imagem para john mclaughlin electric guitaristResultado de imagem para john mclaughlin electric dreams

Resultado de imagem para john mclaughlin music spoken hereResultado de imagem para john mclaughlin passion, grace and fireResultado de imagem para john mclaughlin que alegriaResultado de imagem para Paco de Lucía The Guitar TrioResultado de imagem para john mclaughlin the heart of things

Resultado de imagem para john mclaughlin the heart of things: live in parisResultado de imagem para john mclaughlin industrial zenResultado de imagem para john mclaughlin to the oneResultado de imagem para john mclaughlin invitation to illumination: live at montreux 2011

  

19/06/2017

John McLauglin - Industrial Zen - Verve Records de 2006. CD inteiro.

Bucky & John Pizzarelli

BUCKY PIZZARELLI

Bucky começou sua carreira profissional aos 17 anos quando juntou-se à banda dançante de Vince Monroe em 1944. Perto do fim da Segunda Guerra quando na Áustria como um soldado da infantaria serviu ao exército americano Pizzarelli ficou fora da banda à qual se juntou novamente em 1946 e tocou por outros cinco anos com Monroe. Durante o serviço militar tocou em uma banda desautorizada.

Em 1952 passou a pertencer ao staff da NBC tocando com Skith Henderson, em 1964 passou a trabalhar como membro da The Tonight Band no Tonight Show de Johnny Carson. Durante seu tempo na banda acompanhou os convidados  e tocava todos os gêneros musicais.

Apesar de não ser muto fã de rock and roll ele trabalhou com a banda Dion and The Belmonts. Nesse período estava com George Barnes cuja referencia foi o solo em Lipstick on your Collar com Connie Francis no chamado "maior solo de guitarra no rock and roll de todos os tempos".

Entre 1957 e 1957 passou a usar o nome fantasia de Johnny Bucky  e trabalhava com o trio "The Three Suns". Nesse tempo começou a participar, também, em algumas audições de Benny Goodman com quem trabalhou com alguma regularidade a partir de 1958 até a morte de Goodman em 1986. Em 1958 também juntou-se novamente a George Barnes e formou um duo que também foi muito prolífico incluindo uma grande performance da dupla em agosto de 1971 no Town Hall em New York.

No começo dos anos 70 passou a liderar uma banda que promovia tributos aos músicos dos anos 30 e esteve presente nas posses dos pesidentes Regan, Clinton e tocou também para a primeira dama Pat Nixon. Jersey Jazz Guitars foi o nome do concerto na Rutgers University em 1985 onde reuniu-se a grandes nomes do jazz guitar como Les Paul, Tal Farlow e seu filho John que já despontava. O concerto foi transmitido pela estação publica de rádio de New Jersey como parte do New Jerseys Summerfare Series.

Bucky já tinha tocado antes junto com Les Paul e eram além de amigos vizinhos, o show foi em agosto de 1985 e John, seu filho, cantou duas canções. Bucky nasceu em 09 de janeiro de 1926 em Paterson, New Jersey e aprendeu a tocar guitarar e banjo quando jovem. Seus tios Pete e Bobby Domenick eram músicos profissionais  e algumas vezes promoviam jam sessions reunindo familiares. Buck nomina como sua inspiração Joe Mooney um acordeonista cego  que compunha o quarteto de seu tio Bobby.

Seu filho Martin é baixista profissional que, invariavelmente grava e toca com Bucky e com seu outro filho John que é, hoje, um astro do jazz. Sua filha Mary é guitarrista clássica e aparece no terceiro álbum do pai Green Guitar Blues. Sua nora, casada com John, Jessica Molaskey é cantora e Bucky aparece em três de seus álbuns. Bucky toca até hoje sua Gibson, sua Benedetto e sua Dale Unger sete cordas customizadas, gravou 40 discos como band leader e lider de pequenos conjuntos e foi sideman para um número inimaginável de luminares dos jazz como Rosemary Clooneys, Geroge Shearing, Johnny Frigo, Buddy DeFranco entre outros e muitas gravações como convidado pefazendo 140 registros.

JOHN PIZZARELLI

Nasceu em 06 de abril de 1960 e sua vida é musical desde o berço. Em Paterson sua cidade natal começou a tocar guitarra com seis anos e durante o seu período de escola fundamental Dom Bosco Preparatory High School aprendeu a tocar trompete e seu tempo, então, se dividia entre a música e o baseball.

Como o pai, John era um auto-didata na guitara e em sua casa, frequentemente, topava com gente como Joe Pass (John Passalacqua), Zoot Sims, Slam Stewart e Joe Venutti vai daí o seu futuro na música estava traçado.

Entre 1978 e 1981 foi para a Tampa University e o William Paterson College mas seu maior professor entre 1980 e 1990 foi seu pai com quem trabalhava. Fez o seu primeiro solo gravado em 1983 no disco I'm Hip - Don't Tell Me, Father. Já nos anos 80 estabeleceu-se como guitarrista e cantor. De 1990 a 1993 trabalhou com Ray Kennedy e seu irmão mais novo Martin, nesse ano o trio fez as aberturas dos shows de Frank Sinatra.

Tem Nat King Cole como sua inspiração e o homenageia sempre que possível. Johnny Mercer é seu ídolo cuja música adora. Alguns de seus registros são dedicados a Nat, Johnny e  Frank, além de Duke Ellington, Tom Jobim, Richard Rodgers e Paul McCartney. John e seu pai acompanharam Annie Ross no álbum The Lady With Love, um tributo a Billie Holiday quando Ann fez oitenta e quatro anos.

Teve um programa de rádio Radio Show de Luxe with John Pizzarelli junto com sua esposa, a cantora e atriz Jessica Molaskey. John continua a tocar, gravar, cantar e encantar e sempre que possível reune a família numa grande jam session. 

DISCOGRAFIA

14/05/2017

Bucky & John Pizzarelli - Honeysuckle Rose e Route 66 - 2002

Kenny Burrell

KENNY BURREL

Keneth Earl "Kenny" Burrell nasceu em 31 de julho de 1931em Detroit, Michigan e é um guitarrista de jazz americano conhecido por seu trabalho na gravadora Blue Note onde além de performaer foi dos sidemen mas atuantes e solicitados.

Cita entre suas influencias Charlie Christian e Djago Reinhardte os músicos de blues T-Bone Walker e  Muddy Waters. Burrell também trabalha como proferssor e diretor da Herb Alpert School Of Music da Universidade da California.

Burrell vem de uma família musical, seus pais eram multi instrumentistas e aos doze anos começou a tocar guitarra. Etudou comppsição e teoria musical com Louis Cabrera e guitarra clássica com Joe Fava. Enquanto estudante frequentou a Wayne State University e fez sua estréia em gravações com o sexteto de Dizzie Gillespie em 1951e gravou um single pela Fortune Records, em Detroit, com as músicas Rose of Tangier/Ground Round em mix.

Ainda no colégio criou a New World Music Society que tinha como fellows músicos, iniciantes comoe ele, do naipe de Pepper Adams, Donald Byrd, Elvin Jose e Yussef Lateef. Depois de graduado, em 1955, trabalhou por um tempo com Oscar Peterson e em 1956 mudou-se para New York e passou a trabalhar com Tommy Flanagan.

Após alguns tempo de seu primeiro album gravou outro como líder para a Blue Note e passou, junto com Flanagan a ser requisitado para sidemen de vários artistas já famosos na ocasião como Tony Bennett, Lena Horne e gravou com Billie Holiday, Jimmy Smith, Gene Ammons e Kenny Dorham. 

Entre 1957 e 1959 foi titular da cadeira de Charlie Christian na banda de Benny Goodman. Desde seu debut em New York Burrell foi prolífico nas gravações em sua carreira e a crítica o elogiou muito por The Cats com John Coltrane, Midnight Blue com Stanley Turrentine e Guitar Forms com o arrajador Gil Evans.

Em 1978 começou a ensinar na Universidade da California e ministrou um curso chamado "Ellingtonia" que basicamente passava a seus pupilos a vida e obra de Duke com o qual havia colaborado diretamente e que o tinha como seu guitarrista favorito. Em sua vida fonográfica Burrell teve a oportunidade, através da composições do mestre Ellington, homenageá-lo em diversos trabalhos.

Ao dirigir o Jazz Studies na UCLA foi mentor de alguns "notable alimni" como Gretchen Parlato e Kamasi Washington. Burrell ganhou muitos prêmio no Japão, Inglaterra e Estados Unidos, escreveu, arranjou e dirigiu Dee Dee Bridgwater no album Dear Ella ganhador do Grammy em 1998 e em 2004 foi eleito o Educador de Jazz pela Down Beat e em 2005 indicado para a NEA Jazz Master.

 

Temos abaixo uma de suas performances mais interessantes e na página  Jazz Histories mais de Kenny.

DISCOGRAFIA

 Resultado de imagem para kenny burrell 2 guitarsResultado de imagem para kenny burrell on view at the five spot cafeResultado de imagem para kenny burrell a night at the vanguard

 Resultado de imagem para kenny burrell weaver of dreamsResultado de imagem para kenny burrell midnight blueResultado de imagem para kenny burrell & john coltrane

Resultado de imagem para kenny burrell bluesy burrellResultado de imagem para kenny burrell guitar formsResultado de imagem para kenny burrell have yourself a soulful little christmas

Resultado de imagem para kenny burrell god bless the childResultado de imagem para kenny burrell 'round midnightResultado de imagem para kenny burrell up the street, 'round the corner, down the block

Resultado de imagem para kenny burrell the tender genderResultado de imagem para kenny burrell soul callResultado de imagem para kenny burrell freedom

 

24/04/2017

Kenny Burrell e seu maior sucesso - Midnight Blues

Louis Daniel SATCHMO Armstrong

LOUIS ARMSTRONG

Armstrong nasceu numa família muito pobre. Passou a sua juventude na pobreza num bairro de Nova Orleans, conhecido como "as costas da cidade". O seu pai, William Armstrong, abandonou a família quando Louis ainda era criança e casou-se com outra mulher. A sua mãe, Mary Albert Armstrong, deixou Louis com a sua tia, o seu tio e a sua avó. Aos cinco anos ele voltou a viver com a sua mãe e via o pai muito raramente. Ele esteve na Fisk School for Boys onde pela primeira vez entrou em contacto com a música. Levou algum dinheiro para casa como entrega-jornais e sapateiro ambulante. Contudo, isso não era suficiente para manter a sua mãe longe da prostituição. Passou a entrar à socapa em bares de música perto de sua casa para ouvir e ver os cantores.

Conheceu dias muito difíceis, e olhava para a sua juventude como o pior momento da sua vida e, por vezes, até retirava inspiração dela: "Every time I close my eyes blowing that trumpet of mine, I look right in the heart of good old New Orleans...It has given me something to live for."

Conseguiu comprar um trompete, com dinheiro emprestado de uma família imigrante russo-judaica, os Karnofskys que, até ao final da sua vida, considerou como membros da família visto que cuidaram dele vários dias e noites, enquanto a sua mãe trabalhava. Por essa razão, Louis usou uma Estrela de Davi pelo o resto de sua vida.

Após sair da Fisk School aos 11 anos, Armstrong formou um quarteto que tocava na rua para ganhar algum dinheiro e por esta altura também começou a meter-se em sarilhos.

O tocador de corneta Bunk Johnson ensinou-o a tocar de ouvido no Dago Tonk em Nova Orleans, apesar de Louis ter dado crédito a um músico chamado Oliver, nos anos seguintes. Armstrong desenvolveu fortemente a sua maneira de tocar trompete na banda "New Orleans Home for Colored Waifs", onde ele fora várias vezes enviado por delinquência juvenil (mais notavelmente por disparar a arma do seu padrasto para o ar numa celebração de Véspera de Ano Novo, assim confirmam os registos policiais). O professor Peter Davis instalou disciplina e providenciou educação musical ao rapaz. Eventualmente, Davis fez Armstrong o líder da banda.

A Home tocou por toda Nova Orleans e o rapaz de 13 anos passou a chamar atenção pelo modo como tocava trompete, começando uma nova carreira musical. Aos 14 anos ele saiu da Home e viveu com o seu pai e a nova madrasta e depois com a sua mãe e as ruas. Armstrong ganhou o seu primeiro emprego noturno no Henry Ponce's, onde Black Benny se tornou o seu protector e tutor. Queimava carvão na fábrica de dia e tocava trompete à noite.

Ele tocou frequentemente nas Brass Band Parades e ouviu os músicos mais velhos sempre que podia, aprendendo com Bunk Johnson, Buddy Petit, Kid Ori e, acima de tudo, com Joe "King" Oliver",  que atuou como mentor e figura paternal para o jovem músico. Mais tarde, ele tocou nos riverboats de New Orleans, trabalhando com Fae Marable subindo e descendo o Mississipi. Ele descreveu o tempo passado com Marable como "indo para a universidade", o que lhe proporcionou uma experiência única

Em 19 Março de 1918, Satchmo (a alcunha de Armstrong) desposou Daisy Parker de Gretna, Louisiana. Eles adotaram uma criança de 3 anos, Clarence Armstrong, cuja mãe, a prima de Louis, Flora, morrera no parto (problematica mental). Clarence Armstrong foi doente mental (resultado de uma pancada em tenra idade) e Louis passaria o resto da sua vida a tomar conta dele. Louis divorciou-se de Daisy e pouco depois, esta faleceu.

Durante as suas experiências de "Riverboat", a música de Armstrong começou a amadurecer. Aos vinte anos, já conseguia ler partituras e começou a tocar grandes e prolongados solos de trompeta, sendo um dos primeiros Jazzmen a fazê-lo e introduzindo a sua personalidade e estilo nos seus solo turns. Ele acabara de aprender como criar um som único, e começara a cantar nas suas performances. Em 1922, Armstrong foi para Chicago, por convite de Joe "King" Oliver, para se juntar à sua "Creole Jazz Band" onde ganhava o suficiente sem ter de atuar nos velhos clubes nocturnos. Chicago, a cidade do vento, estava povoada de muitos negros, que após trabalharem nas fábricas, tinham algum dinheiro para gastar numa ida ao bar.

Armstrong viveu em Chicago no seu próprio apartamento, com a sua própria casa de banho privada (a sua primeira). Entusiasmado de se encontrar nesta cidade, começou a escrever cartas nostálgicas aos seus amigos em Nova Orleães. À medida que a carreira de Armstrong crescia, ele era desafiado a "cutting contests" (competições nas quais um músico tenta roubar o emprego do outro tocando melhor do que ele) por hornmen tentando acabar com o novo fenómeno. No entanto, falharam. Armstrong fez as suas primeiras gravações nas Gennett e Okeh labels (os recordes de jazz estavam a começar a rebentar por todo o país), incluindo alguns solos e breaks, enquanto segundo trompete na banda de Oliver em 1923. Por esta altura, ele conheceu Hoagy Carmichael (com quem ele colaboraria depois) que foi introduzida por Bix Beiderbecke, seu amigo, que agora possuía a sua "Chicago band".

A sua segunda mulher, a pianista Lil Hardin Armstrong, fez com que Armstrong desenvolvesse o seu novo estilo afastado de Oliver. Ela convenceu o seu marido a tocar música clássica nas igrejas, para aperfeiçoar o seu estilo e a experimentar a tocar sem banda, além dos solos, e com coral religioso. A influência de Lil determinou eventualmente a relação entre Armstrong e o seu mentor, especialmente as questões do salário e dos dinheiros adicionais que Oliver afastava dele e dos outros membros da banda. A banda desfez-se em 1924 e Armstrong foi convidado a ir à cidade de Nova Iorque para tocar com a Fletcher Henderson Orchestra, a banda Américo-Africana de mais sucesso naquele período. Louis aprendeu como tocar em orquestra pela primeira vez.

Armstrong rapidamente adaptou-se ao mais controlado estilo de Henderson e os outros músicos rapidamente tomaram Armstrong como um músico emocional e natural. Durante esta altura, Armstrong efectuou várias gravações, arranjadas por um seu velho amigo de Nova Orleães, o pianista Clarence Williams, estas incluíam concertos de banda Williams Blue Five (na qual Armstrong entrava), alguns solos de jazz e uma série de acompanhamentos com tocadores de Blues, incluindo Bessie Smith, Ma Rainey e Alberta Hunter. Armstrong regressou a Chicago em 1925 devido à sua mulher, que queria incentivá-lo a prosseguir com a sua carreira. Ele gostou muito de Nova Iorque e admitiu que a Henderson Orchestra era bastante limitada. Ele começou a fazer gravações com o seu próprio nome com os famosos Hot Five e Hot Seven, produzindo grandes êxitos como Potato Head Blues, Muggles (uma referência à marijuana) e West End Blues.

O grupo incluia Kid Ory (trombone), Johnny Dodds (clarinete), Johnny St. Cyr (banjo), a mulher de Armstrong e, normalmente, nenhum tamborista. Sobre Armstrong, St. Cry disse: "One felt so relaxed working with him...he always did his best to feature each indidual". As suas gravações com o pianista Earl "Fatha" Hines e a introdução de Armstrong em West End Blues permanecem as mais famosas influências na história do Jazz. Armstrong era agora livre para desenvolver o seu estilo pessoal como ele quisesse.

Armstrong também tocou com "Erskine Tate's Little Symphony", no teatro de Vendome. Eles forneceram música para filmes mudos e shows ao vivo, incluido versões de música clássica "jazzeadas" entre as quais Madame Butterfly, o que proporcionou a Armstrong experiência com novos tipos de música e actuações perante uma grande audiência. Tornaram-se a banda de Jazz mais famosa nos Estados Unidos. Após separar-se de Lil, Armstrong começou a tocar no café Sunset para Joe Glaser, um associado de Al Capone. Na Carrol Dickerson Orchestra, com Earl Hines no piano, que rapidamente foi transformada na Louis Armstrong's Stompers, Armstong fez amizade vitalícia com Hines e dirigiu, pela primeira vez, um grupo musical.

Armstrong regressou a New York em 1929, onde ele tocou na orquestra do musical Hot Chocolate e fez uma partipação especial na banda de Charles John Degoniah. Ele começou a trabalhar no Connie's Inn em Harlem, o segundo clube nocturno mais famoso da Grande Maçã. Armstrong teve também um sucesso considerável com as gravações vocais, incluindo versões das famosas músicas compostas pelo seu velho amigo Hoagy Carmichael. As suas gravações de 1930 ganharam vantagem total devido ao "ribbon microphone" (microfone de peito) sobre todas as outras gravações de bandas da época, com menos qualidade. A mais famosa foi: "Stardust", que até hoje permanece uma das gravações com mais lucro de Armstrong.

Após regressar aos E.U.A., ele tomou várias longas e exaustivas digressões. O seu agente, Johnny Collins fez com que Armstrong ficasse com pouco dinheiro. Ele despediu-o e contractou Joe Glaser, que resolveu as suas dívidas e os seus processos. Ele regressou ao cinema e participou num programa de rádio, Rudy Valley's Show, em que ele entrevistou muitos músicos e tocou alguns solos. Divorciou-se de Lil em 1938 e casou com a sua nova namorada, Alpha. Após muitos anos na estrada, ele fez residência em Queens, Nova Iorque, em 1943 com a sua quarta mulher, Lucille. Apesar de alguns ataques racistas (roubar o correio, atirar pedras à casa) integrou-se com os negros e alguns brancos do seu bairro.

Durante os trinta anos seguintes da sua vida, Armstrong tocou inúmeros solos e com inúmeras bandas, e participou de filmes. Enfrentou algumas críticas por parte dos ativistas negros norte-americanos, pelo fato de não militar mais ativamente no movimento dos direitos civis. Porém é preciso lembrar que, naquela época, Louis já se aproximava dos 60 anos de idade, e pertencia a uma geração diferente daquela que estava assumindo a linha de frente dos protestos e da militância no final dos anos 50 e ao longo dos anos 60. Armstrong teria sido muito influenciado por Martin Luther King, pois ajudava os negros contra o racismo. Em 1967 gravou What a Wonderful world,  Armstrong trabalhou até os seus últimos dias e morreu dormindo em sua casa, em Nova Iorque, em 6 de julho de 1971.

O agente de Armstrong, Joe Glaser, acabou com uma banda que ele tinha formado, e recomendou a Armstrong a criação de uma nova banda formada por pessoas suas amigas. O grupo chamou-se os All Stars e incluiu Earl "Fatha" Hines, Barney Bigard, Edmond Hall, Jack Taegerdon, Jesmiah Burt, Trummy Young, Arvell Shaw, Billy Kyle, Marty Napoleon, Big Sid Catlett, Cozy Cole, Barrett Deems e Danny Barcelona.

Em 1964 ele atingiu o maior recorde de vendas, ultrapassando ainda as suas antigas gravações com "Hello, Dolly!". A música ficou em primeiro lugar nos Top 10, fazendo com que Armstrong, com 63 anos de idade, a pessoa mais idosa a conseguir tal feito, destronando até os Beatles, que estavam, por 14 semanas seguintes, em 1º lugar. Antes de morrer, em 1971, andou por todos os continentes, excepto a Oceânia e a Antárctica, em digressão, ganhando o nome de "Embaixador Satch".

Nos seus primeiros anos, Armstrong foi mais conhecido por tocar corneta e trompete. Também nos seus primeiros anos, a melhor e mais conhecida música foi os Hot Five e Hot Seven. Ainda hoje ele é conhecido por isso.

 

Louis Armstrong morreu de ataque cardíaco em 6 de julho de 1971 com 69 anos em Corona Queens, Nova York, 11 meses após tocar o seu último solo na Sala Imperial do Waldorf Astoria. As suas últimas palavras foram: "I had my trumpet, I had a beautiful life, I had a family, I had Jazz. Now I am complete." ("Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz . Agora estou completo."). Encontra-se sepultado no Cemitério Flushing, em Flushing, New York. 

DISCOGRAFIA

 Resultado de imagem para louis armstrong louis and the good bookResultado de imagem para louis armstrong louis under the starsResultado de imagem para louis armstrong and king oliver

Resultado de imagem para louis armstrong porgy and bessResultado de imagem para louis armstrong recording together for the first timeResultado de imagem para louis armstrong at the crescendo, vol. 1

Resultado de imagem para louis armstrong satchmo at pasadenaResultado de imagem para louis armstrong bing & satchmoResultado de imagem para louis armstrong louis and the angels

Resultado de imagem para louis armstrong ambassador satchResultado de imagem para louis armstrong satch plays fatsResultado de imagem para Louis Armstrong The Greate Louis Armstrong

 

 

 

14/02/2017

The Best Of Louis Armstrong mais de cem minuutos de Satchmo

Joe Pass o Paganini do Jazz

JOE PASS

Joe Pass ou Joseph Anthony Passalaqua, nasceu em  New Brunswick em 13 de janeiro de 1929 e foi um guitarrista de jazz norte-americanoJoe começou a tocar guitarra aos 9 anos de idade e já aos 14 tocava em conjuntos profissionais quando ainda estava no colégio, entre outros com a banda de Tony Pastor. Tocou com Charlie Barnet em 1947 e depois foi prestar o serviço militar.Joe foi um dos maiores nomes da guitarra de jazz.

Após ser dispensado, passou os anos 50 às voltas com um vício em drogas, tendo inclusive passado algum tempo na prisão por causa disso.

Em 1962, livre das drogas, graças a um trabalho reabilitação na Synanon Foundation, retornou para o mundoa música ( ou melhor, ingressou, uma vez que até então era quase um desconhecido).

Tocou com Gerald Wilson, Les McCann, George Shearing, Benny Goodman, Ella Fitzgerald, Count Basie, Duke Ellington e Dizzy Gillespie.

Joe Pass fazia quase o impossível. Ele era capaz de tocar as versões uptempo de músicas bebop como Cherokee How High The Moon na guitarra, desacompanhado.

Pass usava técnica convencional (mas magnífica), e sua série Virtuoso pelo selo Pablo ainda soa notável, décadas depois.

Ele tocava muitos padrões, e os tocava muito rápido. Ele é chamado de "o maior do mundo", e muitas vezes comparado a Paganini por seu virtuosismo. Ele foi, em qualquer caso, um músico formidável. Há uma certa pureza em seu som que o faz destacar-se facilmente de outros guitarristas de jazz de primeira qualidade.

Seu som é caloroso e muito limpo. Ele gostava de alicerçar sua maneira de tocar com melodias mudanças de acorde, ritmo e uma boa sensação de tempo." E ele explorava essa música calmamente, às vezes serenamente, mas sempre muito bem. Ou seja, Pass tomava uma estrutura musical organizada e, em seguida, tocava suas notas em todos os cantos dela. Django Reihhardt foi para ele uma importante influencia. Joe Pass morreu em Los Angeles de cancer de fígado em 23 de maio de 1994 após gravar seu último registro Nuages: Live At Yoshi's com múscias de  Hank Williams e junto com o guitarrista country Roy Clarke.

DISCOGRAFIA

Resultado de imagem para Herb Ellis Joe's BluesResultado de imagem para joe pass seven, come elevenResultado de imagem para joe pass live at donte's

Resultado de imagem para joe pass at the montreux jazz festival 1975Resultado de imagem para joe pass for djangoResultado de imagem para joe pass i remember charlie parker

Resultado de imagem para joe pass songs for ellenResultado de imagem para joe pass unforgettableResultado de imagem para joe pass virtuoso

 

01/02/2017

JOE PASS - Summertime - 1992. Incrivelmente belo !!!

11/01/2017

Errol Garner

ERROL GARNER

Nesceu em 1923 junto com seu irmão gêmeo Eugene em Pittsburgh e começou a tocar piano com três anos. Estudou na George Westinghouse High School e foi companheiro de piano de Ahmad Jamal e Billy Strayhorn entretanto nunca leu música. Com sete anos já se apresentava na rádio (KDKA Pittsburgh) junto com um grupo chamado Candy Kids. Com 19 anos tocava com o irmão mais velho, Linton, e em 1944 mudou-se para New York.

Tocou um breve tempo com o baixista Slam Stewart e embora não sendo um beboper tocou com Charlie Parker em 1947. Sua admissão na União Musical de Pittsburgh foi negada porque não lia música mas lhe foi concedida a licença em 1956 e tornou-se membro honorário reconhecida sua super capacidade de memória para música. Depois de participar de um recital com o pianista russo Emil Gilels voltou para casa e rememorou sua performance completamente.

Passou, então, a tocar em todos os espaços possíveis e imagináveis desde pequenos night clubs até salas sinfônicas além de excursionar por todo o mundo, sempre com enorme sucesso. Era o músico preferido de Johnny Carson e, consequentemente, o recordista de aparições no Tonight Show do apresentador.

Garner morreu de problemas cardíacos causados por um enfisema em janeiro de 1977 e está enterrado no Pittsburgh's Homewood Cemetery.

DISCOGRAFIA

Os seis mais imporrtnates

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11/01/17

ERROL GARNER - Maio de 1972 - ORTF Studio 13 - Paris. São 30 minutos de música de altíssima qualidade.

06/12/2016

LIONEL HAMPTON

LIONEL HAMPTON

Lionel Hampton nasceu em 1908 em Louisville, Kentucky e foi criado pela sua avó. Pouco tempo depois de seu nascimento ele mudou-se com sua mãe primeiro para Birmingham, Alabama, para Kenosha em Wisconsin e depois para Chicago, Illinois em 1916. Na juventude foi membro do Bud Billiken Club e do Boy Scouts of America dos quais teve que afastar-se em função da segregação racial. Duarante os 20s, o jovem Hampton teve lições de xilofone com Jimmy Bertrande e começou a tocar bateria. Foi educado na Igreja Católica e aperfeiçoou-se na bateria e flauta no Holy Rosary Academy perto de Chicago. 

Começou a carreira tocando bateria no Chicago Defender Newsboy's Band, mudou-se para a California em 1927/8 ainda tocando bateria agora para o Dixieland Blues Bowers. Sua primeira gravação foi com The Quality Serenades para Paul Howard e passou por várias bandas sem nunca deixar de praticar o vibrafone.

Em 1930 Louis Armstrong veio para a California e contratou a Les Hite Band e pediu a Hampton que tocassse duas músicas no vibrafone e isso foi o início da gloriosa carreira do artista que popularizou o uso do instrumento que, inventado por volta de 1920 substituia as lâminas de madeira do xilofone por lâminas de metal com um pedal amplificador e caixas de ressonância eletricamente acionadas para adicionar o vibrato.

Trabalhou em várias bandas até 1936 quando Benny Goodman veio a Los Angeles e John Hammond viu o jovem tocar e daí a virar colegas de banda de Gene Krupa, Teddy Wilson e Benny Goodman foi um passo. Enquanto trabalhou para Goodman em New York Lionel gravou em diferentes grupos e formou sua orquestra em 1940. Deixou amigavelmente o quarteto de Goodman e passou a se dedicar à sua banda.

Entre 40 e 50 sua banda popularizou-se, especialmente depois de um arranjo para Flying Home com Illinois Jacquet no solo. Sua banda ainda ostentava músicos de altíssima qualidade como Milt Buckner, Arnett Cobb, Billy Mackel, Charlie Sheavers e Slam Stewart e passou a gravar com o mecenas Normam Granz para o selo GNP Crecendo.

A Decca Records o juntou a outros grandes como Charles Mingus, Johnny Griffin, Wes Montgomery e Dinah Washington. Em 1963 sua orquestra fez uma turnê pela Europa com ninguém menos que Clifford Brown, Gigi Grace, Monk Montgomery, Art Farmer e Quincy Jones.

Continuou com a orquestra mas não deixou de gravar e tocar com Oscar Peterson, Buddy de Franco e Stan Getz, sempre com Norman Granz. Passou por Louis Armstrong e outros sempre galgando degraus mais altos e a um e outro contato a eles se ombrando, ainda que a partir dos 60s os grupos como os de Hampton entrarem em declínio o vibrafonista sempre se manteve ativo e com a sua vibração natural até 1991, acumulando prêmios e respeito quando teve um ataque de artrite que reduziu drasicamente sua atuação.

Hampton morreu em agosto de 2002 e foi enterraodo no Woodlawn Cemitery no Bronx em New York em túmulo adjacente aos de Miles Davis e Duke Ellington.

DISCOGRAFIA

Os seis mais importantes:

Resultado de imagem para the lionel hampton quintetResultado de imagem para lionel hampton hamp and getzResultado de imagem para lionel hampton you better know it!!!

Resultado de imagem para lionel hampton for the love of musicResultado de imagem para hamp: the legendary decca recordings of lionel hamptonResultado de imagem para lionel hampton ring dem vibes

 

 

 

06/12/2016

Lionel Hampton and his Orchestra - Festival de Jazz de Newport - JVC - 1988 - Quarenta e cinco minutos de drive e swing.

03/11/2016

Gerald Joseph Mulligan

GERRY MULLIGAN

Nasceu em 6 de abril de 1927 e foi um saxofonista americano, clarinestista, compositor e arranjador. Embora Mulligan seja primariamente conhecido como saxofonista barítono na história do jazz, tocando o instrumento em tons limpos e leves na era do cool, era também um notável arranjador tendo trabalhado com Claude Tornhill, Miles Davis Stan Keaton e outros. O quarteto sem piano de Mulligan do começo doas anos 50 tinha Chet Baker no trompete é tido como um dos mais importantes grupos do cool jazz. Mulligan era também um pianista altamente capacitado e tocava vários instrumentos de sopro, especialmente os de palheta.

Gerrry nasceu Gerald Joseph em Queens, New York , filho de George e Louise Mulligan. Seu pai era de Wilmington, Delaware, e sua mãe da Philadelphia  ambos descendentes de irlandeses. Gerry foi o último dos quatro irmãos: George, Phill e Don.

George Mulligan era engenheiro e seu trabalho o levava, com frequencia, viajar por inúmeras cidades e quando Gerry era pequeno a família mudou-se para Marion, Ohio.

Com quatro filhos Louise contratou uma afro-americana, Lily Rose que cuidava de Gerry. Lily era especialmente alegre e Gerry passava parte do tempo em sua casa. A relação com negros era muito incomum mas junto de Lilly o garoto conheceu uma série de músicos e entre eles Fats Waller. 

A família, então, mudou-se de novo e agora para New Jersey junto da avó do rapaz. depois para Chicago, Michigan onde viveu por tres anos e numa escola católica passou a cursar música e a tocar clarinete na orquestra emergente do colégio e de sua tentavia desastrada de arranjar o canção Lover de Richard Rodgers surgia um novo talente do arranjo.  

Do contato com Tommy Tucker, agora na Philadelphia para o arranjador foi um passo. Tucker não precisava de sopro mas gostou dos arranjos de Gerry e o contratou e passou a compra-los. Findo o contrato Gerry passou a trabalhar com Elliot Lawrence, um band leader na WCAU. 

Em janeiro de 1946 mudou-se para New York e passou a faer parte do grupo de Gene Krupa para o qual fez arranjos para uma série de músicas como Birdhouse, Disk-Jockey Jump, How High The Moon e Ornithology entre outras.

Mulligan a seguir começou a trabalhar nos arranjos da Orquestra de Claude Tornhill e a intervir com o naipe de palhetas da orquestra. Com Gil Evans, que trabalhava com Tornhill juntou-se novamente a Gene Krupa e uma nova linguagem do jazz começava a surgir.

Em setembro de 1948 Miles Davis formou um noneto e os arranjos de Mulligan e Evans eram o norte para o combo. A banda era composta por ases da época, Miles, John Lewis, Lee Konitz, Junior Collis, Bill Barber, Al McLibbon, Max Roach e Gerry debutando com o saxofone barítono.

A banda se apresentou uma porção de vezes e só ao vivo. Contudo depois de alguns anos Miles reformou a banda por três vezes para gravar doze peças que compiladas pela Capitol Records transformou-se em Birth Of Cool no qual Gerry fez o arranjo para três músicas - Rocker, Venus de Milo e Geru no ato e mais três depois - Decpetion, Godchild e Darn That Dream.

Gerry atuou também com Konitz, Barber e Miles em outras três músicas e em que pese a fria recepção que o noneto recebeu na ocasião , em 1949, a história transformou o conjunto em um dos grupos mais influentes que já se formou e a despeito de ter sido formado na Costa Leste ganhou fama e ficou conhecido como o The West Coast Jazz.

Durante o período de trabalho ocasional com Davis Mulligan aparecia regularmente com o trombonista dinamarquês Kai Winding e eventualmente fazia arranjos para as orquestras de George Auld e de Chubby Jackson. Em setembro de 1951 finalmente Mulligan conseguiu realizar seu primeiro trabalho fonográfico solo e Mulligan Plays Mulligan foi a sua primeira e definitiva marca no cenário jazzístico e sob inspiração do gênio Lester Young.

Na primavera de 1952 buscando novos empreendimentos Mulligan mudou-se com a namorada, a pianista Gail Madden, para Los Angeles. Aproveitando o conhecimento com o também arranjador Bob Greattinger começou a faer arranjos para a orquestra de Stan Kenton. O seu estilo contrapontual agradou e algumas de suas composições como Young Blood e Walking Shoes passaram a fazer parte do repertório de Kenton.

Sua primeira sessão de gravações em Los Angeles teve a produção de Richard Bock para a Pacific Jazz Records. Em 1952 com três sessões informais na cabana do engenheiro Phill Turetsky Mulligan gravou o PJ LP 1 e o PJ LP 8 com Chet Baker

Paralelamente Gerry tocava na noite de LA e Chet Baker, Red Norvo e Errol Garner apareciam nos clubes e apesar de perfrmances brilhantes quase sempre Mulligan precisava de continuidade e espaço para seu enorme talento e resolveu então construir para si um espaço diferente e para tal criou seu trio sem piano com Bob Whitlock no baixo e Chico Hamilton na bateria que somados ao barítono do emergente mestre,  que às vezes se aventurava no piano, despertou o interesse de Roy Harte que passou a gravar tudo o que Mulligan fazia, dando a partida para muitos trabalhos de Mulligan para a Pacific Jazz Records tê-lo em seu quadro de modo permanente.

Mulligan juntou-se a Baker, que por seu lado também despontava. O identidade musical, especialmente no modo contrapontuado de Gerry enxergar o jazz da ocasião gerou uma série de sessões no Haig e um disco com relativo sucesso The Gerry Mulligan Quartet featuring Chet Baker.

A colaboração teve um fim abrupto, Mulligan foi preso no meio de 1953 pelo uso e porte de heroína. Ambos, Mulligan e Chet eram amigos e amigos da heroína também, entretanto enquanto Mulligan ficou preso Baker transformou seu estilo lírico, sua suave voz de tenor e sua  imagem de ídolo das matinés em um tremendo sucesso o que fez com que a recontratação de Chet por Mulligan ficasse impossível em função do novo preço de Baker.

Mulligan só voltou a se reunir com o trumpetista no Newport Jazz Festival de 1955 e ocasionalmente em gravações e performances juntas até 1974 no Carnegie Hall. Nos anos posteriores a relação entre os dois se deterioraram, mais pelo pouco profissionalismo a a personalidade agora atormentada do trompetista cantor, comportamento, fruto do uso continuado de drogas diversas, que  levou Chet a morte em 1988.

Mulligan trocou então Baker por Bob Brookmayer, um trombonista de válvula, continuou a ocasionalmente tocar piano e o quarteto atravessou o restante dos 50s fixo mas com convidados como os trompetistas Jon Eardley e Art Farmer, com saxofonistas como Zoot Sims, Al Cohn, Lee Konitz e uma vocalista eventual Annie Ross. Em 1957 Mulligan e sua esposa Arlyne tiveram um filho Reed Brown que em 2012 lhe deu uma neta Brigid Ruth.

Entre 1966 e 1972 estudou piano com Suezenne Fordham em New York com a qual se juntou. Tocou nesse período como líder do quarteto e como sideman e fez arranjos para grandes orquestras e grandes músicos. Em 1973 juntou-se ao The Dave Brubeck Quartet com os quais a Verve produziu cinco LPs.

Depois de Brubeck formou sua big band e trabalhou com Charles Mingus que incluia músico jovens e inovadores como Mitchel Formann. Trabalhou e excursionou com o contrabaixista durante os 80s. Nesse período trabalhou também com o bandoneonista argentino Astor Piazolla e esse encontro gerou um trabalho muito interessante Encontro (Summit) com a sensacional Años de Soledad.

Nessa fase Mulligan tornou-se um grande nome no jazz e entre excursões para o mundo todo e experiências com músicos inovadores e criativos criou um mito em torno de seu nome. Gente como André Previn, Vinnie Burke, os italianos Enrico Intra, Pino Presti, Giancarlo Barigozzi e Tulio de Piscopo, de volta a Brubeck e a Cincinatty Simphony de Erich Kunzel passaram a fazer parte do cotidiano. Em 1982 Zubin Metha convidou Mulligan para tocar com a CBS Symphony o Bolero de Ravel ao saxofone soprano e depois disso recebeu outros convites como para a New American Orchestra para a London Symphony Orchestra e Houston Symphony entre outras.

Mulligan se manteve ativo por todos os 80s, em arranjos e gravações e pelo Octet for Sea Cliff, pela Concordia Orchestra, em junho de 1988 foi convidado para ser o primeiro compositor residente do Glasglow Jazz Festival e foi comissionado para escrever The Flying Scotsman. Em 1991 junto de Miles Davis revisitou o álbum Birth of Cool e como Miles morreu em setembro continuou com o projeto  e excursionou com Wallace Roney  e Art Farmer no noneto que incluia John Lewis e Bill Barber, além de apresentar no Montreux Jazz Festival.

Mulligan morreu em 20 de janeiro de 1996 com 68 anos por causa de uma complicação em uma cirurgia do joelho.

DISCOGRAFIA

The Gerry Mulligan Quartet/Gerry Mulligan with the Chubby Jackson Big Band (1950); Mulligan Plays Mulligan (1951); G.M. Quartet Vol I (1952); Lee Konitz plays with G.M. (1953); G.M. Quartet vol II (1953); Tentet And Quartet (1953); Paris Concert (1954); California Concerts (1955); Presenting G.M. Sextet (1955); Mainstream Of Jazz Sextet (1956); Profile Sextet (1956); Recorded in Boston at Storyville (1956); With Teddy Wilson Trio at Newport (1956); The Arrajer (1957); Jazz Giants ' 58 (1958); Mulligan Meets Monk (1957); Blues In Time (1957); G.M. Meets Stan Getz (1957); Jazz Concert Grosso (1957); The G.M. Songbook (1957); Reunion with Chet Baker (1957); The Jazz Combo from I Want to Live! (1958); Annie Ross Sing a Song with Mulligan (1958); Whats Is There to Say (1959); Gerry Mulligan meets Johnny Hodges (1959); meets Ben Webster (1959); The Concert Jazz Band (1960); On Tour (1960); At Village Vanguard (1960); Holiday with Mulligan (1961); Concert Jazz Band (1961); The Gerry Mulligan Quartet (1962); Jeru (1962); Two Of a Mind (1962); Spring Is Sprung (1962); G.M. '63 Concert Jazz Band (1963); Night Lights (1963); Butterfly with Hiccups (1964); If you Can't Beat 'Em Join 'Em! (1965); Feelin' Good (1965); Something Borrowed - Something Blue (1966); Compadres (1968); Blue Roots (1968); Live At Berlin Phillarmonic (1970); Age Of Steam (1971); Sumitt with Astor Piazzolla (1974); At Carnegie Hall with Chet Baker (1974) Meets Enrico Intra (1975); Wlak on Water (1980); Little Big Horn (1983); Meets Scott Hamilton (1985); Lonesome Boulevard (1990); Re-Birth Of The Cool (1992); With Billy Taylor (1993); Paraíso (1993) Midas Touch (1993); Dream a Little Dream (1994) e Dragonfly (1995).

03/11/2016

Gerry Mulligan Quartet com Chet Baker, de 1952 e 1953 com Gerry ao barítono, Chet no trompete, Chico Hamilton na bateria e Bob Whitlocke no baixo. Reeditado em 1999.