19/06/2017

Como dizia o Poeta - Toquinho & Vinicius

Vinicius e Toquinho

TOQUINHO & VINICIUS

ANTONIO PECCI FILHO nasceu em São Paulo em 06 de julho de 1946 e seu apelido, Toquinho, foi dado por sua mãe quando ainda era criança. Aos 14 anos de idade, teve aulas de violão com Paulinho Nogueira. Ainda na adolescência, apresentou-se em clubes, colégios e faculdades. Estudou com Edgard Janulo e Léo Peracchi (orquestração). Do contato que teve no decorrer de sua carreira com grandes músicos e violonistas, como Oscar Castro Neves e Baden Powell, foi aprimorando seu violão e adquirindo personalidade própria.

MARCOS VINÍCIUS DA CRUZ DE MELO MORAES nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outrubro de 1913 e seu pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, era funcionário da Prefeitura, poeta e violonista amador, e sua mãe, Lidia Cruz de Moraes, era pianista amadora. Nasceu na Gávea e aos três anos mudou-se com a família para Botafogo, estudou na Escola Primária Afrânio Peixoto e onde escreveu seus primeiros versos. Em 1922, sua família mudou-se para a Ilha do Governador, mas ele permaneceu com a avô, a fim de terminar o curso primário. Durante as férias, nos fins de semana na Ilha, seus pais costumavam receber em casa a presença de Henrique de Melo Moraes, tio de Vinícius, e do compositor Bororó, o que garantia sempre boa música. Em 1924, ingressou no Colégio Santo Inácio, onde passou a cantar no coro e principiou a montar pequenas peças de teatro. Em 1927, tornou-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajós, com quem formou um conjunto que se apresentava em festas na casa de amigos e com quem começou a escrever suas músicas iniciais. Em 1929, concluiu o curso ginasial e sua família voltou a morar na Gávea. Nesse mesmo ano, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, onde conheceu e tornou-se amigo do romancista Otavio Faria que o incentivou na vocação literária. Concluiu o curso de Direito em 1933. Em 1936, obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Em 1938, ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas em Oxford. Em 1941, retornou ao Brasil empregando-se como crítico de cinema no jornal "A Manhã". Tornou-se também colaborador da revista "Clima" e empregou-se no Instituto dos Bancários. Em 1942, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Itamarati. Em 1943, tornou a concorrer e foi aprovado. Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático em Los Angeles como vice-cônsul. Em 1950, com a morte do pai, retornou ao Brasil. Nos anos 1950, atuou diplomaticamente em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda, Morreu no Rio de Janeiro em 09 de julho de 1980 depois de alguns casamentos, muitas parcerias, um sem número de garrafas de whiskey (é dele a frase "O whiskey é o cão engarrafado)" e incontáveis,maravilhosos e inesquecíveis sambas. 

DISCOGRAFIA

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Resultado de imagem para Toquinho A História dos Shows Inesquecíveis: Poeta, Moça e Violão

 

05/05/2017

CARTOLA

Compositor. Cantor. Violonista.  Nascido na rua Ferreira Vianna, no Catete em 11 de outubro de 1908, era o primogênito dos oito filhos do casal Sebastião e Aída. Apesar de ter recebido o nome de Agenor, foi registrado como Angenor. Mas esse fato ele só viria a descobrir muitos anos mais tarde, ao tratar dos papéis para seu casamento com D. Zica, nos anos de 1960.

A partir de então, para não ter que providenciar a mudança do nome no cartório, passou a assinar oficialmente seu nome como Angenor de Oliveira. Ainda na infância, mudou-se com a família para o bairro das Laranjeiras, onde entrou em contato com os ranchos União da Aliança e Arrepiados. Neste último, tocava um cavaquinho que lhe fora dado pelo pai quando tinha somente 8 ou 9 anos de idade. Seu entusiasmo por esse rancho era tanto que, mais tarde, ao participar da fundação da Escola de Samba  Estação Primeira de Mangueira, em abril de 1928, sugeriu que aquela agremiação tivesse as mesmas cores do rancho Arrepiados: verde e rosa. Desde então, essas duas cores passaram a formar um símbolo dos mais reverenciados no mundo do samba. 

Na verdade, soube depois por Carlos Cachaça, que existira no Morro da Mangueira um antigo rancho de carnaval com o nome de Caçadores da Floresta, cujas cores eram exatamente o verde e o rosa. Em 1919, foi morar no Morro da Mangueira, aos 11 anos de idade. Sua família passava, então, por dificuldades financeiras. Pouco depois, começou a travar amizade com um outro morador da Mangueira, Carlos Cachaça, seis anos mais velho, e que se tornaria, além de amigo por toda a vida, o seu parceiro mais constante em dezenas de sambas.  Fez o curso primário. Após a morte de sua mãe, abandonou os estudos para trabalhar, ao mesmo tempo em que se inclinava para a vida boêmia.

Durante a adolescência trabalhou numa tipografia e também como pedreiro. Vem daí o apelido com que se tornaria reconhecido como um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira: enquanto trabalhava nas obras de construção, para que o cimento não lhe caísse sobre o cabelo, resolveu passar a usar um chapéu- de- côco que os colegas diziam parecer mais uma cartolinha. Assim, começou a ser chamado de "Cartola". Nessa época, conheceu Deolinda, mulher sete anos mais velha, casada e com uma filha de dois anos. Certa vez, se sentiu doente e Deolinda, vizinha do barraco ao lado, se oferece para cuidar dele. Os dois acabam se envolvendo. Tinha na época apenas 18 anos e estava morando sozinho. Decidem viver juntos e Deolinda deixa o marido, levando a filha que o compositor irá criar como sua. Sob seu teto e de Deolinda, Noel Rosa foi se abrigar algumas vezes, à procura de um refúgio tranqüilo, como contam João Máximo e Carlos Didier em "Noel Rosa, uma biografia".  Participou da formação do Bloco dos Arengueiros, em 1925, que viria a ser o embrião da Mangueira.  

Em 1946, aos 38 anos de idade, contraiu meningite e ficou impossibilitado de continuar a trabalhar por um longo tempo. Com a morte de Deolinda, deixou o Morro da Mangueira, afastando-se do mundo do samba, por cerca de dez anos. Conseguiu trabalhos modestos, como o de lavador de carros e vigia de edifícios. Era esse o seu ofício, em meados dos anos 1950, num edifício em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Numa noite de 1956, em que resolveu beber um café num botequim próximo ao edifício onde trabalhava, encontrou o escritor Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) que imediatamente o reconheceu. Ao ver o compositor naquele macacão, molhado, o escritor decidiu ajudá-lo. Na ocasião, era dado como desaparecido ou mesmo morto, por muitos de seus conhecidos e admiradores. O reencontro com Sérgio Porto foi definitivo para a retomada de sua carreira como músico e compositor. 

Começou a participar de programas na rádio Mayrink Veiga e depois foi trabalhar como contínuo no jornal Diário Carioca, por recomendação do cronista e pesquisador Jota Efegê. Empregou, anos depois, como contínuo do Ministério da Indústria e Comércio e teve uma casa em terreno doado pelo Governo do Estado da Guanabara.  

No início dos anos 1960,  vivendo com Eusébia Silva do Nascimento, a Zica, abriu com ela o restaurante Zicartola, num casarão na Rua da Carioca, no Centro do Rio. A iniciativa contou com o apoio financeiro de empreendedores considerados "mangueirenses de coração", como o empresário Renato Augustini.  A receita para o sucesso do estabelecimento, que se tornaria uma página importante na história da música popular brasileira, era das mais simples e saborosas. Na cozinha, D. Zica comandava o tempero do feijão que lhe tornou famosa, enquanto ele fazia as vezes de mestre de cerimônias, propiciando o encontro entre sambistas do morro e compositores e músicos de classe média. No Zicartola, por exemplo, Paulinho da Viola começou a cantar em público. Em 1964, o Jornal O Globo publicava a seguinte nota: "Cartola e D. Zica marcam casamento: Primeiro, foi o samba que uniu Cartola e Zica, em 1919. Depois, foi o amor, em 1952. Agora, é o sacramento: casam-se às 15h do dia 24 na igreja do Sagrado Coração de Jesus. Como as suas vidas, seus nomes também se uniram para dar identidade ao famoso Zicartola, que passará sem os dois por alguns tempos, pois Cartola e D. Zica estarão em lua-de-mel em São Paulo. Essa terceira etapa na vida do fundador da Mangueira promete ser prolongamento da segunda, pois D. Zica diz que Cartola sempre foi bom companheiro e a ideia de oficializar a união partiu dele". Em 1978, transferiu-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, mas sempre voltava para visitar os amigos no morro onde crescera e se tornara famoso. Em 1979, descobriu que estava com câncer, doença da qual viria a morrer no ano seguinte, aos 72 anos de idade. Após o velório na quadra da Estação Primeira de Mangueira, seu corpo foi sepultado no Cemitério do Caju.

Durante os anos seguintes, viriam homenagens póstumas, discos e biografias que o confirmariam como um dos maiores nomes da música popular brasileira. Quando soube que o compositor se encontrava doente o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu crônica no Jornal do Brasil na qual dizia: "A delicadeza visceral de Angenor de Oliveira (e não Agenor, como dizem os descuidados) é patente quer na composição, quer na execução. Como bem me observou Jota Efegê, seu padrinho de casamento, trata-se de um distinto senhor emoldurado pelo Morro da Mangueira. A imagem do malandro não coincide com a sua. A dura experiência de viver como pedreiro, tipógrafo e lavador de carros, desconhecido e trazendo consigo o dom musical, a centelha, não o afetou, não fez dele um homem ácido e revoltado.

A fama chegou até sua porta sem ser procurada. O discreto Cartola recebeu-a com cortesia. Os dois conviveram civilizadamente. Ele tem a elegância moral de Pixinguinha, outro a quem a natureza privilegiou com a sensibilidade criativa, e que também soube ser mestre de delicadeza".

Morreu em 30 de novembro de 1980 e foi enterrado no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro embrulhado na bandeira do seu Fluminense Futebol Clube.

DISCOGRAFIA

 

 

LP Cartola de 1976

31/03/2017

TOM JOBIM

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim - ou Tom Jobim -, compositor, cantor, violonista e pianista, um dos maiores expoentes da música brasileira, foi também um dos principais responsáveis pela internacionalização da bossa nova, estilo e movimento musical com influências jazzísticas, iniciado por volta de 1958 no Rio de Janeiro, que introduziu invenções melódicas e harmônicas no samba.Considerado um dos grandes compositores de música popular do século 20, as raízes de Tom Jobim encontram-se no jazz, em Gerry Mulligan, Chet Baker, Barney Kessel e outros músicos da década de 1950. Ao mesmo tempo, Jobim sofreu influências da música erudita, principalmente do compositor francês Claude Debussy, e dos ritmos do samba.

A certa maneira simples e melódica de tocar o piano, Jobim acrescentava sempre um toque de invenção, uma sonoridade inesperada, enquanto sua voz, ligeiramente rouca, salientava os aspectos emocionais das letras.

Depois de ter pensado em seguir a carreira de arquiteto, Jobim acabou se dedicando exclusivamente à música: aos vinte anos já se destacava em casas noturnas e estúdios de gravação. Se primeiro disco foi gravado em 1954, mas o sucesso veio em 1956, quando, junto com o poeta Vinicius de Moraes, elaborou a música da peça teatral "Orfeu da Conceição" (no cinema, "Orfeu negro").

A bossa nova surgiria efetivamente em 1958, quando Jobim produz o disco "Chega de saudade", no qual João Gilberto toca e canta músicas do próprio Jobim.

A fama de Tom Jobim se tornaria internacional em 1962, quando o saxofonista Stan Getz e o guitarrista Charlie Byrd gravaram o LP "Jazz Samba", que permaneceria diversas semanas na lista de mais vendidos. Numa das faixas, a versão instrumental de "Desafinado", que ganharia vários intérpretes nos EUA, entre eles: Lalo Schifrin, Quincy Jones, Coleman Hawkins e Dizzy Gillespie. Um ano depois, Jobim e outros músicos brasileiros se apresentaram no Carnegie Hall, onde cantaram "Garota de Ipanema".

Durante as décadas de 1960 e 1970, Jobim gravou discos para os principais estúdios norte-americanos. Quando o êxito da música brasileira nos EUA começou a dar sinais de esgotamento, ele se concentrou, então, na televisão e no cinema brasileiros.

Em 1985, Jobim voltou ao Carnegie Hall, onde cantou diante de três mil pessoas, abrindo uma longa temporada de shows no Brasil e na Europa. Temporada, aliás, que se prolongaria, no ano seguinte, com uma apresentação no Avery Fisher Hall, de Nova York.

No ano de 1994, ele voltaria duas noites seguidas, em abril, ao Carnegie Hall: na primeira, para comemorar os 50 anos da gravadora Verve, na companhia de Pat Metheny, Joe Henderson, Charles Haden e Al Foster; na segunda, para promover a Rainforest Foundation, ao lado de Sting, Elton John e Luciano Pavarottii.

Em 15 de setembro, viajou até Nova York para submeter-se a uma angioplastia. Num dos vários exames realizados, os médicos detectaram um tumor maligno em sua bexiga - e a cirurgia foi marcada para 6 de dezembro, no Mount Sinai Medical Center. No dia 8, enquanto convalescia da cirurgia, Tom Jobim teve uma parada cardíaca, às 8h. E uma segunda parada, duas horas depois, que foi fatal.

Seu corpo desembarcou no Rio de Janeiro no dia 9 e foi velado no Jardim Botânico, dali seguindo para o Cemitério de São João Batista, após desfilar em cortejo pela cidade.

DISCOGRAFIA

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Tom & Toquinho - Wave

Paulo Vanzolini

PAULO VANZOLINI, compositor

Juntamente com Adoniran Barbosa é reconhecido como o grande nome do samba paulista. Filho do engenheiro Alberto Vanzolini, aos quatro anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde seu pai iria construir, no bairro da Tijuca, o prédio do Instituto de Educação. Durante os dois anos em que passou a infância no Rio, começou a tomar gosto pelos programas musicais que ouvia no rádio. Veio a Revolução de 1930 e a família voltou para São Paulo, onde seu pai foi ser professor da Escola Politécnica. 

A paixão pelo samba surgiu desde que tinha dez anos de idade. Cursou o primário no Instituto Rio Branco e depois concluiu o ginásio numa escola pública estadual. Gostava de ir aos bailes na sede do Glorioso Futebol Clube, perto de sua casa, e lá se sentava ao lado da orquestra, somente para ouvir música. Na adolescência começou a freqüentar rodas de malandros, cultivando desde então uma combinação peculiar entre boemia e paixão pelos estudos.

O interesse por zoologia de vertebrados levou-o a cursar a Faculdade de Medicina onde se diplomou em 1947.  Em 1944, seu primo Henrique Lobo foi ser locutor da Rádio América e o convidou para trabalhar no programa Consultório Sentimental, apresentado pela atriz Cacilda Becker, com quem o compositor fez amizade. Participava no programa como o Dr. Edson Gama, falando aos ouvintes sobre receitas para emagrecer. Saindo da casa dos pais, pois queria ganhar a vida com seu próprio sustento, foi morar no Edifício Martinelli, onde estreitou os laços com a boemia. No prédio, havia até um táxi-dancing, que Vanzolini e os amigos freqüentavam de graça, fazendo amizade com os músicos e com as dançarinas. Entre 1944 e 1945 foi servir o exército no quartel do Ibirapuera, na Cavalaria, apesar das cicatrizes na perna em conseqüência das operações sofridas na adolescência por um grave problema nos ossos. Mas por essa época, já estava cansado de ser tratado pela família como um rapaz doente. Tornou-se professor do Colégio Bandeirantes e ingressou como pesquisador no Museu de Zoologia, da Universidade de São Paulo, onde viria a exercer o cargo de diretor cerca de vinte anos mais tarde.   

Casou-se, em 1948, com Ilze, então secretária da Reitoria da USP e com quem teria cinco filhos, entre os quais o diretor de cinema e vídeo e sócio da Conspiração Filmes, Tony Vanzolini. No final da década de 1940, embarcou com a esposa para os Estados Unidos e lá tornou-se Doutor em Zoologia, pela Universidade de Harvard. Nos Estados Unidos, conviveu com músicos de jazz em Nova Orleans. De volta ao Brasil, trabalhou na produção de programas para a TV Record, na década de 1950.

Diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, entre 1963 e 1993, tornou-se um dos zoólogos mais respeitados pela comunidade científica internacional. Aposentado compulsoriamente, continuou ainda a desenvolver suas pesquisas no Museu, trabalhando de segunda a sábado. No Museu de Zoologia da Usp, organizou uma das maiores coleções de répteis do mundo.

Com o próprio dinheiro montou um biblioteca sobre o mesmo tema. Faleceu poucos dias depois de completar 89 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado tratando de uma pneumonia aguda. Na página Samba no ParaÍso - Tomo III, você tem mais de Paulo Vanzolini.

(By Dicionário Crávo Albin de MPB)

DISCOGRAFIA

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Resultado de imagem para Paulo Vanzolini Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira, Volume 16

02/03/2017

Paulo Vanzolini - A Voz do Samba, mais de uma hora de samba de primeira do compositor paulista.

Beth Carvalho

Beth Carvalho

Nascida no bairro da Gamboa em 1946, criada no Catete, Laranjeiras, Urca, Ipanema, Leblon e Botafogo, bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro. Participou ainda criança do programa "Trem da alegria", da Rádio Mayrink Veiga. Estudou na Escola Nacional de Música.

Aos 13 anos abandonou as partituras e dedicou-se ao balé clássico. Sempre eleita a melhor aluna da escola, estava pronta a seguir carreira de bailarina quando ouviu pela primeira vez João Gilberto cantando "Chega de saudade" e "Desafinado".
Chegou a cursar Relações Internacionais, mas abandonou o curso para dedicar-se exclusivamente à carreira de cantora.

Irmã da também cantora Vânia Carvalho. Sua filha, Luana, participa como back-vocal de seus shows e discos.

Sua vida pelos palcos e estudios rendeu inúmeros shows, participações, gravações em privado e ao vivo. Sua vasta discografia se inicia em 1965 com um compacto simples "Por que morrer de amor?" e em 1966 seu primeiro LP "Muito na Onda" pela Copacabana e transitou pelo samba ao logo do final dos 1900 até as homenagens ao samba de 2014 e o musical biográfico pôs em cena a trajetória dos 50 anos de carreira da cantora. Ainda em 2015 comemorou seus 50 anos de carreira em show realizado no teatro Metropolitan, no Rio de Janeiro, com 2.500 ingressos esgotados.

DISCOGRAFIA

  

600

 

25/01/2017

Beth Carvalho em Montreux - 2005 - 70 minutos de samba na Suiça.

Chico Buarque de Holanda

FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA

Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de Maria Amélia Buarque de Hollanda. Em 1946, aos dois anos de idade, mudou-se com sua família para São Paulo. Por ter nascido em uma família de intelectuais, afirmava que "as paredes lá de casa viviam cobertas de livros". Desde cedo conviveu com diversos artistas, amigos de seus pais e da irmã Heloísa, entre os quais, João Gilberto, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Tom Jobim, Alaíde Costa e Oscar Castro Neves.

Em 1952, mudou-se com sua família para Roma onde o pai foi lecionar. Na capital italiana eram comuns os serões familiares em que sua mãe ou seu pai acompanhavam ao piano o diplomata Vinicius de Moraes, que cantava os sambas da época. Dois anos depois retornou ao Brasil, indo estudar no Colégio Santa Cruz, em São Paulo. Leu muito durante a adolescência, desde os grandes escritores russos como Dostoievski e Tostoi, franceses, como Céline, Balzac, Zola e Roger Martin, aos brasileiros, como Guimarães Rosa, João Cabral, José Lins do Rego, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Graciliano Ramos. Aprendeu a tocar de ouvido, recebendo, da irmã Heloísa, as primeiras noções de violão. Convivendo com os amigos da irmã, que estavam iniciando a bossa nova, sofreu grande influência desse estilo, principalmente de João Gilberto, a quem procurava imitar. Ouvia muito no rádio as músicas de Ataulfo Alves, Ismael Silva, Noel Rosa e outros, além de chorinhos, sambas, marchas, modinhas, baiões e serestas. No Colégio Santa Cruz começou a envolver-se com o movimento estudantil e com organizações como a OAF (Organização de Auxílio Fraterno), que realizava campanhas para arrecadar agasalhos e alimentos para mendigos. Ainda durante o curso científico no Colégio Santa Cruz, começou a destacar-se entre os colegas pelo amor ao futebol, pelas crônicas, chamadas de "Verbâmidas", que escrevia para o jornalzinho da escola, e pela participação constante nas batucadas que ocorrriam no ambiente escolar. Por essa época, escreveu suas primeiras composições, "Canção dos olhos" e "Anjinho". Ainda no Colégio Santa Cruz, pisou num palco, pela primeira vez, num espetáculo no qual cantou a "Marcha para um dia de sol", de sua autoria. Em 1961, foi preso juntamente com um amigo, por "puxar" um carro para dar umas voltas, ocasião em que foi proibido pelos pais de sair à noite antes de completar 18 anos. Dois anos depois, ingressou na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), na qual somente ficaria até o 3º ano. Já no 2º ano da faculdade, tornou-se amigo de Francisco Maranhão e de outros adeptos das batucadas. Criou com alguns colegas o Sambafo, que se reunia após as aulas para cantar e batucar no grêmio escolar ou então no Quitanda, boteco da Rua Dr. Vila Nova. Em 1966, conheceu a atriz Marieta Severo com quem se casou pouco tempo depois e com quem teve três filhas. O casal veio a separar-se em meados dos anos 90, após mais de trinta anos de convivência, mantendo, contudo, assídua convivência.

Em 1964, participou de um show no Colégio Rio Branco, em São Paulo, gravado para o Programa "Primeira audição", produzido por João Leão, Horácio Berlink e Nilton Travesso para a TV Record. Ainda nesse ano, atuou no espetáculo "Mens sana in corpore samba", realizado no Teatro Paramount, com produção de Walter Silva, e compôs a música "Tem mais samba" para a peça "Balanço de Orfeu". Também em 1964, Maricene Costa gravou sua música "Marcha para um dia de sol".   Em 1965, participou do I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), com sua composição "Sonho de um carnaval", defendida por Geraldo Vandré. Em seguida, passou a apresentar-se, semanalmente, nos shows do Teatro Paramount e no programa "O fino da bossa" (TV Record), comandado pela cantora Elis Regina. Foi convidado, pela direção do Tuca (Teatro da Universidade Católica), para musicar a peça "Morte e vida Severina", de João Cabral de Mello Neto, o que fez com presteza, evidenciando a musicalidade já existente nos poemas. Ainda em 1965, a RGE lançou seu primeiro disco, um compacto simples contendo suas músicas "Olê, olá" e "Madalena foi pro mar", que seriam regravadas por Nara Leão no LP "Nara pede passagem", no qual constaria, também, a música "Pedro pedreiro".  

Em 1966, obteve o primeiro lugar no II Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com a canção "A banda", prêmio dividido com "Disparada" (Geraldo Vandré), por sua própria sugestão. Também nesse ano, lançou seu primeiro LP, "Chico Buarque de Hollanda", contendo suas composições próprias, que se tornariam clássicos da música popular brasileira: "Tem mais samba", "A Rita", "Pedro Pedreiro", "Amanhã, ninguém sabe", "Você não ouviu", "Olê, olá" e "Sonho de um carnaval", além de "A banda". O disco consolidou o prestígio e o sucesso do compositor que se tornou, então, nas palavras do jornalista Millôr Fernandes, a "única unanimidade nacional".

Aos 22 anos e com pouco mais de 30 músicas, foi o mais jovem artista a prestar depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, tendo seu nome sido aprovado pelo Conselho Superior de MPB do MIS depois de debates acalorados, que se encerraram com o argumento definitivo do diretor do museu, Ricardo Cravo Albin, que fez um paralelo entre Chico e Noel Rosa, falecido prematuramente aos 26 anos pelo excesso de boêmia. Ainda em 1966, sua composição "Tamandaré", que abordava a desvalorização do cruzeiro, foi censurada. Escreveu músicas para a peça "Os inimigos", de Máximo Gorki, "O patinho preto", de Walter Quaglia, e "Pedro pedreiro", de Renata Pallottini. Participou, ao lado de Odete Lara e do grupo MPB-4, do show "Meu refrão", realizado na boate Arpège (RJ), com direção e produção de Hugo Carvana e Antonio Carlos Fontoura. Compôs, ainda, a trilha sonora para o filme "O anjo assassino", de Dionísio Azevedo.   Em 1967, recebeu, da Câmara Municipal de São Paulo, o título de Cidadão Paulistano, em concorrida cerimônia com direito a acompanhamento da Banda de Música da Guarda Civil, que interpretou "A Banda". Nesse mesmo ano, lançou seu segundo LP, que trazia seu nome como título e a indicação de volume 2. O disco registrou novos sucessos, entre os quais, "Noite dos mascarados", "Com açúcar, com afeto", "Quem te viu, quem te vê", "A televisão" e "Morena dos olhos d'água". Ainda nesse ano, obteve o terceiro lugar no III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com sua canção "Roda viva", que interpretou ao lado do MPB-4, e o terceiro lugar no II FIC, com "Carolina", defendida por Cynara e Cybele. Nesse período, participou pela primeira vez do cinema, atuando no filme "Garota de Ipanema", de Leon Hirszman, interpretando suas composições "Noite dos mascarados" e "Um chorinho". No final de 1967, o grupo Oficina encenou a peça "Roda Viva", de sua autoria, com direção de José Celso Martinez. Tematizando a desmistificação do ídolo popular, o espetáculo chocou o público pela crueza de sua montagem e de seu texto, desfazendo sua imagem de menino bem comportado. Um grupo de extrema-direita invadiu o teatro, destruiu o cenário e espancou os atores. Ainda nesse ano, recebeu o Golfinho de Ouro, prêmio concedido pelo Conselho de Música Popular do MIS do Rio de Janeiro. Também em 1967, compôs as trilhas sonoras da peça "O&A", de Roberto Freire, e do filme "Se segura malandro", de Hugo Carvana.  

Em 1968, lançou o LP "Chico Buarque de Hollanda - volume 3", trazendo novos grandes sucessos, entre os quais, "Ela desatinou", "Retrato em branco e preto" (c/ Tom Jobim), "Januária", "Carolina", "Roda viva" e "Sem fantasia". No mesmo ano, venceu o III Festival Internacional da Canção com a composição "Sabiá" (c/ Tom Jobim), defendida pela dupla Cynara e Cybele. Venceu, também, o IV Festival de Música Popular Brasileira com a música "Benvinda". Nesse período, entrou em confronto com os tropicalistas, devido a um mal-entendido provocado pela defesa de posturas estéticas diferenciadas. Ainda em 1968, sua música "Bom tempo" foi classificada em segundo lugar na I Bienal do Samba, realizada em São Paulo. A partir desse ano, passou a ser sempre indicado para receber o Golfinho de Ouro do MIS. O Conselho de Música Popular do museu resolveu declará-lo "Hors concours", para que outros compositores tivessem a oportunidade de serem premiados.   Em 1969, viajou com Marieta Severo para a Itália, onde nasceu sua primeira filha, Sílvia. A família permaneceu nesse país por 15 meses. Trabalhou em casas noturnas, fazendo shows de abertura para a cantora americana Josephine Baker em dueto com o violonista brasileiro Toquinho. Fez, também, uma série de programas para a televisão italiana. Gravou, com o maestro italiano Ênio Moriconi, o disco "Por um pugno di samba", que satirizava o 'western spaghetti' "Por um punhado de dólares", sucesso da época, com música de Moriconi. O disco, que o próprio cantor chamou de "Ação entre amigos", foi um fracasso comercial, apesar de trazer composições do quarto disco do cantor e sucessos de anos anteriores.  

Em 1970, de volta ao Brasil, lançou seu quarto LP, o primeiro pela Philips, revelando transformações na estética de sua obra. Estão presentes no disco, entre outras, "Essa moça tá diferente", "Gente humilde" (c/ Vinicius de Moraes e Garoto), "Rosa dos ventos", "Pois é" (c/ Tom Jobim), "Agora falando sério" e "Os inconfidentes", com musicalização do poema de Cecília Meireles "Romanceiro da Inconfidência". Na composição "Agora falando sério" havia um quase manifesto, como que renegando a fase anterior, em versos que diziam: "dou um chute no lirismo, um pega no cachorro, um tiro no sabiá, faço a mala e corro prá não ver banda passar". No mesmo período, apresentou-se em programa especial na TV Globo. Por essa época, sua obra começou a ganhar um cunho cada vez mais social.   Em 1971, lançou o LP "Construção", demostrando uma mudança definitiva em sua poética, com composições que se transformariam em clássicos de sua obra e da MPB, como a faixa-título, hino de protesto contra a exploração econômica e a solidão urbana,"Cotidiano", "Cordão", "Samba de Orly", "Minha história", versão da música de Dalla e Pallotino, que apresentava Jesus como um marginal, "Valsinha" (c/ Vinicius de Moraes) e "Deus lhe pague". Nesse mesmo ano, integrou o elenco de atores do filme "Quando o carnaval chegar", de Cacá Diegues, ao lado de Nara Leão e Maria Bethânia. Ainda em 1971, fez uma temporada no Canecão (RJ) com o espetáculo "Construção", ao lado do pianista Jacques Klein, do maestro Isaac Karabtchevsky e do MPB-4.   No ano seguinte, foi lançado o LP "Quando o carnaval chegar", contendo a trilha sonora do filme. Ainda em 1972, apresentou-se com Caetano Veloso no Teatro Castro Alves (Salvador), que gerou o disco "Caetano e Chico juntos e ao vivo", com canções dos dois artistas. De sua autoria estão presentes, entre outras, "Bom conselho", "Partido alto", "Cotidiano" e "Ana de Amsterdã" (c/ Ruy Guerra). Traduziu, com Ruy Guerra, o musical "Homem de La Mancha" e assinou a trilha sonora do filme "Vai trabalhar vagabundo", de Ruy Guerra, cuja música-título obteve grande sucesso. Nesse período, começou a sofrer, cada vez mais, perseguição por parte do regime militar, tendo muitas de suas canções censuradas: "Apesar de você", "Cálice", "Tanto mar" e "Bolsa de amores", entre outras. "Apesar de você", lançada em compacto que atingiu 100 mil cópias vendidas, foi censurada e os discos, em seguida, recolhidos do mercado. Ao lado de Ênio da Silveira, de seu pai, Sérgio Buarque e de Oscar Niemeyer, entre outros, participou do conselho do Cebrade (Centro Brasil Democrático).  

Em 1973, resolveu não lançar nenhum disco. Participou, nesse ano, da Phono 73, evento que reuniu no palco do Palácio das Convenções do Anhembi (SP) o cast da gravadora Phonogram. Ao apresentar, com Gilberto Gil, sua composição "Cálice", teve o microfone desligado pela censura, em dramático episódio. A música tivera sua letra publicada em um jornal e fora proibida momentos antes da apresentação, por conta do refrão "Cálice", cuja fonética similar a "Cale-se", era uma clara alusão à censura. Durante a apresentação, o compositor dirigia-se a outros microfones que eram desligados um a um, até que nenhum deles funcionasse mais e o "Cale-se" viesse a acontecer na prática. Ainda em 1973, compôs músicas para o filme "Joana Francesa", de Cacá Diegues. Escreveu, com Ruy Guerra, a peça "Calabar, o elogio da traição", cuja montagem foi proibida pela Censura, após meses de ensaios. O disco homônimo, contendo a trilha sonora do espetáculo, teve a capa também censurada, bem como trechos de algumas canções. Foi lançado com nova capa, totalmente branca, sob o novo título de "Chico canta", com trechos cortados da música "Ana de Amsterdã" e com o prólogo, a música "Vence na vida quem diz sim", apenas instrumental. Na mesma época, foi lançado o livro com o texto da peça.   Em 1974, escreveu a fábula "Fazenda modelo", seguindo uma tradição de George Orwell, e, em parceria com Paulo Pontes, "Gota d'água", adaptação da tragédia grega "Medéia", ambientada em um subúrbio carioca. Nesse mesmo ano, lançou o disco "Sinal fechado", contundente protesto contra a censura do regime militar, interpretando composições de outros compositores, entre as quais, "Festa imodesta" (Caetano Veloso), "Filosofia" (Noel Rosa), "Copo vazio" (Gilberto Gil), "Lígia" (Tom Jobim), "Sem compromisso" (Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira) e "Sinal fechado" (Paulinho da Viola). A exceção foi a música "Acorda amor", oficialmente de Julinho da Adelaide e Leonel Paiva, dupla fictícia de compositores atrás dos quais o autor se ocultou para driblar a censura. Em versos como "Acorda amor, eu tive um pesadelo agora, sonhei que tinha gente lá fora", protestava, veementemente, contra a truculência da perseguição da ditadura militar. O verso "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta", da música "Jorge Maravilha", foi considerado um irônico recado ao General Geisel, presidente militar na época, cuja filha apreciava o cantor, apesar do regime, cujo pai representava, censurá-lo. Apresentou-se, com o MPB-4, no Teatro Casa Grande (RJ), com o show "Tempo e Contratempo".  

Em 1975, a peça "Gota d'água" foi encenada no Rio com direção de Paulo Pontes, tendo Bibi Ferreira no papel principal. Nesse mesmo ano, apresentou-se, com a cantora Maria Bethânia, em show gravado ao vivo no Canecão (RJ) e lançado em disco, contendo no repertório antigos sucessos, como "Olê olá" e "Com açúcar e com afeto", canções de compositores da Era do Rádio, como "Camisola do dia" (Herivelto Martins e David Nasser) e "Notícia de jornal" (Luis Reis e Haroldo Barbosa), músicas da peça "Gota d'água", como a canção-título, "Flor da idade" e "Bem querer", além de "Vai levando" (c/ Caetano Veloso). A música "Tanto mar" foi gravada em versão instrumental.   Em 1976, lançou o LP "Meus caros amigos", outro emblema da música de cunho social e de protesto contra a ditadura militar que marcaria aquela época na obra do cantor e compositor. Várias canções do disco tornaram-se clássicos e fizeram muito sucesso, entre as quais "O que será (A flor da pele)", cantada em dueto com Milton Nascimento, "Passaredo" (c/ Francis Hime), "Olhos nos olhos", "Você vai me seguir", "Mulheres de Atenas" (c/ Augusto Boal) e "Basta um dia". Na mesma época, fez a abertura da trilha sonora do filme "Dona Flor e seus dois maridos", de Bruno Barreto, com "O que será", uma das músicas mais tocadas nas rádios naquele momento e que ajudou a torná-lo mais conhecido no exterior. Chegou a ser proibido na Argentina pela ditadura do General Videla. Compôs música para a peça "Mulheres de Atenas", de Augusto Boal, e para o filme "A noiva da cidade", de Alexis Vianny.   Em 1977, produziu e dirigiu, com Sergio de Carvalho, o musical "Os Saltimbancos", com tradução e adaptação de sua autoria da música de Luiz Enriquez e texto original de Sérgio Bardotti. O disco, lançado pela PolyGram, contou com as presenças de Miúcha e Nara Leão, além de Aquiles e Magro, do MPB-4.  

Em 1978, depois de mais de um ano sem gravar, lançou o disco "Chico Buarque", primeiro no raiar da chamada abertura política, com o fim da censura e a volta dos exilados políticos, por conta da anistia. O disco registrou três composições, anteriormente censuradas, "Tanto mar", "Apesar de você" e "Cálice", essa última gravada com Milton Nascimento, além de "Pivete", registro da situação do menor abandonado, "Feijoada completa", receita de recepção para o retorno dos exilados, e "Pequena serenata diurna", do cubano Silvio Rodrigues. Gravou, ainda, músicas da peça "A Ópera do malandro", que ainda não entrara em cartaz, "Pedaço de mim", cantada com Zizi Possi, "O meu amor", cantada por sua mulher Marieta Severo e por Elba Ramalho, em gravação que obteve muito sucesso, e "Homenagem ao malandro". No mesmo ano, estreou, no Rio de Janeiro, a "Ópera do malandro", musical baseado na "Ópera dos Mendigos" (1728) de John Gray, e na "Ópera dos três vinténs" (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, com direção de Luiz Antonio Martinez, mesmo diretor da montagem paulista. Compôs para a peça "Murro em ponta de faca", de Augusto Boal.   Em 1979, foi lançado o álbum duplo "Ópera do malandro", contendo as músicas da peça, com a participação de Francis Hime, Chiquinho do Acordeom, Sivuca, A Cor do Som, A Turma do Jackson do Pandeiro e Chico Batera, entre outros instrumentistas, além de orquestra e coro, para a parte intitulada "Ópera", montagem de trechos de óperas famosas com letras de sua autoria. Participaram também do disco outros artistas, como Gal Costa e Francis Hime ("Pedaço de mim"), João Nogueira ("Malandro nº 2"), Nara Leão ("Folhetim"), As Frenéticas ("Ai, se eles me pegam agora"), Marieta Severo e Elba Ramalho ("Meu amor"), A Turma do Funil ("Se eu fosse o teu patrão"), MPB-4 ("O malandro" e "Tango do covil"), Marlene ("Viver de amor"), Zizi Possi ("Terezinha") e Moreira da Silva ("Homenagem ao malandro"). O compositor cantou "Doze anos", com Moreira da Silva, "O casamento dos pequenos burgueses", com Alcione, "Hino de Duran", com A Cor do Som, e "Uma canção desnaturada", com Marlene. A música de maior impacto no álbum foi "Geni e o Zepelim" ("Joga bosta na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni"). Nessa época, atuou em shows de apoio às lutas dos trabalhadores, especialmente os grevistas do ABC paulista. Apresentou-se, também, no show do Primeiro de Maio. No mesmo ano, a Som Livre, na série "Gala 79", fez uma retrospectiva que englobava a primeira fase da obra do compositor, incluindo, ainda, as inéditas "Luisa" e "Quadrilha", ambas com Francis Hime. Nesse período, musicou o filme "A República dos assassinos", de Miguel Faria Jr., e a peça "O rei de Ramos", de Dias Gomes.   Em 1980, lançou o LP "Vida", contendo composições dos anos 1970, ainda não gravadas, como "Não sonho mais", "Morena de Angola", que retrata seu envolvimento com alguns países africanos, como Angola e Moçambique, libertados há pouco tempo do domínio português, "Eu te amo" (c/ Tom Jobim), gravada em dueto com a cantora Telma Costa, "Vida" e "Qualquer canção". O disco registrou, também, "Bye bye Brasil" (c/ Roberto Menescal), da trilha sonora do filme homônimo de Cacá Diegues. No mesmo ano, participou da festa do jornal "Avante", órgão oficial do Partido Comunista português, e apresentou-se no projeto "Kalunga", em Angola, juntamente com mais 64 artistas brasileiros. O cineasta argentino Maurício Bem realizou o documentário "Certas palavras", com depoimentos de vários artistas, como Caetano Veloso e Vinicius de Moraes, sobre o compositor. Fez ainda duas músicas para o filme "O último dos Nukupirus", de Ziraldo e Gugu Olimecha.   Em 1981, gravou o LP "Almanaque", com destaque para "Meu guri" e contendo ainda "As vitrines", "A voz do dono e o dono da voz", retratando os percalços do cantor para mudar de gravadora, saindo da PolyGram e indo para a Ariola, "Moto contínuo" (c/ Edu Lobo) e "Tanto amar". Apareceu em disco, também pela primeira vez, na voz do autor, a composição "Angélica", parceria com Miltinho, do MPB-4, homenagem à estilista Zuzu Angel em sua luta por justiça pela morte do filho Stuart Angel, ocorrida nas dependências de um quartel da Aeronáutica. No mesmo ano, participou do roteiro e assinou a trilha sonora do filme "Os Saltimbancos trapalhões", de J. B. Tanko.   Em 1982, lançou "O grande circo místico", contendo a trilha sonora, composta em parceria com Edu Lobo, para o espetáculo homônimo apresentado pelo Ballet Guaíra, em Curitiba, e em outros espaços como o Maracanãzinho (RJ). O disco contou com arranjos de Edu Lobo e Chiquinho de Moraes, orquestração e regência de Chiquinho de Moraes e a participação de Milton Nascimento ("Beatriz"), Jane Duboc ("Valsa dos clowns"), Gal Costa ("A história de Lily Braun"), Simone ("Meu namorado"), Gilberto Gil ("Sobre todas as coisas"), Tim Maia ("A bela e a fera"), Zizi Possi ("O circo místico") e Coro Infantil ("Ciranda da bailarina"). Interpretou, com Edu Lobo, a faixa "Na carreira". Nesse período, fez diversas viagens a Cuba, apresentando shows na ilha da América Central.  

Em 1983, participou da adaptação e da trilha sonora do filme "Para viver um grande amor". Compôs, também, para o filme "Perdoa-me por me traíres", de Brás Chediack, e para a peça "Dr. Getúlio", de Dias Gomes e Ferreira Gullar.   No ano seguinte, lançou o LP "Chico Buarque", pela PolyGram, contendo, entre outras, suas canções "Suburbano coração", "Mil perdões" e "Samba do grande amor", além de "Pelas tabelas" e "Vai passar", que se tornaram hinos do movimento pelas eleições diretas, sendo tocadas e cantadas em inúmeros comícios realizados em diversas cidades brasileiras. O próprio cantor cedeu sua voz em prol da campanha, comparecendo e apresentando-se em diversos comícios.   Em 1985, chegou às telas "A ópera do malandro", de Ruy Guerra, baseado na obra homônima de Chico Buarque. O disco com a trilha sonora do filme foi lançado nesse mesmo ano, trazendo o próprio compositor na interpretação de "A volta do malandro" e "Hino da repressão", além de Ney Matogrosso ("Las muchachas de Copacabana"), Ney Latorraca ("Hino da repressão"), Gal Costa ("Último blues"), Zizi Possi ("Sentimental"), Elba Ramalho ("Palavra de mulher") e Bebel ("Rio 42"). Ainda nesse ano, lançou, com Edu Lobo, a trilha sonora da peça "O Corsário do Rei".   Em 1986, passou a apresentar, juntamente com Caetano Veloso, o programa mensal "Chico e Caetano" (Rede Globo), que daria origem a um disco gravado ao vivo, intitulado "Os melhores momentos de Chico e Caetano". No mesmo ano, compôs a música "As minhas meninas" para a peça "As quatro meninas", de Lenita Ploncynsky.   Em 1987, lançou, pela RCA Victor, o LP "Francisco", que marca um momento mais introspectivo na carreira do cantor. O lado político social, no entanto, permanece forte em "Bacarrota blues" (c/ Edu Lobo). Estão presentes, ainda, "O velho Francisco", "As minhas meninas", "Estação derradeira", uma homenagem à escola de samba Mangueira, "Lola" e "Cantando no toró". No mesmo período, compôs músicas para o balé "Dança da meia-lua".   Em 1988, lançou, com Edu Lobo, o disco "Dança da meia-lua", pela Som Livre.   No ano seguinte, gravou, pela RCA Victor, o LP "Chico Buarque", com destaque para "Morro Dois Irmãos", "Baticum" (c/ Gilberto Gil), "Valsa brasileira" (c/ Edu Lobo), "Uma palavra" e "O futebol", homenagem do cantor aos seus ídolos Mané Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro. Ainda em 1989, compôs músicas para a peça "Suburbano coração", de Naum Alves, e para o filme "Amor vagabundo", de Hugo Carvana.  

Em 1991, publicou o romance "Estorvo".  Em 1993, após quatro anos sem gravar, lançou "Paratodos", que o levou de volta às paradas de sucesso, especialmente com a música-título. Destacaram-se, ainda, no repertório do disco, as canções "Biscate", gravada com Gal Costa, "Futuros amantes", "Um piano na Mangueira", em parceria com Tom Jobim, que realizou uma participação na gravação, e "A foto da capa". Realizou uma série de shows, em várias cidades, para o lançamento do disco, que recebeu grande aceitação de crítica e público.   Em 1994, por ocasião do seu 50º aniversário, a PolyGram/Philips lançou uma caixa com cinco CDs, com um resumo de sua obra, dividida nas fases "O malandro", "O trovador", "O amante", "O cronista" e "O político". No mesmo ano, voltou aos palcos para o show "Paratodos". Seu livro "Estorvo" ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura, sendo publicado na França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e Portugal. Participou da campanha contra a fome, promovida pelo sociólogo Betinho.   Em 1995, publicou o romance "Benjamim" e lançou o CD "Uma palavra".   No ano seguinte, Gal Costa gravou o CD "Mina d'água do meu canto", registrando apenas canções suas e de Caetano Veloso.   Em 1997, realizou uma série de shows no Rio e em São Paulo, com o propósito de arrecadar fundos para a construção do Centro de Memória da Mangueira.   No ano seguinte, lançou, pela BMG, o CD "Chico Buarque de Mangueira", também com o intuito de arrecadar fundos para a escola de samba. O disco contou com a participação de Leci Brandão, Alcione, João Nogueira, Carlinhos Vergueiro, Cristina e Nélson Sargento. Ainda em 1998, a Estação Primeira de Mangueira foi campeã do carnaval carioca com o enredo "Chico Buarque da Mangueira". Ao desfilar em carro alegórico, na passarela, Darcy Ribeiro obteve aplausos unânimes do público.   No ano seguinte, gravou o CD "As cidades", com temporada de lançamento no Canecão (RJ). No repertório do disco, suas composições "Iracema voou", "Sonhos são sonhos", "Cecília", "Chão de esmeraldas" (c/ Hermínio Bello de Carvalho), "Xote da navegação" (c/ Dominguinhos) que registrou uma participação do parceiro na sanfona, e "Assentamento", canção feita para o Movimento dos Sem Terra, além de "A ostra e o vento", composição sua para o filme homônimo de Walter Lima Junior. Também em 1999, apresentou o show "As cidades", no Credicard Hall de São Paulo.   Em 2000, foi lançado, na Itália, o CD "Sonho de um carnaval", apresentado como coletânea e trazendo as gravações feitas em território italiano, em 1970, com arranjos de Ênio Moriconi. Também nesse ano, concedeu longa entrevista para a revista "Bundas", dirigida pelo escritor e cartunista Ziraldo.

Ainda em 2000, a BMG lançou "Álbum de teatro", disco que registrou algumas de suas parcerias com Edu Lobo para espetáculos teatrais.   Em 2001, compôs, com Edu Lobo, a trilha sonora do espetáculo "Cambaio", escrito por Adriana Falcão e dirigido por João Falcão, lançada em CD, com a participação de músicos como Cristóvão Bastos, Jurim Moreira, Marcio Montarroyos, Jacques Morelenbaum, Eduardo Morelenbaum, Lúcia Morelembaum e Andréa Ernest Dias, entre outros. No repertório, canções como a faixa-título, interpretada por Lenine, "Lábia", interpretada por Zizi Possi, "Veneta", interpretada por Gal Costa, "A moça do sonho" e "Noite de verão", interpretadas por Edu Lobo, além de "Uma canção inédita", "Ode aos ratos" e "Cantiga de acordar", em sua interpretação, essa última ao lado de Edu Lobo e Zizi Possi. Nesse mesmo ano, foi lançada, pela Universal Music, a caixa coletânea "Construção", contendo 22 CDs e libreto.   Em 2002, a BMG Brasil lançou a coletânea "Duetos", reunindo gravações do compositor em dupla com vários artistas, como Nana Caymmi, Tom Jobim, Zeca Pagodinho, Elza Soares e Pablo Milanés, entre outros. A faixa "Façamos (Vamos amar)", versão de Carlos Rennó para "Let's Do It, Let's Fall in Love" (Cole Porter), foi tema de abertura da novela "Desejos de mulher" (Rede Globo), nesse mesmo ano.   Em 2003, foi remontado seu musical "A ópera do malandro" (1978). O espetáculo estreou no Teatro Carlos Gomes (RJ), com direção geral de Charles Möeller e direção musical coordenada por André Góes e Liliane Secco, também responsável pelos arranjos. No elenco, Alexandre Schumacher, Soraya Ravenle, Alessandra Maestrini, Claudio Tovar, Lucinha Lins e Mauro Mendonça. Ainda nesse ano, lançou o livro "Budapeste" (Companhia das Letras), com tiragem inicial de 50.000 exemplares.   Em 2004, participou, sob a direção de Monique Gardenberg, da gravação do clipe de "Alegria", música de Arnaldo Antunes incluída na trilha sonora do filme "Benjamim", baseado em livro de sua autoria. Nesse mesmo ano, foi lançada por "Seleções do Reader's Digest" a caixa "As mais belas canções de Chico Buarque", coletânea de cinco CDs contendo 70 músicas do compositor, divididas pelos temas "Construindo sucessos", "Chico sem censura", "Encontros inesquecíveis", "Talento brasileiro" e "Outras vozes cantam Chico".  

Em 2005, foi veiculada, pela DirecTV (canal 605 da operadora de TV por assinatura), a série de especiais celebrando sua vida e obra, dirigida por Roberto de Oliveira, lançada, nesse mesmo ano, nas caixas "Chico", reunindo os DVDs "Meu caro amigo", "À flor da pele" e "Vai passar", contemplados com o DVD de Platina (pela vendagem de mais de 50.000 cópias) e "Chico 2", reunindo os DVDs "Anos dourados", "Estação derradeira" e "Bastidores", contemplados com o DVD de Ouro (pela vendagem de mais de 25.000 cópias), também em 2005. Neste ano, foi remontada, pela Cia. Pitangas Bravas, da diretora Patrícia Zampiroli, sua peça teatral "Roda viva", encenada no espaço Glauce Rocha da Uni-Rio. Ainda em 2005, foi registrada em estúdio sua primeira parceria com Ivan Lins, "Renata Maria", para disco de Leila Pinheira intitulado "Hoje". Também nesse ano, Fafá de Belém lançou o CD "Tanto mar", contendo exclusivamente canções de sua autoria. O compositor participou do disco na faixa "Fado tropical", recitando o poema escrito pelo parceiro Ruy Guerra. Ainda em 2005, assinou contrato com a gravadora Biscoito Fino, para lançamento de mais um disco, produzido por Vinicius França, com arranjos e direção musical de Luiz Claudio Ramos.  

Em 2006, chegou ao mercado a caixa "Chico 3", contendo os DVDs "Uma palavra", "O futebol" e "Romance". Nesse mesmo ano, o compositor lançou o CD "Carioca", contendo suas canções "Subúrbio", "Outros sonhos", "Ode aos ratos" (c/ Edu Lobo), "Dura na queda", "Porque era ela, porque era eu", "As atrizes", "Ela faz cinema", "Bolero blues" (c/ Jorge Helder), "Renata Maria" (c/ Ivan Lins), "Leve" (c/ Carlinhos Vergueiro), "Sempre" e "Imagina" (c/ Tom Jobim).Também em 2006, estreou, no Tom Brasil Nações Unidas, em São Paulo, o show de lançamento do CD “Carioca”, seguindo por várias cidades brasileiras e três européias até o ano seguinte, tendo sido visto por 185.000 pessoas até o final da turnê.   Lançou, em 2007, o CD duplo “Carioca ao vivo” e também o DVD “Carioca ao vivo”, contendo o registro integral do show “Carioca”.   Lançou, em 2009, o livro “Leite derramado” (Companhia das Letras).   Em 2010, foi lançada a compilação ”Essa história está diferente – Dez contos para canções de Chico Buarque” (Companhia das Letras), organizada por Ronaldo Bressane, contendo contos de Cadão Volpato (baseado em “Carioca”), Carlos Saavedra (baseado em “Mil perdões”), Alan Pauls (“O direito de ler enquanto se janta sozinho”, baseado em “Ela faz cinema”), Rodrigo Fresán ( “A mulher dos meus sonhos e outros sonhos”, baseado em “Outros sonhos”), Mario Bellatin (“Os fantasmas do massagista”, baseado em “Construção”), Mia Couto ( “Olhos nus: olhos”, baseado em “Olhos nos olhos”), André Sant’Anna (“Lodaçal”, baseado em “Brejo da Cruz”), Xico Sá ( “Um corte de cetim”, baseado em “Folhetim”), João Gilberto Noll (baseado em “As vitrines”) e Luiz Fernando Veríssimo (baseado em “Feijoada completa”). Nesse mesmo ano, foi lançado, no mercado editorial italiano, “Latte versato”, versão de seu livro “Leite derramado”.

Ainda em 2010, foi lançada a “Coleção Chico Buarque”, livros-CDs que reapresentam 20 álbuns da discografia do compositor e cantor, gravados entre 1966 e 2006, com libreto contendo textos sobre as faixas e sobre o contexto histórico dos discos, além de depoimentos de parceiros do artista. A coleção traz, na seqüência, os seguintes volumes: “Chico Buarque” (1978), “Construção” (1971), “Meus caros amigos” (1976), “Chico Buarque de Hollanda” (1966), “Chico Buarque de Hollanda Vol. 2 (1967), “Chico Buarque de Hollanda Vol. 3” (1968), “Paratodos” (1993), “Sinal fechado” (1974), “Vida” (1980), “Almanaque” (1981), “Chico Buarque” (1984), “Calabar” (1973), “Chico Buarque” (1989), “Ao vivo Paris - Le Zenith“ (1990), “Uma palavra” (1995), “As cidades” (1998), “Chico Buarque de Mangueira” (1997), “Carioca” (2006), “Francisco” (1987) e “Per um Pugno di Samba” (1970). Também em 2010, foi editada em DVD pela gravadora Biscoito Fino, em parceria com a TV Cultura, o depoimento que concedeu ao programa “MPB Especial”, dirigido por Fernando Faro, no ano de 1973, contendo também gravações de suas canções “Tatuagem” (c/ Ruy Guerra), “Deus lhe pague”, “Desalento” (c/ Vinicius de Moraes), “Samba de Orly” (c/ Toquinho e Vinicius de Moraes), “Hino do Polytheama”, “Bom conselho”, “Cotidiano”, “Caçada”, “Olê, Olá” e “Flor da Idade”, além de “Cuidado com a outra” (Nelson Cavaquinho e Augusto Tomaz Junior), e ainda citações “Meu refrão”, “Amanhã ninguém sabe”, “Ela desatinou/Construção”, “Ilmo Sr. Cyro Monteiro”, “Boi voador não pode” (c/ Ruy Guerra) e “Soneto”. Ainda nesse ano, o pianista Benjamim Taubkin lançou o CD “Chico Buarque por Benjamim Taubkin”, da série “Solo Lounge”, registrando suas composições “Sabiá” (c/ Tom Jobim), “Gente humilde” (c/ Vinicius de Moraes sobre música de Garoto), “Samba de Orly” (c/ Toquinho e Vinicius de Moraes), “A banda”, “Carolina”, “A Rita”, “Quem te viu quem te vê”, “Morena de Angola” e “Noite dos mascarados”.  

No início de 2011, foi ao ar a microssérie “Amor em 4 atos” (Rede Globo), inspirada em cinco canções de sua autoria: “Mil perdões”, “Folhetim”, “Vitrines”, “Construção” e “Ela faz cinema”. Seu acervo pessoal e artístico, digitalizado pelo Instituto Antonio Carlos Jobim, foi disponibilizado, nesse mesmo ano, no site www.jobim.org, onde é possível se ter acesso a cerca de 600 faixas de sua discografia e também a textos (peças, roteiros) e fotos (de carreira e familiares). Também em 2011, lançou o CD “Chico”, com suas canções “Rubato”(c/ Jorge Helder), “Sou eu” (c/ Ivan Lins), “Sinhá” (c/ João Bosco), “Querido Diário”, “Essa pequena”, “Tipo um baião”, “Se eu soubesse”, “Sem você nº 2”, “Nina” e “Barafunda”. O disco contou com a participação especial de Thais Gulin (na faixa “Se eu soubesse”) e João Bosco (na faixa “Sinhá”). Ainda nesse ano, numa parceria do Instituto Cultural Cravo Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box "100 Anos de Música Popular Brasileira", contendo quatro CDs duplos, com áudio restaurado por Marcelo Fróes da coleção  de oito LPs da série homônima produzida por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas radiofônicos “MPB 100 ao vivo” realizadas no auditório da Rádio MEC, em 1974 e 1975. O compositor participou do volume 6 da caixa, com suas canções “A banda” e “Carolina”, ambas na voz de Pery Ribeiro. Também em 2011, foi lançado o livro “Para seguir minha jornada: Chico Buarque” (Nova Fronteira), com texto Regina Zappa e organização de Julio Silveira. Também nesse ano, o CD “Chico” figurou na relação “Os Melhores Discos de 2011” do Jornal “O Globo”, em seleção assinada por Bernardo Araujo, Carlos Albuquerque, Leonardo Lichote, Luiz Fernando Vianna e Silvio Essinger.   Em janeiro de 2012, estreou temporada carioca do show “Chico” no espaço Vivo Rio (RJ) acompanhado pelos músicos Luiz Claudio Ramos (violão), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros). Além de sucessos de carreira, canções do CD homônimo lançado em 2011 fizeram parte do repertório do espetáculo, que contou ainda com a participação de Vinícius França (produção geral), Helio Eichbauer (direção de arte e cenários), Maneco Quinderé (iluminação), Cao Albuquerque (figurinos) e Ricardo ‘Tenente’ Clementino (direção técnica). Em seguida, o show saiu em turnê por vários estados brasileiros.

Foi contemplado, em 2012, com o Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Canção, por sua composição “Sinhá” (c/ João Bosco), incluída em seu CD “Chico”. Nesse mesmo ano, chegaram ao mercado o CD ao vivo “Na carreira”, com registros dos shows da turnê “Chico”, e a caixa “De todas as maneiras”, que reúne seus 21 primeiros álbuns – do “Chico Buarque de Hollanda”, de 1966, à trilha sonora do filme “Ópera do Malandro”, de 1986 – e o CD triplo “Umas e outras”, contendo compilações de raridades do período registradas em fitas guardadas no arquivo da Universal pelo técnico William Tardelli, selecionadas pelo jornalista Cleodon Coelho, faixas editadas em compactos e participações em discos de outros cantores, com destaque para a gravação inédita de “Jorge Maravilha”. A caixa traz ainda textos do jornalista Leonardo Lichote. Ainda em 2012, fez participação especial no show “Primavera Carioca”, apresentado por Caetano Veloso no Teatro Oi Casa Grande (RJ). O espetáculo “Na balada” figurou na relação “Os Melhores Shows de 2012” - assinada pelos jornalistas Bernardo Araújo, Carlos Albuquerque, Leonardo Lichote e Sílvio Essinger -, publicada na edição de 30 de dezembro desse mesmo ano do Jornal “O Globo”.   Com uma obra rica e variada, o cantor tem atravessado os anos mantendo-se como um exemplo de coerência política e estética, recebendo o respeito e admiração do público e da crítica. Em 2014, lançou, pela Companhia das Letras, seu novo livro, "O Irmão Alemão", que logo se tornou um dos mais comentados do ano.

Em 2015, teve sua obra revisitada pela cantora italiana Susanna Stivali com a gravação do CD "Caro Chico", no qual foram vertidas para o italiano obras de diferentes fases do compositor, tais como, "Tem Mais Samba"; "Construção"; "Samba do Grande Amor"; "O que Será"; "Tanta Saudade", com Djavan; "A Noiva da Cidade", com Francis Hime; "Beatriz", com Edu Lobo, e "Lei era Lei", com Ivan Lins. O próprio compositor participou do CD cantando em dueto com Sasanna Stivali o samba-canção "Morena dos Olhos d’água". No mesmo ano, foi lançado nos cinemas o filme "Chico: Artista brasileiro", dirigido por Miguel Faria Jr. O diretor convidou nove artistas diferentes para interpretar as músicas do compositor no filme. Assim, além do próprio autor que interpretou "Sinhá" e "Paratodos", Ney Matogrosso, cantou "As vitrines", Moyseis Marques,  "Mambembe", Laila Garin, "Uma canção desnaturada", Monica Salmaso, "Mar e lua", Péricles, "Estação derradeira", Adriana Calcanhotto e Martnália, "Biscate" e a portuguesa Carminho, interpretou uma recriação de "Sabiá" e, em dueto com Milton Nascimento, "Sobre todas as coisas". Os arranjos para o CD, gravado no palco da Cidade das Artes, no Rio, coube a Luiz Cláudio Ramos. O filme "Chico: Artista brasileiro", foi eleito pelo Instituto Cultural Cravo Albin e seus pesquisadores o melhor evento de divulgação da MPB em 2015. O filme de Miguel Faria Jr. Recebeu uma aclamação por parte da pesquisa em torno das ações propostas no ano para melhor divulgar todos os setores da MPB.

DISCOGRAFIA 

Nove álbuns importantes da extensa discografia do cantor/compsitor

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03/01/2017

Chico Buarque de Holanda - Perfil