10/10/2018

SONNY ROLLINS (ts) com Kenny Drew (pi0 NHO Pedersen (bs) e Albert Heath (dr) - Saitnt Thomas

Sonny Rollins exímio saxofonista tenor americano.

Theodore Walter "Sonny" Rollins (7 de Setembro de 1930, New York ) é umsax-tenorista americanos . Sonny Rollins tem uma longa e produtiva carreira no jazz, havendo começado a tocar com 11 anos de idade. Antes dos 20, já tocava com o legendário pianista Thelonious Monk.  Rollins ainda grava e excursiona, tendo uma vida e uma carreira muito mais duradouras que muitos dos seus contemporâneos no jazz, como John Coltrane, Miles Davis e Art Blakey, músicos com quem gravou.

Rollins começou como pianista, tendo migrado posteriormente para o saxofone alto, finalmente trocando para o tenor em 1946. Sua primeira gravação foi em 1949 com Babs Gonzales.  No mesmo ano gravou também com JJ Johnson e Bud Powell . Em 1950, Rollins foi preso por roubo, tendo recebido uma sentença de três anos de prisão. Cumpriu 10 meses e foi libertado condicionalmente. Dois anos depois, foi novamente preso por uso de heroína, violando assim os termos da sua liberdade condicional. Frequentou, então, uma instituição de desintoxicação na qual recebeu altas doses de medicamentos até que se sanasse completamente seu vício. Rollins começou a construir seu próprio nome quando gravou com Milies Daavis em 1951 e Thelonious Monk em 1953.

Rollins entrou para o quinteto de Clifford Brown e Max Roach em 1955, substituindo Harold Land. Com a morte de Brown no ano seguinte, passou a trabalhar mais como leade

No dia 22 de Junho de 1956, Sonny gravou seu aclamado álbum Saxophone Collossus . Nele tocavam o pianista Tommy Flanagan , o contrabaixista Doug Watkins – que atuara nos Jazz Menssengers – e seu baterista favorito: Max Roach. Era apenas a terceira gravação de Rollins como leader , mas foi o dia em que ele gravou talvez o seu maior sucesso, "St. Thomas". A música é baseada numa canção em estilo caribenho (calipso que a mãe de Sonny Rollins costumava cantar quando o compositor era criança.

Nesse tempo, John Coltrane ainda não havia se tornado uma figura notória e Rollins era o principal saxofonista de jazz moderno existente.

Em 1957 ele foi pioneiro ao usar somente baixo e bateria como acompanhamento para seus solos de saxofone, textura que veio a ser conhecida como "strolling". Duas das primeiras gravações nesse formato são os discos Way Out West (Contemporary, 1957) e A Night at the Village Vanguard (Blue Note, 1957). Ao longo de sua carreira, Rollins usou essa técnica, até mesmo acompanhando solos de baixo ou bateria com efeitos no sax.

Até então, Rollins era bem conhecido por pegar material relativamente banal ou não convencional e transformá-lo em tema para improvisação (como fez, por exemplo, com "There's No Business Like Show Business", em Work Time; "I'm an Old Cowhand", em Way Out West; e posteriormente "Sweet Leilani", em This Is What I Do, disco vencedor do Grammy). Era também bastante conhecido como compositor. Vários de seus temas (incluindo "St. Thomas", "Doxy", "Oleo" e "Airegin") viraram standards jazzísticos.

Em 1958 Rollins gravou uma extensa peça para saxofone, baixo e bateria: The Freedom Suite (Suíte da Liberdade). Suas notas na capa original do disco deixavam explícita a intenção sócio-política da peça

O LP em sua forma original esteve disponível apenas por um breve período, antes que a gravadora o reembalasse como Shadow Waltz, título de outra peça do mesmo disco.

Em 1959, Rollins estava frustrado com o que ele concebia como sua limitação musical. Por isso, ele tirou a primeira e mais famosa de suas "licenças" da música. Para poupar uma vizinha grávida do som dos seus estudos rotineiros, aventurava-se até a Ponte Williamsburg, em Nova Iorque, para treinar. Ao voltar à cena musical, deu ao seu álbum re retorno o nome The Bridge (A Ponte), iniciando um contrato coma a gravadora RCA. 

Por toda a década de 1960, Rollins continuou sendo um dos mais ousados músicos existentes. Cada álbum diferia-se radicalmente do anterior. Explorou ritmos latinos em What's New, dialogou com a vanguarda em Our Man in Jazz e fez releituras de standards em Now's the Time. Produziu também a trilha sonora da versão de 1966 do filme Alfie. Sua atuação como músico da casa no jazz club de Ronnie Scott em 1965 foi recentemente transformada no CD Live in London, série de lançamentos do selo Harkit que oferecem uma visão muito diferente do seu modo de tocar a comparar-se com os álbuns de estúdio do mesmo período.

Frustrado novamente, Rollins tirou nova licença para estudar yoga, meditação e filosofia oriental. Quando voltou, em 1972, estava claro que ele havia se aproximado dos estilos do R&B, do pop e do funk. Seus conjuntos ao longo das décadas de 1970 e 1980 possuíam guitarra eléctrica, baixo eléctrico e geralmente bateristas orientados ao pop ou ao funk. Durante esse período Rollins tornou-se notório por seus solos de saxofone sem acompanhamento.

Em 1985, lançou The Solo Album, embora muitos dos fãs considerem que esse álbum causou uma decepção comparado aos seus outros trabalhos solo

Embora suas gravações nas décadas de 1970, 1980 e 1990 não fossem tão aclamadas pela crítica quanto suas primeiras gravações, Rollins continuou famoso por suas apresentações ao vivo. Críticos como Gary Giddins e Stanley Crouch notaram a disparidade entre Sonny Rollins como artista de gravações e Sonny Rollins como artista de concertos. Num perfil para o New Yorker em Maio de 2005.

No dia 11 de Setembro de 2001, Rollins, que morava a várias quadras de distância, ouviu o estrondo do desmoronamento do World Trade Center e foi obrigado a abandonar seu apartamento apenas com seu saxofone nas mãos. Embora ainda estivesse abalado, viajou para Boston cinco dias depois para tocar na Berklee College, num concerto que foi lançado em CD em 2005 com o nome de Without a Song: The 9/11 Concert. No ano seguinte, venceu o Grammy de melhor solo instrumental de jazz pelo solo na música "Why Was I Born?". Anteriormente, Sonny já havia ganhado um Grammy pelo CD "This Is What I Do".

Além desses, Rollins foi premiado em 2004 com um Grammy pelo conjunto de sua obra.

Depois de um bem-sucedido tour no Japão em 2005,  Rollins voltou ao estúdio pela primeira vez em cinco anos para gravar "Sonny, Please" (Sonny, por favor). O título do CD advém de uma das frases favoritas de sua última esposa. Ao mesmo tempo, ele inaugurou seu sítio na internet e lançou seu próprio selo, Doxy Records, que editou "Sonny, Please" sob a produção do trombonista Clifton Anderson.

DISCOGRAFIA

Sonny Rollins - Sonny Rollins And Thelonious Monk album artSonny Rollins - Moving Out album artSonny Rollins - Thelonious Monk / Sonny Rollins album artSonny Rollins - Plus 4 album artSonny Rollins - Worktime album art

Sonny
 Rollins - Saxophone Colossus album artSonny Rollins - Sonny Rollins With The Modern Jazz Quartet album artSonny Rollins - Way Out West album artSonny Rollins - The Sound Of Sonny album artSonny Rollins - A Night At The "Village Vanguard" album art

Sonny Rollins - Freedom Suite album artSonny Rollins - Monk album artSonny Rollins - Tour De Force album artSonny Rollins - Brilliant Corners album artSonny Rollins - Sonny Rollins And The Contemporary Leaders album art

Sonny Rollins - Newk's Time album artSonny Rollins - Sonny Boy album artSonny Rollins - The Bridge album artSonny Rollins - On Impulse! album artSonny Rollins - Tenor Madness album art

Sonny
 Rollins - Nucleus album artSonny Rollins - Don't Stop The Carnival album artSonny Rollins - Love At First Sight album artSonny Rollins - No Problem album artSonny Rollins - Dancing In The Dark album art

Sonny Rollins - Aix En Provence 1959 album artSonny Rollins - Old Flames album artSonny Rollins - This Is What I Do album artSonny Rollins - Sonny, Please album artSonny Rollins - 80th Birthday Celebration album art

20/09/2018

HERB ELLIS & Friends - Tal Farlow e Charlie Byrd - Gerogia on my Mind.

HERB ELLIS

Herb Ellis

 

Mitchell Herbert Ellis conhecido profissionalmente como Herb Ellis foi um guitarista de jazz americano que nasceu em Farmersville, Texas em 04 de agosto de 1921 e durante os anos 50 ele foi um dos componentes do Oscar Ppeterson  Trio, num tempo de preconceito exacerbado em que um músico branco no trio com dois negros era quase inexplicável.

O primeiro contato de Ellis com a guitarra foi no rádio, ouvindo  performances de George Barnes o inspiraram a escolher a guitarra como sua vida e seu trabalho. Ele tornou-se rapidamente um craque no intrumento e foi aceito por isso na University of North Texas State. Ellis graduou-se em música, mas como a Universidade não tinha uma carreira específica para guitarra estudou e diplomou-se em baixo acústico.  Desafortunadamente, entretanto, devido à sua falta de dinheiro seus dias na universidade tiverem curta duração. Ellis desistiu, então, da faculdade e jntou-se com a Banda da Kansas Unversity, com a qual excursionou por seis meses.

Em 1943, conheceu Glen Gray and The Casa Loma Orchestra e ao fazer parte dela com destaque passou ser reconhecido e citado nos magazines de jazz. Depois da banda de Grey, Ellis juntou-se à orquestra de Jimmy Dorsey onde tocou e gravou seus primeiros solos.Ellis permaneceu com a banda de Dorsey durante o ano de 1947 viajando e gravando intensivamente, tocando em clubes de dança e em cinemas. Então veio a virada que mudaria carreira de Ellis para sempre. O  pianista Lou Carter disse ao jornalista Robert Dupuis numa entrevista em 1996, "a banda de Dorsey tinha seis semanas de espaço na agenda. Nós, eu, Ellis e Frigo só tinhamos tocado juntos na banda. John Frigo já se fora e conheceu o dono do hotel Peter Stuyvesant em Buffalo e nos chamou, fomos para lá e ficamos seis mêses e o Soft Winds nasceu. Juntos escrevemos o clássico standard "Detour Ahead" e nossa vida mudou".

O grupo The Soft Winds entrou na moda depois do Nat King Cole Trio. Ficaram juntos até 1952 quando Ellis juntou-se ao The Oscar Peterson Trio, no lugar de Barney Kessel, formando o que Scott Yanow depois se referiu como o mais memorável trio com guitarra, piano e baixo da história do jazz.

Herbie tornou-se proeminente depois de suas performances com Oscar Peterson e Ray Brown onde ficou de 53 até 58, ainda que a presença de um branco num trio com dois negros era controversa em tempos de racismo exacerbado.

Os grandes trabalhos ao vivo do trio recebiam a adição de um baterista quando o conjunto funcionava como "house rhythm section" ou suporte em gravações da Verve Records de Norman Granz ou apresentações com Ben Webster, Stan Getz, Dizzy Gillespie Roy Eldridge e Harry "Sweets" Edison, Ellis fazia parte da seção ritmica, sem grandes solos no entanto. Com Buddy Rich ele também participou da gravação de alguns álbuns do dueto Ella Fitzgerald e Louis Armstrong

O trio foi presença importante nos concertos Jazz At The Phillharmonic de Norman Granz que varreu quase todo o mundo  em excursões pela América e Europa. Ellis deixou o trio em novembro de 1958 e foi substituido pelo baterista Ed Thigpen. Entre 57 e 60 excursionou com Ella Fitzgerald.

 

Com os companheiros Barney Kessel, Charlie Byrd e Tal Farlow criou um conjunto que modestamente nomeou de The Gret Guitars. Apareceu também num episódio televisivo de Sanford & Son acompanhando o cantor.

Ellis deu ao cartunista Gary Larson, criador do The Far Side lições de guitarra em troca da ilustração da capa de seu disco em parceira com o baixista e cantor Red Mitchell - Doggin' Around de 1988 pela Concord Records. 

Em 1994 foi alçado ao Arkansas Jazz Hall of Fame. Em 1997 recebeu o título honorário de Doutor da University Of North Od Texas College Of Music.

 

Ellis morreu em 28 de maio de 2010 de Mal de Alzheimer, em Los Angeles com 88 anos.

DISCOGRAFIA

Herb Ellis - Ellis In Wonderland album artHerb Ellis - Nothing But The Blues album artHerb Ellis - Herb Ellis Meets Jimmy Giuffre album artHerb Ellis - Softly... But With That Feeling album artHerb Ellis - Together! album art

Herb Ellis
 - Guitar/Guitar album artHerb Ellis - Man With The Guitar album artHerb Ellis - Herb Ellis & Ray Brown's Soft Shoe album artHerb Ellis - Seven, Come Eleven (From Their Live Performance At The Concord Summer Festival) album artHerb Ellis - Rhythm Willie album art

Herb Ellis - Herb album artHerb Ellis - Windflower album artHerb Ellis - Trio album artHerb Ellis - Doggin' Around album artHerb Ellis - Roll Call album art

Herb Ellis
 - Texas Swings album artHerb Ellis - Down-Home album artHerb Ellis - Full Circle / Jazz/Concord album artHerb Ellis - More Conversations In Swing Guitar album artHerb Ellis - Great Guitars Live album art

 

20/07/2018

WYNTON MARSALIS - Jazz at Marciac em 2009 - 50 minutos de blues e dixieland da melhro qualidade.

WYNTON MARSALIS

Wynton Marsalis

Wynton Learson Marsalis nasceu em 18 de Outubro de 1961 e é um trompetista americano, compositor, professor e diretor arstístico do Jazz Lincoln Center. Ele tem promovido frequentemente musica clássica e jazz para audiências jovens. Marsalis foi também premiado com nove Grammy Award e o sua composição Blood On The Friends foi a primeira jazzistica a ganhar um Pulitzer Prize for The Music. Ele é filho de Ellis Marsalis um pianista e neto de Ellis Marsalis Sr empresário ativista dos Direitos Humanos, irmão de Brandford, saxofonista, Delfeayo, contrabaixista e Jason, baterista.

Marsalis nasceu em uma família musical de New Orleans e é o segundo filho de Delores Ferdinand e Ellis Marsalis Jr, pianista e professor. Recebeu o seu nome em homenagem ao genial pianista jamaicano Wynton Kelly. Aos seis anos recebeu suas primeiras lições de trompete tendo ganho de Al Hirt, um famoso trompetista de NO, um instrumento. Teve lições de jazz e música clássica. 

Ele cresceu em Kenner, Louisiana e ficou com trompete porque seu irmão mais velho, Brandford já tocava saxofone e piano e praticou exausivamente dos seis aos doze anos.

Aos oito anos já tocava as múscias tradicionais de NO na banda da Fairview Batist Church liderada pelo banjoista Danny Baker. Aos catorze já estava na NO Philharmonic. Durante o colégio ele tocava com o NO Symphony Brass Quintet, na NO Community Concert Band, na NO Youth Orchestra, na NO Symphony além de outras bandas de jazz e numa de funk chamada The Creators. Em 1979 graduou-se na Benjamin Franklin High School e na NO Center for Creative Arts. Aos desessete foi o mais jovem músico a ser admitido no Tanglewood Music Center.  

Em 1979 mudou-se par New York City e foi admitido na Julliard onde atou enquanto lá esteve. Recebeu o National Endowement For Arts e foi estudar com Woody Sahw, uma de suas maiores influencias e teve como mentor Herbie Hancock  com quem frequentemente tocou.

Sua primeira gravação foi em 1980 como membro da big band Art Blakey and The Jazz Messengers. Um ano depois excursionou Herbie Hancock e em seguida assinou contrato com a Columbia Records  e gravou seu primeiro disco solo em 1982. No mesmo ano formou um quinteto com seu irmão Brandford, Kenny Kirkland, Charnett Moffet e Jeff "Tain" Watts. Depois de três anos o quinteto se desfez e um quarteto com Marcus Roberts, Robert Hurst e Jeff "Tain" Watts que após algum tempo se expandiu para uma banda que incluiu Wes Anderson. Wycliffe Gordon, Eric Reed, Herlin Riley, Regnald Veal e Todd Williams.  

Quando perguntado sobre influências no seu estilo de tocar cita Duke Ellington, Miles avis, Harry "Sweets" Edison, Clark Terry, Dizzy Gillespie, Jelly Roll Morton, Charlie Parker, Wayne Shorter, Thelonious Monk, Cootie Williams, Ray Nance, Maurice Andre e Adolph Hofner

Em 1987 ajudou a começar os concertos de verão de jazz clássico no Lincoln Center em NYC. O sucesso da série expandiu-se para a criação do Jazz At Lincoln Center, um departamento da instituição dedicado à expansão da música, especialmente do jazz, que passou a ser uma entidade independente em 1996 com organização parecida com a NY Philharmonic e o Metropolitan Opera e Marsalis como seu diretor musical da banda. As performances da banda começaram a acontecer na casa e depois no Rose Hall da Columbia e em excursões, visitas a escolas, no rádio, na TV. e a produzir álbuns sob seu próprio selo, o Blue Engine Records.

Em 1995 Marsalis apresentou um programa educacional chamado Marsalis On Music na televisão pública e enquando durou seu programa a National Public Radio transmitiu sua série Making The Music. Amboso os programas foram agraciados com o premio George Foster Peabody Award, o maior prêmio dado ao jornalismo.

Em 2011 Marsalis e Eric Clapton tocaram juntos no Jazz At Lincoln Center concerto. A performance foi gravada e transformou-se no álbum Play the Blues: Live from Jazz at Lincoln Center. Em dezembro do mesmo ano foi nomeado o correspondente cultural para o programa CBS This Morning. É também membro do Curiosity Sream Advisory Board, diretor dos programas de estudo na Julliard Scholl e recebeu o título de A.D. White Professor-At-Large da Cornell University.  

Depois do primeiro álbum em 1982 ganhou o The Best Musician of The Year, no trompet, na Down Beat e melhor álbum de jazz e em 2017 foi conduzido ao Down Beat Hall of Fame, por sinal um dos mais jovens artistas a integrar o seleto grupo.

Em 1983, com vinte e dois anos, ele tornou-se o primeiro músico a ganhar o Grammy Award como músico de jazz e clássico no mesmo ano e no ano seguinte também. 

Ao ganhar o primeiro Pulitzer for Music, o maestro Zubin Mehta "se disse não surpreso em função de Marsalis ser uma tela lindamente pintada que impressiona e inspira e que em algum lugar do firmamento Buddy Bolden, Louis Armstrong e uma legião de outros estão sorrindo para ele, agora". Marsalis ganhou também a National Medal Of Arts , a National Humanities Medal e foi nomeados para o NEA Jazz Master.

Seus discos somam sete milhões de cópias, excursionou para mais de trinta países e visitou todos os continenter, exceto a Antartica.

Seus premios são, de fato, inúmeros e além dos EUA em uma série de países pelo mundo e poderia prosseguir falando deles, de todas as universidades e academias onde é Fellow ou Honories ou prêmios que não se cansa de ganhar. Sua música e dedicação o elevaram a esse status, lugar que aproveita para difundir, com seu prestígio, qualidade e discernimento,  a boa música e toda a excelência com que a leva a todos.  

Recebeu, recentemente, homenagens e prêmios das Univerdidades de New York, Columbia, Harvard, Princeton, Northwestern, Vermont e State de NYC.

DISCOGRAFIA

Wynton Marsalis album coverThink Of One album coverWynton Marsalis' First Recordings album coverHot House Flowers album cover

The Majesty Of The Blues album coverTune
 In Tomorrow - The Original Soundtrack album coverResolution To Swing album coverThe
 Midnight Blues (Standard Time Vol. 5) album cover

Reeltime album coverA Fiddler's Tale
 album coverJody (CD) album coverThe Magic Hour album cover

Live In Cuba album coverSoul Gestures
 In Southern Blue (Vinyl, LP, Album, Reissue) album cover

 

 

11/07/2018

DIZZY GILLESPIE - A Night in Tunisia, ao vivo, em 1981

DIZZY GILLESPIE

Dizzy Gillespie

John Birks "DizzyGillespie nasceu em Cheraw na Carolina do Sul em 21 de outubro de 1917 e foi um trumpetista americano de jazz, composito, bandleader e cantor.

Gillespie era virtuoso e improvisador e construiu seus estilo tendo como êmulo Roy Eldridge com a adiçao de camadas de harmonia e ritmos complexas até então desconhecidas no jazz. Sua combinação de musicalidade, showman e sagacidade fizeram dele um líder muito popular da nova música, o bebop. Suas boinas e seus óculos de aro de chifre, sua maneira peculiar de cantar em scats, seu trumpet curvado, suas bochechas infladas e sua despreocupação deram ao bebop seu símbolo mais proeminente.

Em 1940, Gillespie, com Charlie Parker surgiram como as maiores figuras no desenvolvimento do bebop e do jazz moderno. Ele ensinou e influenciou muitos músicos e nessa lista se incluem Miles Davis, Jon Fadis, Fats Navarro, Clifford Brown, Arturo Sandoval , Lee Morgan, Chuck Mangione e Johnny Hartman

O historiador Scott Yanow escreveu: A constribuição de Gillespie para o jazz é enorme  Um dos maiores trupetistas de todos os tempos Gillespie foi um músico de jazz muito complexo que sua influência acabou por aparecer desde seus contemporâneos Miles Daivs e Fats Navarro até emergir John Faddis já nos anos 70. Indiscutivelmente Gillespi é lembrado, por todas os críticos e fãs como o maior de todos os tempos.

O mais novo de nove filhos de Lottie e James Gillespie que era um bandleader local, de Cheraw, o que lhe permitia desde cedo o contato com os mais diversos intrumentos musicais. Dizzy começou com o piano com quatro anos e seu pai morreu quando ele tinha dez anos. 

Dizzy aos doze anos ja tocava trombone e trumpete como auto-didata. Uma noite ouviu Roy Eldridge no rádio e começou a sonhar em ser um músico de verdade. Ganhou uma bolsa de estudos musical para o Lauringburgh Institute no qual permaneceu por dois anos até a família se mudar para Philadelphia.

Sue primeiro trabalho profissional foi com a Frank Faixfax Orchestra em 1935 e na sequencia com as orquestras de Edgar Hayes e Teddy Hill onde substituiu Roy Eldridge, seu ídolo, como primeiro trupete em 1937, com essa banda também gravou seu primeiro disco com a música King Porter Stomp Em agosto de 1937 quando se apresentava com Hayes conheceu uma jovem dançarina, Lorraine  Willis que trabalhava no circuito Baltimore-Philadelphia-New York City que incluia o Apollo Theater. A princípio Lorraine não lhe deu bola mas Dizzy apaixonou-se e insistiu, casou-se com ela em 1940  e foram casados até 1993, ano de sua morte. 

Ficou com Hill por um ano e depois foi free-lancer de várias outras bandas. A seguir juntou-se à Cab Calloway Orchestra com quem gravou sua primeira composição , a instrumental Pickin' the Cabbage em 1940.

Depois de uma altercação notável entre os dois homens Caloway atirou em Gillespie no fim de 1941. O incidente é recontado por membros da banda de Calloway Milt Hinton e Jonah Jones no filme de Jean Bach The Sitball Story de 1997. Calloway não suportava o humor malicioso de Dizzy nem a abordagem aventureira de seus solos que chamava de Chinese Music e nem achava Dizzy um bom músico. Durante um ensaio um membro da banda falou uma besteira e Calloway decidiu culpar Gillespie que negou e o problema avolumou-se de tal modo que causou a primeira briga na qual Dizzy esfaqueou a perna de Cab causando um pequeno corte. Depois do incidente eles se separaram e Cab atirou em Dizzy. Alguns dias depois Dizzy desculpou-se mas Cab o despediu. 

Durante seu tempo na orquestra de Cab Dizzy começou a escrever para big bands como as de Woody Herman e Jimmy Dorsey. Ele então trabalhou como freelancer mais frequentemente com a orquestra de Ella Fitzgerald composta por membros da Chick Webb Band. 

Gillespie juntou-se ao colaborador de longa data da banca de Hines Billy Eckstine e isso o fez um membro da banda de Billy e consequentemente o reuniu a Charlie Parker. Deixou, entretanto em 1945, a banda de Billy porque sempre ligou o seu destino a pequenos grupos. de não mais de cinco membros: piano, trumpete, saxofone, baixo e baterias

Bebop ficou conhecido com o primeiro estilo de jazz moderno, contudo não era muito popular e de início não foi visto como postivamente  dançável até a introdução do swing por Parker e permitindo, dessa forma, a diversidade trazida por Thelonious Monk, Bud Powell, Kenny Clarke, Oscar Pettiford e Dizzy. Esses músicos criaram um novo vocabulário e fraseado  para a música. Com Parker e Gillespie enfiados nos clubes de jazz como Minton's Playhouse, e Monroe',s Uptown House criou-se uma nova plataforma para o jazz: o sistema de Parker que mantinha adições de acordes em progressão com as linhas de improvisação.   

As composições de Gillespie Groovin' High, Woody 'n' You e Salted Peanuts soaram radicalmente diferentes, tanto harmonica como ritmicamente do popular swing da música da época. Com A Night in Tunisia, escrita em 1942, executada por Dizzy com a Banda de Earl Hines é, então, notada, por apresentar síncopes e uma já notável influencia de ritmos afro-cubanos. Woody 'n' You foi gravada numa sessão liderada por Coleman Hawkins com Dizzy de sideman em fevereiro de 1944.  e é considerada a primeira gravação formal do bebop. Gillespie então começou a aparecer em gravações da época e em 1945 participou da apresentação do bebop numa sessão de rádio e a partir daí o trumpetista achou que o bebop não podia ficar restrito a pequenos grupos  e organizou no final daquele ano a Dizzy Gillespie And His Rebop Six, incluindo Parker. Paralelamente Gillespie liderou pequenos combos , incluindo músicos como Milt Jackson, John Coltrane, Lalo Schiffrin, Ray Brown, Kenny Clarke, James Moody, J.J.Johnson e Yusef Lateef. Em 1947 Dizzy e suas big bands, com arranjos de Tadd Dameron, Gil Fuller e George Russell  popularizou o bebop e tornou-se o símbolo da nova música. Passaram a fazer parte de suas bandas os rumberos cubanos Chano Pozo e Sabu Martinez demonstrando, dessa forma, o interesse pelos ritmos caribenhos em especial os cubanos.

Em 1948 Gillespie se envolveu em um acidente de tráfego quando sua bicicleta foi colhida por um automóvel. Ele se feriu levemente entrou na justiça e ganhou cerca de U$ 1000 com o acidente que também entortou seu trumpete. Em janeiro de 1953 ele usou, numa festa para sua esposa lorraine, o trumpet torto do acidente, gostou do som e aquele trumpete se tornou sua marca registrada.

De 1956 em diante Dizzy se envolveu com a criação de badas, participou de muitos festivais e era tão normal encontra-lo em todos os acontecimentos que passou a ser conhecido como The Ambassador of Jazz. Músicos muito famosos participaram de suas bandas e se apresentaram junto dele nos festivais, especiamente no Newport Jazz Festival. Gravou em 1957 sua apresentação naquele festival com Mary Lou Williams ao piano.

Sua música foi sofrendo a influencia dos ritmos afro-cubanos desde 1940 e suas composições dedicadas a esse segmento como Manteca, Tin Tin Deo, Cubano Be, Cubano Bop sempre com Pozo, Rodriguez de início e em 1977 conheceu Arturo Sandoval numa jornada em Cuba.

Seu biógrado Alyn Shipton com a vênia de Don Waterhouse disse que Gillespie tinha começado uma experiência jazzistica que ao amadurecer tornou-se a base para o novo clássico. Já Miles Davis dizia que Gillespie parmaneceu fiel ao estilo bebop em toda a sua carreira.

Em 1960 foi conduzido pela revita Down Beat ao Jazz Hall Of Fame.

Dizzy, desde 1968 aderiu ao Bahá'i Faith tornando-se um dos mais famosos bahá'is e como levava tudo na brincadeira antes disso candidatou-se à presidente dos EUA formando uma chapa com vários músicos já famosos, como Theloniuous, Miles e outros e devido à fé que abraçava teve que formalmente retirar sua candidatura, fazendo com que seu material de campanha se tornasse muito apreciados pelos colecionadores (até hoje). Dizzy foi tão importante para a Bahá'i Faith que ele é honrado sempre com uma semana de sessões de jazz no New York Bahá'i Center todos os anos.

Em 1979 publicou sua auto biografia, To Be onr Not To Bop.

Em 1980 liderou a Unidet Nation Orchestra que teve, por 3 anos, Flora Purim como crooner em suas incursões pelo mundo David Sanchez também viajou com o grupo e assim como Flora credita a Dizzy uma influência grandiosa e responsável pela indicação deles ao Grammy.

Associações com Arturo Sandoval, Steve Wonder Moe Koffman  foram responsáveis por Do IDo, Oo Pop a Da e tantos outros sucessos com scats e solos de trupete no início dos 80.

Entre 1989 e 1992 Gillespie fez 300 apresentações em 27 países, apareceu em 100 cidades dos Estados Unidos em 31 estados e Distrito de Columbia, comandou três espaciais para televisão, tocou com 2 sinfônicas e gavou 4 álbuns. Foi coroado como "traditional chief" na Nigéria e recebeu a Ordre des Arts et des Lettres o mais prestigioso prêmio artístico francês. Foi nominado como regente professor pela California University e recebeu mais 14 títulos de Doutor Honorário sendo um deles do Berklee College Of Music. Foi também premiado com Grammys, com o Kennedy Center Honors Award e pela American Society ou Composer, Author and Publishers, com o Duke Ellington Award pelos 50 anos como bandleader, por fim o Polar Music Prize na Suécia.

No final de 1991 durante uma apresentação em Emeryville na California sofreu uma crise pancreática. Trabalhou mais uma noite mas cancelou os demais compromissos, encerrando dessa forma 56 anos de sua carreira de tournée. Sua última sessão de gravaçao ocorreu em 25 de janeiro de 1992. 

Em novembro de 1992 no II Baháí World Congres foi celebrado o aniversário de 75 anos de Dizzy, que ia comparecer entretanto a evolução de sua doença não permitiu. Jon Faddis, James Moody, Paquito D'Rivera, MIke Longo,Ben Brown e Mickey Roker tocaram em sua homenagem.

Dizzy morreu em Englewood com 75 anos e está enterrado no Fluushing Cemetery, Queens, NYC. MIke Longo discursou em seu enterro. Postumamente foi nominado para o International Latin Music Hall Of Fame em 2014.

DISCOGRAFIA

Dizzy Gillespie And His All-Stars (Shellac, 10", 78 RPM, Album) album coverDizzy Gillespie Plays & Johnny Richards Conducts album coverBird And Diz album coverDizzy Gillespie
 album coverDizzy (Volume I) (Vinyl, 10",
 LP, Album, Mono) album coverDizzy In
 Paris album cover

Horn Of Plenty
 (Vinyl, 10", LP) album coverWorld
 Statesman album coverThe Dizzy Gillespie Story
 album cover

At Newport album coverDizzy In Greece album coverDiz 'N' Bird In Concert album cover

Gillespiana (Vinyl, LP, Album, Mono) album coverNew Wave! album coverThe New Continent album cover

 Live At The Village Vanguard album coverCornucopia
 album coverDigital At Montreux, 1980 album
 cover

Bird Songs (The Final Recordings)
 (CD, Album) album coverLive At The Royal
 Festival Hall, London 1987 (CD, Album) album coverToronto Massey Hall 53 (CD, Album, Reissue) album cover